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Ônibus Movido a Pilha Ganha as Ruas na Suécia
Escrito por William Santos | quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018 | 17:43
Um passo importante para o avanço do "transporte à pilha" foi dado com a notícia de que a Volkswagen Scania -- sim, hoje a Scania pertence aos alemães -- lançou seu modelo de ônibus urbano totalmente elétrico e sem necessidade de arrastar cabos conectados a rede elétrica, como nos velhos trólebus. O busão apenas recarrega as baterias, conectando-se a uma estação de recarga, e segue viagem.
De acordo com a divulgação da montadora, recarregando por 10 minutos os carros terão capacidade de cobrir o trajeto da linha, de aproximadamente 15 quilômetros, fazendo cem viagens diárias emitindo zero poluentes.
Uma ideia interessante, pois a cada parada no ponto final dá pra abastecer para a jornada enquanto se faz a espera normal.
O release da Volks Scania [que pode ser lido, em inglês, aqui] ainda segue apontando para o conforto a bordo, dado o baixo nível de ruídos internos entre outras coisas, como o chassi de piso baixo, que facilita o acesso ao interior do veículo. Tirando o fato de ser "movido a pilha", o ônibus realmente não mostra nada de muito diferente dos modelos tradicionais, com motor a explosão, deixando claro que sua capacidade e o modo de operação serão compatíveis com o que já se tem. O que é um grande trunfo, pois retira-se do ônibus os motores poluentes sem a necessidade de mudanças drásticas no formato do veículo.
O motor elétrico também pode trazer mais vantagens do que as ambientais -- que ainda são discutíveis, pois na Europa é comum o uso de carvão pra geração de energia elétrica. E com o aumento de demanda por eletricidade pra impulsionar automóveis, já viu... -- com menos partes móveis há menor desgaste e o custo de manutenção pode ser reduzido nestes veículos, ainda que a durabilidade da bateria seja um ponto sobre o qual pouco se fala. E a bateria de um ônibus destes, imagino que não seja nada barato. Se ela não suportar as milhares de carga e recargas necessárias ao longo de anos, acho que o investimento não se sustentará. Vamos ver como a ideia se sai na prática.
As operações com o modelo elétrico a bateria serão iniciadas na Suécia, na cidade de Östersund, o que justifica inclusive a adoção pela marca Scania, que é tradicional do país.
De acordo com a divulgação da montadora, recarregando por 10 minutos os carros terão capacidade de cobrir o trajeto da linha, de aproximadamente 15 quilômetros, fazendo cem viagens diárias emitindo zero poluentes.
Uma ideia interessante, pois a cada parada no ponto final dá pra abastecer para a jornada enquanto se faz a espera normal.
O release da Volks Scania [que pode ser lido, em inglês, aqui] ainda segue apontando para o conforto a bordo, dado o baixo nível de ruídos internos entre outras coisas, como o chassi de piso baixo, que facilita o acesso ao interior do veículo. Tirando o fato de ser "movido a pilha", o ônibus realmente não mostra nada de muito diferente dos modelos tradicionais, com motor a explosão, deixando claro que sua capacidade e o modo de operação serão compatíveis com o que já se tem. O que é um grande trunfo, pois retira-se do ônibus os motores poluentes sem a necessidade de mudanças drásticas no formato do veículo.
O motor elétrico também pode trazer mais vantagens do que as ambientais -- que ainda são discutíveis, pois na Europa é comum o uso de carvão pra geração de energia elétrica. E com o aumento de demanda por eletricidade pra impulsionar automóveis, já viu... -- com menos partes móveis há menor desgaste e o custo de manutenção pode ser reduzido nestes veículos, ainda que a durabilidade da bateria seja um ponto sobre o qual pouco se fala. E a bateria de um ônibus destes, imagino que não seja nada barato. Se ela não suportar as milhares de carga e recargas necessárias ao longo de anos, acho que o investimento não se sustentará. Vamos ver como a ideia se sai na prática.
As operações com o modelo elétrico a bateria serão iniciadas na Suécia, na cidade de Östersund, o que justifica inclusive a adoção pela marca Scania, que é tradicional do país.
Fonte e imagem: Volkswagen Group Homepage
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Automóveis,
ônibus,
Scania
23:47
Sobre Moralismo, Polêmicas, Censura e o MBL de Gaiato no Navio
Escrito por William Santos | terça-feira, 12 de setembro de 2017 | 23:47
Com relação a polêmica "exposição de artes da discórdia", não considero que o MBL tenha censurado coisa alguma. A acusação forçada sobre o grupo tem sido muito bem aproveitada por eles mesmos, reforçando entre seus apoiadores a ideia de que possuem realmente algum poder. Na verdade, não é bem isso. A tentativa de manipulação, colocando o MBL como censor, o que confrontaria o “movimento” com seu lema liberal, também tem sido facilmente rebatida pelo grupo que, colocando as coisas no devido lugar, mostra ter sido responsável apenas por uma campanha de boicote. Esta campanha sim um tanto infame e bastante exagerada (ao melhor estilo MBL), porém longe de ser um ato de censura. De qualquer forma, nesta discussão toda que se segue, o que se vê de fato é um isolamento entre grupos. Cada um fala pra si, cada um se aproveita da bagunça toda para autopromoções. No entanto, nenhum destes grupos políticos/ideológicos/o que quer que sejam são os reais responsáveis pela coisa toda que se viu ai nestes últimos dias com a exposição bancada por aquele banco lá que todo mundo sabe qual é (e por que eu teria que fazer mais campanha pra banco aqui, né?)
O que aconteceu com a tal exposição de arte afinal
O que aconteceu com a tal exposição de arte afinal
Na minha opinião, a resposta não começa nos atos do MBL e passa muito ao largo da capacidade de um movimento político qualquer em forçar a retirada de conteúdo de uma exposição. Ao que me parece, a coisa tem mais a ver com os "novos tempos" mesmo. É mais uma questão de acesso amplo a informação, do fácil compartilhamento, e da ampla difusão de opiniões. Décadas atrás, a mesma exposição ocorreria e seria pouco provável que fosse cancelada. Com repercussão polêmica, sim, certamente, mas não a ponto de provocar uma ação rápida de sua retirada.
As coisas mais torpes costumavam acontecer meio escondidas do grande público. As classificações (incluindo as de faixa etária) já bastavam para uma triagem do público. O que não garantia que alguns não se chocassem com aquilo que viam, mas no fim os impactos ficavam contidos e não atingiam com tamanha força aqueles que não tivessem participado diretamente dos eventos (exposições, shows, exibições, etc.)
Pra ser mais preciso em relação ao que quero dizer, basta observar que revistas “adultas” estiveram ai até mesmo no período da censura militar. Eram classificadas e ponto. Sem espaço para grandes manifestações contrárias. Bastava o bom senso de observar que comprava quem quisesse, pois já estavam avisados de seu conteúdo. Claro que nudez é algo leve se comparado com provocações mais extremas, como aquelas que envolvem religião. Mas isto não significa que as crenças religiosas tenham sido sempre poupadas. Inclusive o debate sobre o politicamente correto não é algo novo. A força destes debates, sim se ampliaram muito deste a popularização da rede mundial de computadores. E é ai onde começam os problemas com a tal exposição polêmica vista agora.
Voltando ao caso das revistas, quem tem uma noção extremamente superficial da coisa, pode enxergar o que está em suas páginas como algo criminoso (atentado ao pudor!). Assim como a tal ‘profanação’ vista na atual exposição faz parecer que algum crime está sendo cometido contra crenças alheias. No entanto, entendemos bem que: Uma coisa é promover nudez em via pública, outra, bem diferente, é fazer isto de acordo com normas acordadas e aceitas socialmente. Nas páginas das revistas, as imagens estavam apenas para aqueles que aceitavam vê-las. Óbvio, não há crime nisso. Assim como na exposição, só quem aceita aquele tipo de arte, e estando devidamente avisado sobre o teor da exposição, decide apreciá-la. Claro que os críticos tem seu espaço também nisso. O que acontece, de fato, é que quem repudia a nudez das revistas masculinas não as compra e tem seu direito garantido de se manifestar contra elas. Porém, nunca proibir que sejam vendidas, ou forçar sua retirada das bancas. Tal como no caso da exposição.
Mas por que o banco, que promovia a mostra, a retirou
As coisas mais torpes costumavam acontecer meio escondidas do grande público. As classificações (incluindo as de faixa etária) já bastavam para uma triagem do público. O que não garantia que alguns não se chocassem com aquilo que viam, mas no fim os impactos ficavam contidos e não atingiam com tamanha força aqueles que não tivessem participado diretamente dos eventos (exposições, shows, exibições, etc.)
Pra ser mais preciso em relação ao que quero dizer, basta observar que revistas “adultas” estiveram ai até mesmo no período da censura militar. Eram classificadas e ponto. Sem espaço para grandes manifestações contrárias. Bastava o bom senso de observar que comprava quem quisesse, pois já estavam avisados de seu conteúdo. Claro que nudez é algo leve se comparado com provocações mais extremas, como aquelas que envolvem religião. Mas isto não significa que as crenças religiosas tenham sido sempre poupadas. Inclusive o debate sobre o politicamente correto não é algo novo. A força destes debates, sim se ampliaram muito deste a popularização da rede mundial de computadores. E é ai onde começam os problemas com a tal exposição polêmica vista agora.
Voltando ao caso das revistas, quem tem uma noção extremamente superficial da coisa, pode enxergar o que está em suas páginas como algo criminoso (atentado ao pudor!). Assim como a tal ‘profanação’ vista na atual exposição faz parecer que algum crime está sendo cometido contra crenças alheias. No entanto, entendemos bem que: Uma coisa é promover nudez em via pública, outra, bem diferente, é fazer isto de acordo com normas acordadas e aceitas socialmente. Nas páginas das revistas, as imagens estavam apenas para aqueles que aceitavam vê-las. Óbvio, não há crime nisso. Assim como na exposição, só quem aceita aquele tipo de arte, e estando devidamente avisado sobre o teor da exposição, decide apreciá-la. Claro que os críticos tem seu espaço também nisso. O que acontece, de fato, é que quem repudia a nudez das revistas masculinas não as compra e tem seu direito garantido de se manifestar contra elas. Porém, nunca proibir que sejam vendidas, ou forçar sua retirada das bancas. Tal como no caso da exposição.
Mas por que o banco, que promovia a mostra, a retirou
Neste caso, acredito que a polêmica foi analisada pela empresa como desfavorável à sua marca. E este é o problema principal. Em busca de preservar tal marca, o banco tomou a decisão de retirar seu apoio daquela mostra. No entanto, observo que este efeito é fruto do que temos no mundo recente, da popularização da Internet e do amplo acesso a tudo. Em instantes, o que era pra ser uma exposição fechada, restrita ao público que decidiu apreciá-la, tomou a rede e foi parar nos dispositivos de milhares de outras pessoas para as quais aquela mostra não havia sido elaborada. Evidentemente que a reação seria a que se vê hoje. E também é fácil deduzir que a empresa apoiadora precisava reagir a isto. É como se uma publicação erótica qualquer, capaz de chocar um determinado público, fosse divulgada de forma alarmante nas redes sociais. O efeito é sempre o mesmo. E assim será daqui por diante inclusive.
Moralismo contido
Volto a algumas décadas no passado pra entender um pouco mais sobre o que se tinha em idos das décadas de 1980 e 1990. Se pesquisar rapidamente sobre a TV aberta no nosso país nestes períodos pre-internet, verá nudez, piadas com minorias, profanações de todos os tipos e um monte de coisas de gosto duvidoso sendo exibido. Havia aceitação a tudo isso e, de repente, as coisas mudaram? A resposta é um gigantesco não! Não mudamos tanto assim em um espaço de uma década ou uma década e meia (considerando ai a crescente popularização das redes sociais). Somos basicamente os mesmos de 1980 e 1990, que assistiam nudez e sacanagem disfarçada de entretenimento nos programas de auditório dominicais (feitos para entreter famílias). O conservadorismo estava lá sim, resmungando no sofá da sala e alcançando eco nas conversas entre vizinhos, no trampo, na escola… Mas não passava disso. E, no final das contas, as polêmicas até ajudavam a promover tais apelos. É mais fácil agradar pervertidos do que produzir coisas de qualidade que atraiam público. Simples lógica que vale até os dias de hoje, seja pra TV, seja pra própria web e até mesmo para os perfis em redes sociais. Sempre partimos pra algum tipo de apelação. Às vezes até acredito que reproduzimos o que aprendemos com a TV quando buscamos por atenção (sangue, vísceras, violência gratuita, nudez e sexo. Coisas que sempre funcionam em qualquer postagem).
Pequena coletânea do canal Nerd Show sobre o assunto:
Ao que parece, mais uma vez, estamos diante do conhecido efeito da grande rede sobre a privacidade. Neste caso, a “privacidade de uma mostra de arte” foi por água abaixo quando alguém resolveu expôr sua opinião, assim como sempre fizemos sobre as telenovelas, humorísticos e concursos de bundas dominicais em nosso passado não muito distante. Só que desta vez a coisa não estava sendo compartilhada em rodinhas de amigos da firma, da escola ou da vizinhança.
Moralismo contido
Volto a algumas décadas no passado pra entender um pouco mais sobre o que se tinha em idos das décadas de 1980 e 1990. Se pesquisar rapidamente sobre a TV aberta no nosso país nestes períodos pre-internet, verá nudez, piadas com minorias, profanações de todos os tipos e um monte de coisas de gosto duvidoso sendo exibido. Havia aceitação a tudo isso e, de repente, as coisas mudaram? A resposta é um gigantesco não! Não mudamos tanto assim em um espaço de uma década ou uma década e meia (considerando ai a crescente popularização das redes sociais). Somos basicamente os mesmos de 1980 e 1990, que assistiam nudez e sacanagem disfarçada de entretenimento nos programas de auditório dominicais (feitos para entreter famílias). O conservadorismo estava lá sim, resmungando no sofá da sala e alcançando eco nas conversas entre vizinhos, no trampo, na escola… Mas não passava disso. E, no final das contas, as polêmicas até ajudavam a promover tais apelos. É mais fácil agradar pervertidos do que produzir coisas de qualidade que atraiam público. Simples lógica que vale até os dias de hoje, seja pra TV, seja pra própria web e até mesmo para os perfis em redes sociais. Sempre partimos pra algum tipo de apelação. Às vezes até acredito que reproduzimos o que aprendemos com a TV quando buscamos por atenção (sangue, vísceras, violência gratuita, nudez e sexo. Coisas que sempre funcionam em qualquer postagem).
Pequena coletânea do canal Nerd Show sobre o assunto:
Ao que parece, mais uma vez, estamos diante do conhecido efeito da grande rede sobre a privacidade. Neste caso, a “privacidade de uma mostra de arte” foi por água abaixo quando alguém resolveu expôr sua opinião, assim como sempre fizemos sobre as telenovelas, humorísticos e concursos de bundas dominicais em nosso passado não muito distante. Só que desta vez a coisa não estava sendo compartilhada em rodinhas de amigos da firma, da escola ou da vizinhança.
Onde entra o MBL nisso
Assim como outros grupos, tanto conservadores quanto os que se opõem ao conservadorismo, este pessoal entra de gaiato nestes fatos e vão faturando com a coisa toda a medida em que as dimensões de tais polêmicas se ampliam. Não consigo ver o MBL como protagonista de nada (isto inclui o impeachment recente), mas que o grupo se aproveita bem destas coisas, isto é indiscutível. E não se trata nem do trabalho deles em busca de promoção, mas em muitos casos, são os detratores do MBL quem os promove ao atacá-los de todas as formas, sem avaliar bem o que está acontecendo de fato. O movimento é acusado de praticar censura tendo feito não mais do que qualquer resmungão sempre faz nas redes sociais: compartilhar indignação em nome do sagrado conservadorismo.
Lições
Lições
Podem ser muitas as lições, mas uma delas é bem nítida: O senso de privacidade mudou tanto que hoje não basta mais apenas classificar as coisas pra impedir que elas atinjam quem não deveria ser afetado por determinados conteúdos. Por exemplo: Antes o sujeito mostrava uma carteira de identidade, comprovando ser de maior, e entrava numa sala de cinema pra assistir coisas bizarras. Todos na sessão sabiam do que se tratava e poucos corriam o risco de se indignar com algo ali. Mas nos dias atuais, qualquer um pode simplesmente compartilhar tal sessão de cinema quase instantâneamente. Dai, quem nunca iria até aquilo lá acaba recebendo tal conteúdo e o trata como algo veiculado publicamente, sem qualquer filtro, totalmente exposto. Eis então que começa a gritaria. É por ai onde se começa a confusão entre o que deveria ser aceito ou não aceito, tolerado e não tolerado, por ai vai. Sem pensar em nenhum segundo se houve os tradicionais cuidados dos organizadores para não atingir diretamente quem não se sinta a vontade com tal exibição. O que torna os ‘compartilhadores’ os verdadeiros responsáveis pelo fuzuê todo.
Sobre a exposição em si, o que eu acho é que ela não me atinge. Simples: Eu não achei legal não. E simplesmente não iria a uma exposição destas, nem naquele espetáculo “Macaquinhos”, ou algo do gênero. Porém, não faria nenhum boicote ao banco que a promove, ou instituições. O banco não está me obrigando a nada. Eu não tenho que ver as obras pra usar os serviços da empresa. Por mim, tanto faz. Tem pedofilia, tem zoofilia, tem agressão aos cristãos?! Não vi naquilo uma campanha por nada disso. Não sou entendedor de artes, nem crítico nem nada, mas sou esperto o suficiente pra considerar que se telas e esculturas (ou seja lá mais o que for exposto) causa algum impacto, isto leva a alguma reflexão. Posso reprovar tudo, a arte permite isto, às vezes ela provoca exatamente isto inclusive. Em muitas campanhas publicitárias este recurso até é utilizado. A polêmica é um recurso utilizado há muito tempo. E aqui, tenho recebido visitas no meu blog justamente por abordar esta polêmica. Ou seja, mesmo eu estou me beneficiando disto tudo, vejam só.
E o Kiko?!
No mais: enquanto eu tiver meu direito a ignorar o que não me convém, tá tudo certo. Aquela exposição não me afeta em nada. Não afeta a sociedade coisa nenhuma. É só uma exposição de artes, nada com o que nos preocupar. Não vão levar aquilo para dentro de igrejas, não estão estampando nada em outdoors, não será veiculado em tardes de Domingo, nos principais canais da TV aberta. Não chegamos a este ponto ainda.
Sobre a exposição em si, o que eu acho é que ela não me atinge. Simples: Eu não achei legal não. E simplesmente não iria a uma exposição destas, nem naquele espetáculo “Macaquinhos”, ou algo do gênero. Porém, não faria nenhum boicote ao banco que a promove, ou instituições. O banco não está me obrigando a nada. Eu não tenho que ver as obras pra usar os serviços da empresa. Por mim, tanto faz. Tem pedofilia, tem zoofilia, tem agressão aos cristãos?! Não vi naquilo uma campanha por nada disso. Não sou entendedor de artes, nem crítico nem nada, mas sou esperto o suficiente pra considerar que se telas e esculturas (ou seja lá mais o que for exposto) causa algum impacto, isto leva a alguma reflexão. Posso reprovar tudo, a arte permite isto, às vezes ela provoca exatamente isto inclusive. Em muitas campanhas publicitárias este recurso até é utilizado. A polêmica é um recurso utilizado há muito tempo. E aqui, tenho recebido visitas no meu blog justamente por abordar esta polêmica. Ou seja, mesmo eu estou me beneficiando disto tudo, vejam só.
E o Kiko?!
No mais: enquanto eu tiver meu direito a ignorar o que não me convém, tá tudo certo. Aquela exposição não me afeta em nada. Não afeta a sociedade coisa nenhuma. É só uma exposição de artes, nada com o que nos preocupar. Não vão levar aquilo para dentro de igrejas, não estão estampando nada em outdoors, não será veiculado em tardes de Domingo, nos principais canais da TV aberta. Não chegamos a este ponto ainda.
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Generalidades
11:41

Na boa, se essa ideia de que aviões que caem em aproximação podem ter sido sabotados, então temos sabotadores nada espertos. O pior momento pra encobrir um crime de sabotagem aérea deve ser no curso de aproximação, quando geralmente as aeronaves estão em contato por rádio com controladores ou sob cobertura de radares, voando baixo com a possibilidade de serem acompanhadas por testemunhas em solo, etc. o que ajuda um bocado nas investigações, mesmo quando não há registros de caixas pretas.
Se algum sabotador quer realmente cometer um crime perfeito, dá um jeito de derrubar a aeronave durante a fase de voo de cruzeiro, numa área remota, longe de eventuais testemunhas oculares da queda inclusive. Como ocorrem na maioria dos casos de atentados. Ainda mais se a aeronave não é equipada com caixas pretas. Msm assim, dificultar a investigação não significa impedir que elas ocorram. No fim, sempre surgem os indícios do crime.
No momento só lembro de um único atentado contra um voo que culminou na queda da aeronave próximo ao instante de aproximação, que foi aquele do Egypt Air 804 no ano passado, mas tô com preguiça de pesquisar detalhes. De qualquer forma, parece que alguém a bordo teria provocado os eventos que levaram a queda, e não teria sido uma sabotagem da aeronave antes da partida por exemplo (corrijam, por favor, isto nos comentários?).
Sabotadores a Bordo
Para as teorias da conspiração sobre os casos do Campos e do Teori fazerem algum sentido, tem que considerar que alguém a bordo possa ter, de alguma forma, jogado as aeronaves no chão. E, diga-se, escolheu o momento mais inadequado pra fazer isso. Até porque, mesmo em casos assim conhecidos, as coisas costumam ocorrer em pleno voo de cruzeiro. O PSA 1771, em 1987 e o Germanwings 9525, em 2015 são exemplos disso.
Ministro do Interior do México
Já casos de acidentes envolvendo autoridades em que aeronaves caem momentos antes da aproximação por conta de falhas da tripulação não são tão incomuns. Um dos mais conhecidos é o do Ministro do Interior mexicano, Juan Camilo, ocorrido em 2008. O jatinho também caiu sobre uma área urbana, atingindo prédios e ferindo pessoas em solo, de forma bem semelhante ao ocorrido com Eduardo Campos.
Comitiva Presidencial da Polônia
Outro caso ainda mais grave que dizimou quase todos os membros do poder na Polônia ocorreu durante uma aproximação para o pouso em 2010 (A imagem do cenário da tragédia ilustra este post inclusive). Era evidente que o piloto tentava uma aproximação muito arriscada ao aeroporto o que culminou no desastre, sendo assim, mais uma vez erro da tripulação.
Suspeito Sim, Mas Cedo Demais Pra Conclusões
Claro que o caso recente, com um ministro do Supremo que cuidava da relatoria de uma operação histórica para o país, levantando dados sobre crimes de corrupção e expondo figuras importantes da república, além de enviar gente poderosa para a cadeia, gera uma enorme suspeita. Mas não é tão fácil assim considerar que uma sabotagem na aeronave culminasse em sua queda durante o curso de aproximação, como ocorreu. De qualquer forma, é preciso aguardar que as investigações esclareçam os fatos.
Segurança Aérea
Já há um tempo venho acompanhando, por meio de redes sociais, em grupos relacionados a aviação, o espanto de algumas pessoas com tantos casos de acidentes envolvendo aeronaves particulares no Brasil. Não tenho dados precisos pra fazer comparativos e tirar qualquer conclusão sobre isso. Pode ser apenas impressão de algumas pessoas e pode ser que estas impressões estejam um tanto exageradas por conta do acesso amplo a notícias sobre tais acidentes. Mas é um fato a ser considerado e uma questão bem relevante pode ser levantada a partir dai, principalmente com autoridades e celebridades se tornando vítimas de acidentes e incidentes constantemente, o que amplia a cobertura e o acompanhamento por parte da opinião pública: Será que nosso país está cuidando da segurança aérea como deveria? No caso da aviação comercial, parece que sim, as coisas estão em ordem. Já na aviação privada, não sei se o que vemos é tão normal.
Por Mais Atraente Que Seja a Teoria da Conspiração
Escrito por William Santos | sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 | 11:41

Na boa, se essa ideia de que aviões que caem em aproximação podem ter sido sabotados, então temos sabotadores nada espertos. O pior momento pra encobrir um crime de sabotagem aérea deve ser no curso de aproximação, quando geralmente as aeronaves estão em contato por rádio com controladores ou sob cobertura de radares, voando baixo com a possibilidade de serem acompanhadas por testemunhas em solo, etc. o que ajuda um bocado nas investigações, mesmo quando não há registros de caixas pretas.
Se algum sabotador quer realmente cometer um crime perfeito, dá um jeito de derrubar a aeronave durante a fase de voo de cruzeiro, numa área remota, longe de eventuais testemunhas oculares da queda inclusive. Como ocorrem na maioria dos casos de atentados. Ainda mais se a aeronave não é equipada com caixas pretas. Msm assim, dificultar a investigação não significa impedir que elas ocorram. No fim, sempre surgem os indícios do crime.
No momento só lembro de um único atentado contra um voo que culminou na queda da aeronave próximo ao instante de aproximação, que foi aquele do Egypt Air 804 no ano passado, mas tô com preguiça de pesquisar detalhes. De qualquer forma, parece que alguém a bordo teria provocado os eventos que levaram a queda, e não teria sido uma sabotagem da aeronave antes da partida por exemplo (corrijam, por favor, isto nos comentários?).
Sabotadores a Bordo
Para as teorias da conspiração sobre os casos do Campos e do Teori fazerem algum sentido, tem que considerar que alguém a bordo possa ter, de alguma forma, jogado as aeronaves no chão. E, diga-se, escolheu o momento mais inadequado pra fazer isso. Até porque, mesmo em casos assim conhecidos, as coisas costumam ocorrer em pleno voo de cruzeiro. O PSA 1771, em 1987 e o Germanwings 9525, em 2015 são exemplos disso.
Ministro do Interior do México
Já casos de acidentes envolvendo autoridades em que aeronaves caem momentos antes da aproximação por conta de falhas da tripulação não são tão incomuns. Um dos mais conhecidos é o do Ministro do Interior mexicano, Juan Camilo, ocorrido em 2008. O jatinho também caiu sobre uma área urbana, atingindo prédios e ferindo pessoas em solo, de forma bem semelhante ao ocorrido com Eduardo Campos.
Comitiva Presidencial da Polônia
Outro caso ainda mais grave que dizimou quase todos os membros do poder na Polônia ocorreu durante uma aproximação para o pouso em 2010 (A imagem do cenário da tragédia ilustra este post inclusive). Era evidente que o piloto tentava uma aproximação muito arriscada ao aeroporto o que culminou no desastre, sendo assim, mais uma vez erro da tripulação.
Suspeito Sim, Mas Cedo Demais Pra Conclusões
Claro que o caso recente, com um ministro do Supremo que cuidava da relatoria de uma operação histórica para o país, levantando dados sobre crimes de corrupção e expondo figuras importantes da república, além de enviar gente poderosa para a cadeia, gera uma enorme suspeita. Mas não é tão fácil assim considerar que uma sabotagem na aeronave culminasse em sua queda durante o curso de aproximação, como ocorreu. De qualquer forma, é preciso aguardar que as investigações esclareçam os fatos.
Segurança Aérea
Já há um tempo venho acompanhando, por meio de redes sociais, em grupos relacionados a aviação, o espanto de algumas pessoas com tantos casos de acidentes envolvendo aeronaves particulares no Brasil. Não tenho dados precisos pra fazer comparativos e tirar qualquer conclusão sobre isso. Pode ser apenas impressão de algumas pessoas e pode ser que estas impressões estejam um tanto exageradas por conta do acesso amplo a notícias sobre tais acidentes. Mas é um fato a ser considerado e uma questão bem relevante pode ser levantada a partir dai, principalmente com autoridades e celebridades se tornando vítimas de acidentes e incidentes constantemente, o que amplia a cobertura e o acompanhamento por parte da opinião pública: Será que nosso país está cuidando da segurança aérea como deveria? No caso da aviação comercial, parece que sim, as coisas estão em ordem. Já na aviação privada, não sei se o que vemos é tão normal.
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Teori Zavascki
19:59
Este é o Monza, Não o "Novo Monza"
Escrito por William Santos | domingo, 24 de abril de 2016 | 19:59
Embora o assunto seja velho, às vezes se topa com versões equivocadas sobre este conceito da Opel de alguns anos atrás. É o Monza, mas não aquele que você imagina que seja. Este é inédito no mundo, sem qualquer vínculo com o que rodou pelas ruas brasileiras nos anos 1980 e 1990. A Opel, que deixou de ser a plataforma para os carros da GM no Brasil (embora o Corsa ainda esteja na linha, desde 1994, com o atual Classic), continua produzindo automóveis decentes na Europa. Em 2013, durante o Salão de Frankfurt, a montadora apresentou ao mundo o tal Monza. Um concept car que, como todo carro conceito visto em salões, era apenas uma demonstração dos traços que os futuros lançamentos da marca receberiam.
Passou longe da Opel a intenção de relançar o Ascona. Isto é nítido pelo próprio conceito apresentado, que se aplica sobre uma carroceria nitidamente superesportiva, bem diferente do carro mediano, para famílias, que um dia foi o velho Ascona. A confusão sobre um "novo Monza" surge apenas por aqui, no Brasil e justamente por conta de termos convivido com o Ascona em nossa terra batizado por Monza. Lá fora o Monza Concept é um carro extravagante com a intenção de antecipar o que a Opel preparava para o futuro, mas aqui soou como o renascimento de uma lenda (sim, tá cheio de sedanzinhos médios lendários em nosso mercado. Até as Opaletas "mitam" por aqui...)
Além do mais, mesmo que o Ascona ressurgisse como um carrão daqueles, não chegaria por aqui. A Chevrolet, que representa a GM em nosso mercado, tá empenhada em vender uma linha produzida exclusivamente para "países emergentes". Entenda isto como: Carros que nunca entrariam em muitos países europeus, não apenas por não cumprirem todos os requisitos que muitos governos impõe sobre segurança, emissões, etc., mas também porque os consumidores simplesmente ririam da tentativa de alguém tentar vendê-los. Tente imaginar um Onix no mercado britânico, por exemplo (com crise européia braba e tudo o mais). Difícil né?
Bom, poderíamos ter a Opel no Brasil, ou a GM poderia importar e trocar as logomarcas (já fizeram isso com muitos outros modelos nos anos 90), pra parecer que é Chevrolet. Acho difícil. Pior ainda ao saber que aquele conceito, que não foi feito na intenção de ser o Monza brasileiro, devia custar pra lá de 200 mil contos se chegasse ao mercado.
Por fim, se o Monza renascer ele vai trazer de volta seu nome original alemão, como já citado anteriormente: Ascona. E ai sim, talvez, um relançamento poderia acontecer. Mas isso levaria décadas à frente (com umas 4 gerações de atraso), quando a GM do Brasil voltasse (se é que volta) a trazer da Europa alguns carros de verdade. Nada disso tem relação com o Monza Concept de 2013. Um "novo Ascona" seria outro projeto, outro carro, fazendo jus a um sedã médio urbano, não aquela espaçonave pousada no estande da Opel em Frankfurt em 2013.
Afinal, que fim levou o Ascona/Monza/Cavalier (nomes que o modelo recebeu em cada uma das marcas que o produziu: Opel, Chevrolet e Vauxhall, respectivamente)?
A resposta começa em idos de 1993/1994 e a história do fim do modelo no mundo coincide com um período empolgante para quem curte cultura automotiva no Brasil. Depois que Collor chamou de carroças [mal] motorizadas a produção nacional e abriu o mercado pra importação de máquinas de verdade, as montadoras nacionais ficaram espertas. No fim dos anos 1980 havia tanto atraso na atualização de modelos que a GM não conseguiu alinhar o Chevette ao seu correspondente europeu, o Kadett. Resultado: O Kadett entrou no mercado como um novo modelo e o Chevette passou por um facelift bem cretino, que o deixou com as fuças do Monza. Assim tivemos um Chevette próprio em nosso mercado, que fingia ser um mini Monza, e outro Chevette europeu que nos vendiam como se fosse de outra categoria.
Nos início dos anos 1990, um belíssimo carro conceito da Opel apareceu em salões europeus. Ele teria grande importância para 1994, quando o Ascona seria aposentado (e sumiria para sempre). Era o Calibra. Suas linhas limpas influenciaram todo o design da Opel naquele período. Na Europa, a Opel
preparava o lançamento do Vectra, substituto natural do Ascona, com traços fortemente baseados no Calibra (faróis retos, grade frontal com abertura sem divisões -- exceto pela logomarca no centro -- lanternas traseiras e outros detalhes ao longo da carroceria do sedã seguiam os traços do conceito). Mas antes da concepção do Vectra, o desenho do Calibra já afetava os lançamentos da Opel e GM (A mini Van Lumina, por exemplo) e o sucessor do Opala (que no Brasil estava atendendo pelo vulgo Diplomata, naquela época -- e já servia a várias prefeituras como ambulância, em sua versão station wagon, enquanto o sedã fazia rondas na PM ), teria os traços limpos do Calibra. Assim a GM apresentou o Omega, o primeiro carrão brasileiro capaz de peitar Mercedes e BMW no nosso mercado em seu tempo. Como o Omega tinha um pouco do DNA do Calibra e a GM não tava afim de tirar o Monza de linha, resolveram então pegar o que podiam do Omega e socar no nariz e na busanfa do velho Monza. A lateral quase não mudou (inclusive a calha pra escoar a água do teto continuava lá, correndo sobre as janelas), mas ao receber novas frente e traseira o Monza se renovou a ponto de poder conviver com o Vectra e dividir o mercado por muitos anos aqui.
No meio da década de 1990, representando quase um zumbi entre modelos muito mais modernos, o Monza finalmente caminhava para o desaparecimento. Mas o Vectra que o sucedia na Europa tranquilamente, tinha dificuldades de fazê-lo aqui. Outra vez o atraso nas atualizações fez com que o mercado nacional não conseguisse digerir bem novos modelos. Então qual a atitude da Chevrolet? Trouxe o "novo Kadett"! (de novo???)
Sim, àquela altura até o Kadett já tinha ido pro beleléu na Europa. Lá a Opel havia colocado o Astra em seu lugar. Aqui o Kadetão reinava. Como os dias do Monza estavam contados mesmo, a Chevrolet trouxe o Astra, manteve o velho Kadett na linha e ofereceu uma alternativa pra quem considerava o Vectra (em sua segunda geração) sofisticado demais -- mentira! era só caro demais mesmo.
O Astra figurou no mercado quase como um "vice Monza", disputando popularidade com o Vectra até que as atualizações no Vectra o jogou para a faixa de luxo (facepalm) derrubando o Omega. Assim, o que começou como um Chevette, na Europa, finalmente avançou ao posto de Monza no mercado nacional no início deste século. E nada mais do velho Ascona sobrava em nosso mercado. Depois disso a Chevrolet desistiu da plataforma européia e decidiu zoar tudo de vez. Juntou partes do Corsa 94 e produziu uma tosqueira à qual, só de sacanagem, batizou de Agile. Era uma preparação para o que viria com uma nova linha puxada por Onix e outras bizarrices.
Passou longe da Opel a intenção de relançar o Ascona. Isto é nítido pelo próprio conceito apresentado, que se aplica sobre uma carroceria nitidamente superesportiva, bem diferente do carro mediano, para famílias, que um dia foi o velho Ascona. A confusão sobre um "novo Monza" surge apenas por aqui, no Brasil e justamente por conta de termos convivido com o Ascona em nossa terra batizado por Monza. Lá fora o Monza Concept é um carro extravagante com a intenção de antecipar o que a Opel preparava para o futuro, mas aqui soou como o renascimento de uma lenda (sim, tá cheio de sedanzinhos médios lendários em nosso mercado. Até as Opaletas "mitam" por aqui...)
Além do mais, mesmo que o Ascona ressurgisse como um carrão daqueles, não chegaria por aqui. A Chevrolet, que representa a GM em nosso mercado, tá empenhada em vender uma linha produzida exclusivamente para "países emergentes". Entenda isto como: Carros que nunca entrariam em muitos países europeus, não apenas por não cumprirem todos os requisitos que muitos governos impõe sobre segurança, emissões, etc., mas também porque os consumidores simplesmente ririam da tentativa de alguém tentar vendê-los. Tente imaginar um Onix no mercado britânico, por exemplo (com crise européia braba e tudo o mais). Difícil né?
Bom, poderíamos ter a Opel no Brasil, ou a GM poderia importar e trocar as logomarcas (já fizeram isso com muitos outros modelos nos anos 90), pra parecer que é Chevrolet. Acho difícil. Pior ainda ao saber que aquele conceito, que não foi feito na intenção de ser o Monza brasileiro, devia custar pra lá de 200 mil contos se chegasse ao mercado.
Por fim, se o Monza renascer ele vai trazer de volta seu nome original alemão, como já citado anteriormente: Ascona. E ai sim, talvez, um relançamento poderia acontecer. Mas isso levaria décadas à frente (com umas 4 gerações de atraso), quando a GM do Brasil voltasse (se é que volta) a trazer da Europa alguns carros de verdade. Nada disso tem relação com o Monza Concept de 2013. Um "novo Ascona" seria outro projeto, outro carro, fazendo jus a um sedã médio urbano, não aquela espaçonave pousada no estande da Opel em Frankfurt em 2013.
Afinal, que fim levou o Ascona/Monza/Cavalier (nomes que o modelo recebeu em cada uma das marcas que o produziu: Opel, Chevrolet e Vauxhall, respectivamente)?
A resposta começa em idos de 1993/1994 e a história do fim do modelo no mundo coincide com um período empolgante para quem curte cultura automotiva no Brasil. Depois que Collor chamou de carroças [mal] motorizadas a produção nacional e abriu o mercado pra importação de máquinas de verdade, as montadoras nacionais ficaram espertas. No fim dos anos 1980 havia tanto atraso na atualização de modelos que a GM não conseguiu alinhar o Chevette ao seu correspondente europeu, o Kadett. Resultado: O Kadett entrou no mercado como um novo modelo e o Chevette passou por um facelift bem cretino, que o deixou com as fuças do Monza. Assim tivemos um Chevette próprio em nosso mercado, que fingia ser um mini Monza, e outro Chevette europeu que nos vendiam como se fosse de outra categoria.
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| Opel Calibra - O carro conceito que em 1990 foi para o mercado e revolucionou o design em sua década. |
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Vectra - Na Europa já substituía o Ascona (Monza), no
Brasil ele teve que conviver com o velho Monza por longos
anos ainda.
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No meio da década de 1990, representando quase um zumbi entre modelos muito mais modernos, o Monza finalmente caminhava para o desaparecimento. Mas o Vectra que o sucedia na Europa tranquilamente, tinha dificuldades de fazê-lo aqui. Outra vez o atraso nas atualizações fez com que o mercado nacional não conseguisse digerir bem novos modelos. Então qual a atitude da Chevrolet? Trouxe o "novo Kadett"! (de novo???)
Sim, àquela altura até o Kadett já tinha ido pro beleléu na Europa. Lá a Opel havia colocado o Astra em seu lugar. Aqui o Kadetão reinava. Como os dias do Monza estavam contados mesmo, a Chevrolet trouxe o Astra, manteve o velho Kadett na linha e ofereceu uma alternativa pra quem considerava o Vectra (em sua segunda geração) sofisticado demais -- mentira! era só caro demais mesmo.
O Astra figurou no mercado quase como um "vice Monza", disputando popularidade com o Vectra até que as atualizações no Vectra o jogou para a faixa de luxo (facepalm) derrubando o Omega. Assim, o que começou como um Chevette, na Europa, finalmente avançou ao posto de Monza no mercado nacional no início deste século. E nada mais do velho Ascona sobrava em nosso mercado. Depois disso a Chevrolet desistiu da plataforma européia e decidiu zoar tudo de vez. Juntou partes do Corsa 94 e produziu uma tosqueira à qual, só de sacanagem, batizou de Agile. Era uma preparação para o que viria com uma nova linha puxada por Onix e outras bizarrices.
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12:17
Arqueólogos Contra Produções Televisivas de Péssimo Gosto
Escrito por William Santos | sábado, 9 de janeiro de 2016 | 12:17
A TV quase sempre teve uma inclinação para o sensacionalismo e a apelação. Tudo pela audiência! Aqui no Brasil não importa muito se é moralmente aceitável explorar determinadas coisas. Se atrai público, atrai publicidade e grana. É assim que se financia um canal e é assim que a TV brasileira tem se transformado num circo dos horrores, mesclado a trivialidades e todo o tipo de porcaria apelativa.
Já foi pior. Houve uma época em que o brasileiro tinha quase nenhuma opção. Canais abertos são terríveis, mas é o que chega à maioria das antenas. Anos atrás, os canais abertos tinham ainda mais força para ocupar o espaço de mídia entre os brasileiros. E ali, entre as piores produções, tinha-se de tudo: Tragédias eram exploradas até a última gota de sangue, bundas estavam nos programas de auditórios em finais de semana, todo o tipo de vulgaridade -- mesmo para quem não é dado ao puritanismo -- se tornava assunto principal nas telas, debatido por pessoas de mentes vazias propagando tolices com toda pompa. Hoje podemos dizer que se a TV continua como antes, não é mais tão grave, pois o acesso a outras mídias está ocupando cada vez mais o espaço da TV. Francamente, nem sei como anda a programação, acredito que possa até ter descido ainda mais o nível, pois na guerra por uma audiência, que a cada ano é menor em todos os canais, deve fazer com que as apelações se intensifiquem. O fato é que não estamos mais diante da TV, não importa mais.
Felizmente o modelo de transmissão de TV no Brasil, que copia o norte-americano, não é o único no mundo. Existem lugares onde os canais não são financiados apenas por publicidade e não precisam se preocupar unicamente em ter telespectadores diante da tela para atrair capital. Nestes lugares, a exemplo da Inglaterra, quem compra um aparelho de TV paga uma pequena taxa pelo acesso ao sinal, isto financia os canais, que usam a publicidade como complemento. O que possibilita que cada canal trabalhe sem a pressão de conseguir telespectadores a todo custo. Com isto, os ingleses acostumaram-se a programação de alta qualidade na TV. Alta qualidade se compararmos a nós, claro. Mesmo assim, ainda nos dias de hoje, vez por outra algum canal tem ideias infelizes por lá. É o caso do Channel 5 com uma série que mescla reality show com documentário. Intitulado de Battlefield Recovery, o programa é feito por uma produtora independente que colocou entusiastas da Segunda Guerra Mundial em busca de souvenirs oriundos das batalhas enterrados em solo europeu. Seria uma série pautada por arqueologia, mas ninguém na equipe é arqueólogo e este é só um dos problemas menores nesta história.
Com amadores em campo, equipados com detectores e dispostos a tudo para encontrar artefatos enterrados e negociá-los, o programa propicia atrocidades e atos desrespeitosos, como violação de túmulos acompanhado de entusiasmos diante de restos mortais. O impacto disto diante da sociedade científica é extremamente negativo. Não, não é visto como divulgação do conhecimento. Está longe de ser um programa para envolver pessoas com fatos históricos e com ciência. É apenas apelação grotesca feita para ser vendida para TV e gerar um boa grana aos produtores.
A ideia nem é tão original. Anos atrás a National Geographic havia recebido uma proposta igual, com outro nome: Nazi War Diggers. Quase dois anos atrás, o canal tradicional no ramo de documentários cogitou colocar a produção no ar, mas voltou atrás diante de inúmeros protestos. O programa atual, que é uma releitura do fracasso anterior, foi oferecido a diversos canais que veiculam produções com a temática. Recentemente os produtores receberam outro não, desta do History Channel. Mas a proposta conseguiu ir adiante com o Channel 5 na Inglaterra, o que tem levado parte da comunidade científica, arqueólogos e telespectadores comuns, além de membros da mídia britânica, a protestarem contra a intenção de apoiar tal produção.
Mesmo assim o Channel 5 afirma que deve colocar o programa no ar. O canal considera que nenhum ato dos produtores tenha sido ilegal, e de fato não é questão de legalidade. Assim como aqui, o que é legal nem sempre é moralmente aceitável. Os produtores caminharam sobre túmulos e retiraram artefatos com o consenso de autoridades locais. É isto que os responsáveis pelo canal enxergam, apenas isto: Se não tem problema com as "autoridades", pode ir ao ar. Claro que falam em "profunda análise sobre as abordagens feitas no programa, blá, blá, blá..." Mas o fato é que reality shows do tipo tem dado audiência e este pode ser uma boa forma de atrair atenção para o canal. Olhemos pelo lado bom: Pelo menos os grandes, como History Channel e National Geographic, rejeitam tais ideias. Sem precisar apelar pela audiência, nem sobrevivendo exclusivamente com a grana de publicidade, estes canais podem se dar ao luxo de rejeitar propostas imorais, preservando o mínimo de qualidade em suas grades.
Já foi pior. Houve uma época em que o brasileiro tinha quase nenhuma opção. Canais abertos são terríveis, mas é o que chega à maioria das antenas. Anos atrás, os canais abertos tinham ainda mais força para ocupar o espaço de mídia entre os brasileiros. E ali, entre as piores produções, tinha-se de tudo: Tragédias eram exploradas até a última gota de sangue, bundas estavam nos programas de auditórios em finais de semana, todo o tipo de vulgaridade -- mesmo para quem não é dado ao puritanismo -- se tornava assunto principal nas telas, debatido por pessoas de mentes vazias propagando tolices com toda pompa. Hoje podemos dizer que se a TV continua como antes, não é mais tão grave, pois o acesso a outras mídias está ocupando cada vez mais o espaço da TV. Francamente, nem sei como anda a programação, acredito que possa até ter descido ainda mais o nível, pois na guerra por uma audiência, que a cada ano é menor em todos os canais, deve fazer com que as apelações se intensifiquem. O fato é que não estamos mais diante da TV, não importa mais.
Felizmente o modelo de transmissão de TV no Brasil, que copia o norte-americano, não é o único no mundo. Existem lugares onde os canais não são financiados apenas por publicidade e não precisam se preocupar unicamente em ter telespectadores diante da tela para atrair capital. Nestes lugares, a exemplo da Inglaterra, quem compra um aparelho de TV paga uma pequena taxa pelo acesso ao sinal, isto financia os canais, que usam a publicidade como complemento. O que possibilita que cada canal trabalhe sem a pressão de conseguir telespectadores a todo custo. Com isto, os ingleses acostumaram-se a programação de alta qualidade na TV. Alta qualidade se compararmos a nós, claro. Mesmo assim, ainda nos dias de hoje, vez por outra algum canal tem ideias infelizes por lá. É o caso do Channel 5 com uma série que mescla reality show com documentário. Intitulado de Battlefield Recovery, o programa é feito por uma produtora independente que colocou entusiastas da Segunda Guerra Mundial em busca de souvenirs oriundos das batalhas enterrados em solo europeu. Seria uma série pautada por arqueologia, mas ninguém na equipe é arqueólogo e este é só um dos problemas menores nesta história.
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| Arqueologia ou violação de túmulos? Arqueólogos questionam a produção de Battlefield Recovery |
Com amadores em campo, equipados com detectores e dispostos a tudo para encontrar artefatos enterrados e negociá-los, o programa propicia atrocidades e atos desrespeitosos, como violação de túmulos acompanhado de entusiasmos diante de restos mortais. O impacto disto diante da sociedade científica é extremamente negativo. Não, não é visto como divulgação do conhecimento. Está longe de ser um programa para envolver pessoas com fatos históricos e com ciência. É apenas apelação grotesca feita para ser vendida para TV e gerar um boa grana aos produtores.
A ideia nem é tão original. Anos atrás a National Geographic havia recebido uma proposta igual, com outro nome: Nazi War Diggers. Quase dois anos atrás, o canal tradicional no ramo de documentários cogitou colocar a produção no ar, mas voltou atrás diante de inúmeros protestos. O programa atual, que é uma releitura do fracasso anterior, foi oferecido a diversos canais que veiculam produções com a temática. Recentemente os produtores receberam outro não, desta do History Channel. Mas a proposta conseguiu ir adiante com o Channel 5 na Inglaterra, o que tem levado parte da comunidade científica, arqueólogos e telespectadores comuns, além de membros da mídia britânica, a protestarem contra a intenção de apoiar tal produção.
Mesmo assim o Channel 5 afirma que deve colocar o programa no ar. O canal considera que nenhum ato dos produtores tenha sido ilegal, e de fato não é questão de legalidade. Assim como aqui, o que é legal nem sempre é moralmente aceitável. Os produtores caminharam sobre túmulos e retiraram artefatos com o consenso de autoridades locais. É isto que os responsáveis pelo canal enxergam, apenas isto: Se não tem problema com as "autoridades", pode ir ao ar. Claro que falam em "profunda análise sobre as abordagens feitas no programa, blá, blá, blá..." Mas o fato é que reality shows do tipo tem dado audiência e este pode ser uma boa forma de atrair atenção para o canal. Olhemos pelo lado bom: Pelo menos os grandes, como History Channel e National Geographic, rejeitam tais ideias. Sem precisar apelar pela audiência, nem sobrevivendo exclusivamente com a grana de publicidade, estes canais podem se dar ao luxo de rejeitar propostas imorais, preservando o mínimo de qualidade em suas grades.
Fonte: The Guardian
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16:52
Patrick Stewart Se Dispõe a Voltar em Jornada nas Estrelas
Escrito por William Santos | sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 | 16:52
Deem um bom roteiro e não o obrigue a cavalgar. Com estas condições, Jean-Luc Picard promete voltar ao comando da USS Enterprise. Isto se Kirk permitir, claro.
As palavras de Patrick, ao responder a um fã da série sobre seu retorno, fizeram referências ao filme Star Trek - Generations, de 1996. No episódio, que marcou a transição da antiga tripulação, comandada por James Kirk, para a nova, sob o comando de Jean-Luc, os produtores levaram o velho William Shatner, ator que viveu Kirk, montar a cavalo em algumas cenas. Um dos momentos marcantes na história de ambos os atores, tanto que estão sempre fazendo alguma referência a isto até hoje, 30 anos depois.
Na verdade, não é assim tão simples a volta de Jean-Luc ao comando da espaçonave que é uma das
estrelas principais da franquia Star Trek. Atualmente os produtores dedicam-se a uma nova saga, revivendo o período em que a tripulação da série clássica se aventurava pelo espaço. Com novos atores, Jornada nas Estrelas voltou ao final dos anos 60 e fez muito bem.
Patrick Stewart viveu o respeitável capitão de uma nova geração, nos anos 80. Seguindo por sete temporadas na série para TV e voltando no final dos anos 90 para uma sequência de filmes que se iniciaram numa transição até bacana, onde contracenou com atores da série clássica e ficou frente a frente com o velho James Tiberius Kirk, como mencionado ateriormente.
Em que lugar, na nova saga de Jornada nas Estrelas, se encaixaria o capitão Jean-Luc Picard? No comando da USS Enterprise seria complicado. A tripulação clássica está muito bem nas telas e dividir espaço com o capitão Kirk não seria tarefa fácil -- Spock que o diga. -- Além disso, o restante da tripulação comandada por Jean-Luc dificilmente seria reunida por completo novamente, para uma ação em paralelo com os tripulantes da série clássica. Sem nave, Jean-Luc poderia aparecer em algum posto da Frota, exercendo funções como Almirante ou qualquer coisa do tipo, mas ai não teria tanto destaque, nem graça alguma.
Uma boa ideia seria fazer reviver Locutus, numa aventura envolvendo os tripulantes da nova saga (referentes à série clássica) contra inimigos da nova geração, os Borgs. Jean-Luc Picard, em um dos episódios para TV, foi assimilado pelos Borgs, transformando-se numa entidade cujo nome era Locutus. Depois, num dos filmes com a nova geração, ele teve que enfrentar os Borgs novamente e salvar todo o planeta Terra de ser assimilado. Será que viver um vilão nesta nova saga seria interessante para Patrick Stewart?
Uma coisa é certa: Voltar ao posto de capitão na USS Enterprise; só se duas Enterprises estiverem no episódio, pois Kirk não larga sua cadeira assim, nem mesmo para um capitão de 80 nos no futuro -- tempo que separam as duas gerações -- sentar nela e salvar a nave de algum apuro. Também há sempre a possibilidade de Jean-Luc assumir outra espaçonave da Federação, em apoio aos tripulantes da Enterprise. Enfim, tudo o que os produtores precisam fazer agora é pensar no que seria melhor para Jean-Luc Picard e, com um belo roteiro em mãos (e nenhuma cena com cavalos inclusa nele), convencer Patrick Stewart a voltar à franquia.
Será que ele topa mesmo?
A notícia sobre este provável retorno não é muito segura. Trata-se de uma declaração dada pelo próprio ator, após questionado por um fã através do Facebook. Patrick pode estar apenas sendo simpático com o garoto e não ter a mínima pretensão de voltar a assumir a cadeira de capitão da Frota Estelar novamente. De qualquer forma, se a coisa for pra valer, fica a expectativa de retorno dos atores (e seus respectivos personagens) que fizeram parte da construção de todo o universo trekker.
As palavras de Patrick, ao responder a um fã da série sobre seu retorno, fizeram referências ao filme Star Trek - Generations, de 1996. No episódio, que marcou a transição da antiga tripulação, comandada por James Kirk, para a nova, sob o comando de Jean-Luc, os produtores levaram o velho William Shatner, ator que viveu Kirk, montar a cavalo em algumas cenas. Um dos momentos marcantes na história de ambos os atores, tanto que estão sempre fazendo alguma referência a isto até hoje, 30 anos depois.
“Absolutely... if it were a really good script. But, the poor soul is getting old and long in the tooth. He would probably need some help mounting his horse unlike the youthful captain of 30 years ago.”
Na verdade, não é assim tão simples a volta de Jean-Luc ao comando da espaçonave que é uma das
Patrick Stewart viveu o respeitável capitão de uma nova geração, nos anos 80. Seguindo por sete temporadas na série para TV e voltando no final dos anos 90 para uma sequência de filmes que se iniciaram numa transição até bacana, onde contracenou com atores da série clássica e ficou frente a frente com o velho James Tiberius Kirk, como mencionado ateriormente.
Em que lugar, na nova saga de Jornada nas Estrelas, se encaixaria o capitão Jean-Luc Picard? No comando da USS Enterprise seria complicado. A tripulação clássica está muito bem nas telas e dividir espaço com o capitão Kirk não seria tarefa fácil -- Spock que o diga. -- Além disso, o restante da tripulação comandada por Jean-Luc dificilmente seria reunida por completo novamente, para uma ação em paralelo com os tripulantes da série clássica. Sem nave, Jean-Luc poderia aparecer em algum posto da Frota, exercendo funções como Almirante ou qualquer coisa do tipo, mas ai não teria tanto destaque, nem graça alguma.
Uma boa ideia seria fazer reviver Locutus, numa aventura envolvendo os tripulantes da nova saga (referentes à série clássica) contra inimigos da nova geração, os Borgs. Jean-Luc Picard, em um dos episódios para TV, foi assimilado pelos Borgs, transformando-se numa entidade cujo nome era Locutus. Depois, num dos filmes com a nova geração, ele teve que enfrentar os Borgs novamente e salvar todo o planeta Terra de ser assimilado. Será que viver um vilão nesta nova saga seria interessante para Patrick Stewart?
Uma coisa é certa: Voltar ao posto de capitão na USS Enterprise; só se duas Enterprises estiverem no episódio, pois Kirk não larga sua cadeira assim, nem mesmo para um capitão de 80 nos no futuro -- tempo que separam as duas gerações -- sentar nela e salvar a nave de algum apuro. Também há sempre a possibilidade de Jean-Luc assumir outra espaçonave da Federação, em apoio aos tripulantes da Enterprise. Enfim, tudo o que os produtores precisam fazer agora é pensar no que seria melhor para Jean-Luc Picard e, com um belo roteiro em mãos (e nenhuma cena com cavalos inclusa nele), convencer Patrick Stewart a voltar à franquia.
Será que ele topa mesmo?
A notícia sobre este provável retorno não é muito segura. Trata-se de uma declaração dada pelo próprio ator, após questionado por um fã através do Facebook. Patrick pode estar apenas sendo simpático com o garoto e não ter a mínima pretensão de voltar a assumir a cadeira de capitão da Frota Estelar novamente. De qualquer forma, se a coisa for pra valer, fica a expectativa de retorno dos atores (e seus respectivos personagens) que fizeram parte da construção de todo o universo trekker.
Fonte: Blastr
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11:26
That Dragon, Cancer - Um Jogo Sem Modo Fácil
Escrito por William Santos | segunda-feira, 4 de janeiro de 2016 | 11:26
Até onde um game pode avançar sobre as fronteiras do entretenimento e tocar em assuntos sérios, promovendo reflexões profundas em torno de temas complicados? Lutar contra uma doença terminal, acalentar uma criança em seus primeiros anos de vida, que está prestes a encerrar sua jornada neste mundo...
O game That Dragon, Cancer, a ser lançado na próxima semana (12 de Janeiro), é tão profundo que jogá-lo não será uma missão para pessoas de coração fraco. Pelo trailer do jogo [no final do post] já é possível sentir o drama. Envolver-se com aquele pequeno bebê virtual, de apenas 4 anos de idade, que age e reage de forma idêntica a uma criança real, sabendo que sofre com uma doença incurável que ceifará sua vida em algum momento é bem diferente de combater criaturas estranhas em tiroteios e lutas, ou das aventuras tradicionais em games com os quais estamos acostumados.
Além do tema e do empenho dos roteiristas do jogo em um ótimo trabalho na narrativa, a equipe de arte contratada pela desenvolvedora (Numinous Games) caprichou tanto na parte gráfica quanto no áudio. O conjunto promete imergir o jogador no drama, que é real para muitas pessoas, fazendo com que cada um possa sentir na pele um pouco do que á luta pela vida diante de uma enfermidade terminal. E a vida de um filho tende a valer mais para cada um de nós do que nossa própria vida.
Definitivamente, neste jogo não existe modo easy.
O lançamento será para PC nas plataformas Mac e Windows. Existe a perspectiva de que uma versão para Linux seja lançada também, mas ainda não há confirmação sobre isto.
Abaixo, o trailer oficial do jogo
O game That Dragon, Cancer, a ser lançado na próxima semana (12 de Janeiro), é tão profundo que jogá-lo não será uma missão para pessoas de coração fraco. Pelo trailer do jogo [no final do post] já é possível sentir o drama. Envolver-se com aquele pequeno bebê virtual, de apenas 4 anos de idade, que age e reage de forma idêntica a uma criança real, sabendo que sofre com uma doença incurável que ceifará sua vida em algum momento é bem diferente de combater criaturas estranhas em tiroteios e lutas, ou das aventuras tradicionais em games com os quais estamos acostumados.
Além do tema e do empenho dos roteiristas do jogo em um ótimo trabalho na narrativa, a equipe de arte contratada pela desenvolvedora (Numinous Games) caprichou tanto na parte gráfica quanto no áudio. O conjunto promete imergir o jogador no drama, que é real para muitas pessoas, fazendo com que cada um possa sentir na pele um pouco do que á luta pela vida diante de uma enfermidade terminal. E a vida de um filho tende a valer mais para cada um de nós do que nossa própria vida.
Definitivamente, neste jogo não existe modo easy.
O lançamento será para PC nas plataformas Mac e Windows. Existe a perspectiva de que uma versão para Linux seja lançada também, mas ainda não há confirmação sobre isto.
Abaixo, o trailer oficial do jogo
Fonte: Divulgação Numinous Games
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22:37
Promoção na Steam - Dicas de Games Para Linux
Escrito por William Santos | segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 | 22:37
Aos poucos as desenvolvedoras de games estão ampliando a oferta de jogos para Linux na Steam. Neste final de ano, quando a loja faz uma grande promoção de jogos, com descontos que chegam a 80% em alguns títulos, é possível fazer boas seleções de games caprichados que possam ser instalados em máquinas Linux, principalmente Ubuntu, e ainda economizar uma bela grana.
Darei sugestões de 4 jogos bastante interessantes que estão entre os melhores em suas categorias, criados por grandes desenvolvedoras, sem deixar nada a desejar em relação a outras plataformas. Outro detalhe bacana sobre estes games é que todos possuem suporte completo para a nossa língua nativa, o português brasileiro, tanto na interface quanto nas traduções em áudio.
Aqui já postei sobre o Cities Skylines, desde o período anterior ao lançamento. É um belo jogo e se tornou essencial para aqueles que curtem o estilo simulador de cidades e gostam de planejar infra estruturas urbanas e cuidar de seu desenvolvimento.
Por falar em desenvolvimento, a Paradox Interactive tem dado um show no quesito. Quando lançou o Cities Skylines algumas coisas essenciais pareciam faltar, a exemplo do salvamento automático. Sair do jogo sem salvar significava perder absolutamente todo o progresso. Isto foi corrigido pouco tempo depois do lançamento oficial em um pack de atualizações. Recentemente o modo dia e noite foi inserido, dando suporte ao outro pack, desta vez a primeira extensão do game, que altera a dinâmica entre dias e noites.
Tanto o Cities Skylines quanto o pack de expansão do game, After Dark, estão em promoção na loja, oferecendo uma ótima oportunidade de aquisição por um preço camarada.
Um dos jogos que mais evoluiu -- e conseguiu fazer isto seguindo com firmeza o sentido correto de evolução, sem penduricalhos desnecessários -- mostrando que a ECS, sua desenvolvedora, possui uma sinergia perfeita com os clientes da franquia Euro Truck. É impressionante como eles, os desenvolvedores, acertam a cada lançamento de packs e expansões. E como cada atualização consegue trazer ao jogo novidades e melhorias de altíssima relevância, fazendo valer muito a pena tê-lo, mesmo que seja apenas para apreciar as detalhadas paisagens europeias vez por outra numa viagem para entrega de mercadorias.
Em um ano, as atualizações no jogo são tantas e com tanto impacto que o Euro Truck Simulator 2 de hoje já é praticamente uma nova versão do game. Considerando isto, há a certeza de que sua evolução está garantida, dado este cuidado de sua desenvolvedora com o título. Sendo assim, as dinâmicas dos caminhões são cada vez mais realísticas, os gráficos são espetaculares, as duas expansões do jogo ampliaram o mapa para o oriente (Going East) e para o norte europeu (Scandinavia), colocando novas cidades, estradas vicinais e pequenas rodovias estreitas de mão dupla, coisas que exigem maior cuidado e atenção na condução.
Euro Truck Simulator 2 é um excelente simulador de trânsito e agrada aqueles que querem adquirir prática com a coisa, pois coloca o jogador diante de regras reais de condução, como obediência a sinalização, atenção às regras e planejamento antes de determinadas ações, como ultrapassagens e conversões. A diversão fica por conta do aspecto mundo aberto do jogo, que permite ir pra onde der na telha, basta marcar no mapa o local e se guiar pelo GPS. Os objetivos são traçados pelo próprio jogador e as recompensas contam com crédito para aquisição de equipamentos para o caminhão, novas garagens e novos caminhões para a empresa.
Euro Truck Simulator 2, com todos os packs de expansão e incrementos diversos ao game, está em promoção na Steam.
Simplesmente o lançamento mais recente sobre a franquia Alien. Não bastasse isso, é também o game mais fiel ao filme, o primeiro da série, de 1979. O que isto significa? Alien: Isolation conduz o jogador a um futuro retrô -- Detalhadíssimo, diga-se de passagem -- e imerge em um clima de terror único onde, por mais durão que seja, os sustos são inevitáveis.
Os gráficos são espetaculares, ao ponto de fazer parar diante de uma das imensas janelas da estação espacial para contemplar o belo planeta que é orbitado (um gigante gasoso idêntico a Júpiter) e esquecer que tem um Alien tentando te devorar. O áudio é caprichado também, tudo ao redor produz ruídos. Rangidos perturbadores de metal se contorcendo enquanto a estação está se desintegrando (e você lá dentro, com companhias nada agradáveis) preparam o clima enquanto se tenta avançar pelos corredores escuros, dutos de ventilação e esteiras de transporte. Ficar parado em determinados locais não é boa ideia, o Alien é um caçador inteligentíssimo, difícil saber quando ele se encontra por perto e onde vai atacar. Correr? Esqueça. A menos que seja ultra mega necessário, correr é a última das opções, pois chama a atenção e logo você descobre que, por mais que corra, nunca será rápido o suficiente pra sobreviver. O tempo todo você estará convencido sobre sua situação de presa fugindo de um predador (opa! Isto é outro filme), fará movimentos sutis e silenciosos, dará preferência às sombras, esgueirando-se entre dutos e escondendo-se o tempo todo.
Esta dinâmica do jogo pode não agradar algumas pessoas, principalmente aquelas que tem a expectativa de ação constante. Alien Isolation não é um jogo de ação exatamente. Ele envolve estratégias de sobrevivência, resolução de problemas diversos e, vez por outra, é preciso matar alguma coisa pra avançar adiante.
Em certos pontos, Alien: Isolation faz relembrar bons momentos de outro game: o clássico Half Life. Impulsionando o jogador a ir adiante, tentando encontrar a salvação e ao mesmo tempo curioso sobre o que virá após cada etapa alcançada, é um jogo que envolve o jogador como um filme, transformando-nos espectadores ansiosos. Soma-se a isto o clima de terror, suspense e nostalgia que a estação espacial, cenário do jogo, proporciona muito bem.
Assim como os demais, Alien Isolation também está com preço promocional na Steam.
Habemus jogo de corrida pra Linux! Vivas!!! Mas não se empolgue. Ainda não é um baita simulador, nada que se aproxime de um rFactor, ou Assetto Corsa, nem mesmo beira o clássico GTR 2. Grid Autosport é desenvolvido pela Codemaster, tradicional em games de corrida e que lança os atuais jogos da série Formula 1 para PC e consoles diversos. O jogo tem gráficos decentes, nada espetaculares, porém bem resolvidos. Traz circuitos tradicionais e modelos e marcas bacanas, como Audi, Mercedes, Honda, Ford, Chevrolet (sim, tem um Cruize-credo disponível), Jaguar, entre outras. Mas para por ai. Quem curte um jogo de corrida arcade vai se dar bem com Grid Autosport, quem quer simulador vai se decepcionar. Aqueles que já estão acostumados com outros títulos da desenvolvedora, como Formula 1, por exemplo, não vão sentir muita diferença na condução. Já quem tem a expectativa de vivenciar a realidade das pistas, esqueça Grid Autosport.
Se o propósito é ir direto ao ponto, pegar um carro qualquer, escolher um circuito, colocar na pista e correr, ele é o jogo certo. Os modos de carreira, avançando etapas em campeonatos, são opcionais. Os próprios campeonatos podem ser montados e customizados facilmente também. É um jogo descomplicado. Se tivesse mais simulação seria perfeito, mas atende bem os apaixonados por automobilismo que estão dispostos a percorrer circuitos virtuais com modelos lendários (exceções existem para o termo "lendários". E o Cruize tá lá pra mostrar isso...)
Existe a expectativa de que a Codemaster lance uma versão do Formula 1 para Linux também. Considerando que a desenvolvedora já colocou o pé neste nicho, com o Grid Autosport, a esperança de ver mais um bom título chegando para a plataforma fica reforçada.
Grid Autosport encontra-se entre os games em promoção na Steam.
E ai, curtiu algum?
Darei sugestões de 4 jogos bastante interessantes que estão entre os melhores em suas categorias, criados por grandes desenvolvedoras, sem deixar nada a desejar em relação a outras plataformas. Outro detalhe bacana sobre estes games é que todos possuem suporte completo para a nossa língua nativa, o português brasileiro, tanto na interface quanto nas traduções em áudio.
Cities Skylines
Desafio
Projete uma cidade, planeje tudo, construa e em seguida a faça evoluir para um grande e próspero centro urbano.Aqui já postei sobre o Cities Skylines, desde o período anterior ao lançamento. É um belo jogo e se tornou essencial para aqueles que curtem o estilo simulador de cidades e gostam de planejar infra estruturas urbanas e cuidar de seu desenvolvimento.
Por falar em desenvolvimento, a Paradox Interactive tem dado um show no quesito. Quando lançou o Cities Skylines algumas coisas essenciais pareciam faltar, a exemplo do salvamento automático. Sair do jogo sem salvar significava perder absolutamente todo o progresso. Isto foi corrigido pouco tempo depois do lançamento oficial em um pack de atualizações. Recentemente o modo dia e noite foi inserido, dando suporte ao outro pack, desta vez a primeira extensão do game, que altera a dinâmica entre dias e noites.
Tanto o Cities Skylines quanto o pack de expansão do game, After Dark, estão em promoção na loja, oferecendo uma ótima oportunidade de aquisição por um preço camarada.
Euro Truck Simulator 2
Desafio
Assuma o volante e as finanças, monte seu caminhão e faça sua empresa prosperar enquanto viaja por toda Europa entregando fretes e contemplando belas paisagens.Um dos jogos que mais evoluiu -- e conseguiu fazer isto seguindo com firmeza o sentido correto de evolução, sem penduricalhos desnecessários -- mostrando que a ECS, sua desenvolvedora, possui uma sinergia perfeita com os clientes da franquia Euro Truck. É impressionante como eles, os desenvolvedores, acertam a cada lançamento de packs e expansões. E como cada atualização consegue trazer ao jogo novidades e melhorias de altíssima relevância, fazendo valer muito a pena tê-lo, mesmo que seja apenas para apreciar as detalhadas paisagens europeias vez por outra numa viagem para entrega de mercadorias.
Em um ano, as atualizações no jogo são tantas e com tanto impacto que o Euro Truck Simulator 2 de hoje já é praticamente uma nova versão do game. Considerando isto, há a certeza de que sua evolução está garantida, dado este cuidado de sua desenvolvedora com o título. Sendo assim, as dinâmicas dos caminhões são cada vez mais realísticas, os gráficos são espetaculares, as duas expansões do jogo ampliaram o mapa para o oriente (Going East) e para o norte europeu (Scandinavia), colocando novas cidades, estradas vicinais e pequenas rodovias estreitas de mão dupla, coisas que exigem maior cuidado e atenção na condução.
Euro Truck Simulator 2 é um excelente simulador de trânsito e agrada aqueles que querem adquirir prática com a coisa, pois coloca o jogador diante de regras reais de condução, como obediência a sinalização, atenção às regras e planejamento antes de determinadas ações, como ultrapassagens e conversões. A diversão fica por conta do aspecto mundo aberto do jogo, que permite ir pra onde der na telha, basta marcar no mapa o local e se guiar pelo GPS. Os objetivos são traçados pelo próprio jogador e as recompensas contam com crédito para aquisição de equipamentos para o caminhão, novas garagens e novos caminhões para a empresa.
Euro Truck Simulator 2, com todos os packs de expansão e incrementos diversos ao game, está em promoção na Steam.
Alien: Isolation
Desafio
Sobreviver enquanto explora uma estação espacial imensa, com um monstro invencível e insaciável nos seus calcanhares.Simplesmente o lançamento mais recente sobre a franquia Alien. Não bastasse isso, é também o game mais fiel ao filme, o primeiro da série, de 1979. O que isto significa? Alien: Isolation conduz o jogador a um futuro retrô -- Detalhadíssimo, diga-se de passagem -- e imerge em um clima de terror único onde, por mais durão que seja, os sustos são inevitáveis.
Os gráficos são espetaculares, ao ponto de fazer parar diante de uma das imensas janelas da estação espacial para contemplar o belo planeta que é orbitado (um gigante gasoso idêntico a Júpiter) e esquecer que tem um Alien tentando te devorar. O áudio é caprichado também, tudo ao redor produz ruídos. Rangidos perturbadores de metal se contorcendo enquanto a estação está se desintegrando (e você lá dentro, com companhias nada agradáveis) preparam o clima enquanto se tenta avançar pelos corredores escuros, dutos de ventilação e esteiras de transporte. Ficar parado em determinados locais não é boa ideia, o Alien é um caçador inteligentíssimo, difícil saber quando ele se encontra por perto e onde vai atacar. Correr? Esqueça. A menos que seja ultra mega necessário, correr é a última das opções, pois chama a atenção e logo você descobre que, por mais que corra, nunca será rápido o suficiente pra sobreviver. O tempo todo você estará convencido sobre sua situação de presa fugindo de um predador (opa! Isto é outro filme), fará movimentos sutis e silenciosos, dará preferência às sombras, esgueirando-se entre dutos e escondendo-se o tempo todo.
Esta dinâmica do jogo pode não agradar algumas pessoas, principalmente aquelas que tem a expectativa de ação constante. Alien Isolation não é um jogo de ação exatamente. Ele envolve estratégias de sobrevivência, resolução de problemas diversos e, vez por outra, é preciso matar alguma coisa pra avançar adiante.
Em certos pontos, Alien: Isolation faz relembrar bons momentos de outro game: o clássico Half Life. Impulsionando o jogador a ir adiante, tentando encontrar a salvação e ao mesmo tempo curioso sobre o que virá após cada etapa alcançada, é um jogo que envolve o jogador como um filme, transformando-nos espectadores ansiosos. Soma-se a isto o clima de terror, suspense e nostalgia que a estação espacial, cenário do jogo, proporciona muito bem.
Assim como os demais, Alien Isolation também está com preço promocional na Steam.
Grid Autosport
Desafio
Chegar na frente e vencer campeonatos nas diversas modalidades disponíveis no game.Habemus jogo de corrida pra Linux! Vivas!!! Mas não se empolgue. Ainda não é um baita simulador, nada que se aproxime de um rFactor, ou Assetto Corsa, nem mesmo beira o clássico GTR 2. Grid Autosport é desenvolvido pela Codemaster, tradicional em games de corrida e que lança os atuais jogos da série Formula 1 para PC e consoles diversos. O jogo tem gráficos decentes, nada espetaculares, porém bem resolvidos. Traz circuitos tradicionais e modelos e marcas bacanas, como Audi, Mercedes, Honda, Ford, Chevrolet (sim, tem um Cruize-credo disponível), Jaguar, entre outras. Mas para por ai. Quem curte um jogo de corrida arcade vai se dar bem com Grid Autosport, quem quer simulador vai se decepcionar. Aqueles que já estão acostumados com outros títulos da desenvolvedora, como Formula 1, por exemplo, não vão sentir muita diferença na condução. Já quem tem a expectativa de vivenciar a realidade das pistas, esqueça Grid Autosport.
Se o propósito é ir direto ao ponto, pegar um carro qualquer, escolher um circuito, colocar na pista e correr, ele é o jogo certo. Os modos de carreira, avançando etapas em campeonatos, são opcionais. Os próprios campeonatos podem ser montados e customizados facilmente também. É um jogo descomplicado. Se tivesse mais simulação seria perfeito, mas atende bem os apaixonados por automobilismo que estão dispostos a percorrer circuitos virtuais com modelos lendários (exceções existem para o termo "lendários". E o Cruize tá lá pra mostrar isso...)
Existe a expectativa de que a Codemaster lance uma versão do Formula 1 para Linux também. Considerando que a desenvolvedora já colocou o pé neste nicho, com o Grid Autosport, a esperança de ver mais um bom título chegando para a plataforma fica reforçada.
Grid Autosport encontra-se entre os games em promoção na Steam.
E ai, curtiu algum?
21:23
Sonda Rosetta Identifica Enormes Reservas de Oxigênio Puro em Cometa
Escrito por William Santos | quarta-feira, 28 de outubro de 2015 | 21:23
A detecção de moléculas de oxigênio puro, ou O2, em corpos celestes deveria animar aqueles que procuram por vida fora da Terra, mas quando a Sonda Rosetta encontrou uma enorme quantidade do gás escapando das entranhas de um cometa acabou por lançar mais dúvidas sobre métodos de detecção de seres vivos em outros locais, que não aqui na Terra, através da análise de gases atmosféricos em ambientes extraterrestres.
Em nosso planeta, a teoria sobre a origem do oxigênio abundante na atmosfera é dada como consequência do desenvolvimento da vida. Seres anaeróbicos teriam sido os primeiros a pulsarem vida por aqui, em seguida a evolução avançou dando origem a seres que processam, entre outras coisas, gases atmosféricos. Fruto da respiração destes, o oxigênio, que antes estava misturado a outros elementos, foi sendo separado e lançado no ar de uma Terra ainda primitiva. Um processo não muito diferente do que vemos ocorrer hoje com as plantas que absorvem gás carbônico e separa dele o oxigênio, liberando-o na atmosfera.
O oxigênio não é um elemento tão raro no universo, mas em estado puro é difícil de ser encontrado, exceto se tiver passado por um processo como o realizado por seres vivos, tal como vemos aqui no nosso pequeno paraíso, a Terra. Normalmente o elemento interage com outros, formando moléculas diversas (entre elas a da água, numa combinação com o abundante hidrogênio existente no universo).
Além disso, teorias sobre a formação do nosso Sistema Solar praticamente eliminam as chances de encontrar oxigênio puro, isolado de outros elementos em moléculas por ai. Pelo menos era assim até agora.
A Agência Espacial Européia acaba de detectar indícios de ejeção de oxigênio puro, moléculas de O2, em um cometa vagando pelo espaço. Como ele se manteve isolado no interior do corpo celeste, é ainda um mistério para os cientistas, embora teorias já comecem a surgir para tentar explicar a alta quantidade do gás escapando entre as rochas e o gelo e se lançando pelo espaço.
O elemento que emerge hoje pode ter ficado aprisionado no interior do cometa (identificado por 67P) por mais de 4 bilhões de anos. Cada molécula de oxigênio detectada pela sonda espacial Rosetta seria remanescente de um Sistema Solar em gestação e esteve aprisionada por todo este tempo, isolada de outros elementos com os quais poderia reagir, até os dias atuais.
O que impressiona os cientistas é a quantidade de oxigênio detectada de uma só vez. Isto pode alterar a forma como se busca vida no universo. Considerando que o oxigênio puro em grandes quantidades é indício de vida, já que em planetas como a Terra ele seria impossível de existir em tamanha abundância na atmosfera sem um processamento que arrancasse oxigênio de outras moléculas, então um jato de oxigênio sendo lançado por um aglomerado disforme de rochas e gelo vagando pelo Sistema Solar surge e mostra que há reservas destes elemento em estado puro que sobreviveram a toda a "turbulência pós parto" do nosso Sistema.
Sendo assim, quem poderia hoje garantir que a detecção de enormes reservas de oxigênio em um planeta distante seria a prova definitiva de que ali existe, ou já existiu, vida processando o gás?
Em nosso planeta, a teoria sobre a origem do oxigênio abundante na atmosfera é dada como consequência do desenvolvimento da vida. Seres anaeróbicos teriam sido os primeiros a pulsarem vida por aqui, em seguida a evolução avançou dando origem a seres que processam, entre outras coisas, gases atmosféricos. Fruto da respiração destes, o oxigênio, que antes estava misturado a outros elementos, foi sendo separado e lançado no ar de uma Terra ainda primitiva. Um processo não muito diferente do que vemos ocorrer hoje com as plantas que absorvem gás carbônico e separa dele o oxigênio, liberando-o na atmosfera.
O oxigênio não é um elemento tão raro no universo, mas em estado puro é difícil de ser encontrado, exceto se tiver passado por um processo como o realizado por seres vivos, tal como vemos aqui no nosso pequeno paraíso, a Terra. Normalmente o elemento interage com outros, formando moléculas diversas (entre elas a da água, numa combinação com o abundante hidrogênio existente no universo).
Além disso, teorias sobre a formação do nosso Sistema Solar praticamente eliminam as chances de encontrar oxigênio puro, isolado de outros elementos em moléculas por ai. Pelo menos era assim até agora.
A Agência Espacial Européia acaba de detectar indícios de ejeção de oxigênio puro, moléculas de O2, em um cometa vagando pelo espaço. Como ele se manteve isolado no interior do corpo celeste, é ainda um mistério para os cientistas, embora teorias já comecem a surgir para tentar explicar a alta quantidade do gás escapando entre as rochas e o gelo e se lançando pelo espaço.
O elemento que emerge hoje pode ter ficado aprisionado no interior do cometa (identificado por 67P) por mais de 4 bilhões de anos. Cada molécula de oxigênio detectada pela sonda espacial Rosetta seria remanescente de um Sistema Solar em gestação e esteve aprisionada por todo este tempo, isolada de outros elementos com os quais poderia reagir, até os dias atuais.
O que impressiona os cientistas é a quantidade de oxigênio detectada de uma só vez. Isto pode alterar a forma como se busca vida no universo. Considerando que o oxigênio puro em grandes quantidades é indício de vida, já que em planetas como a Terra ele seria impossível de existir em tamanha abundância na atmosfera sem um processamento que arrancasse oxigênio de outras moléculas, então um jato de oxigênio sendo lançado por um aglomerado disforme de rochas e gelo vagando pelo Sistema Solar surge e mostra que há reservas destes elemento em estado puro que sobreviveram a toda a "turbulência pós parto" do nosso Sistema.
Sendo assim, quem poderia hoje garantir que a detecção de enormes reservas de oxigênio em um planeta distante seria a prova definitiva de que ali existe, ou já existiu, vida processando o gás?
Fonte: Associated Press
22:54
As Declarações Impressionantes de Políticos Brasileiros
Escrito por William Santos | domingo, 11 de outubro de 2015 | 22:54
A política brasileira rende mais do que escândalos e decepções, existe uma parcela considerável de políticos capazes de declarações estapafúrdias e frases infelizes. Neste momento em que cada discurso da atual presidente, Dilma Rousseff, se transforma em meme imediato, por conta de sua inabilidade com a oratória, é bom lembrar que ela não é a única a fazer declarações "estranhas" em público e tentar dar justificativas através de um raciocínios bastante confusos. De argumentos cínicos a frases infelizes, tem de tudo na política nacional.
Abaixo, alguns exemplos e as histórias por trás de algumas das declarações épicas registradas nas últimas décadas no país.
Rubens Ricupero - Eu não Tenho Escrúpulos
O caso envolve diretamente não um político, mas sim um ministro de governo. Desta vez as declarações tiveram consequências bem maior do que indignação popular, ou risos, até porque Ricupero fala de forma extremamente franca por muito tempo, expondo abertamente coisas que afetavam muitas relações entre governo e determinados setores produtivos. O ministro Ricupero cuidava justamente da pasta relacionada a economia no governo Itamar em 1994, durante o lançamento do Plano Real.
Na época, emissoras alugavam links de satélite da Embratel para transmitir material até as centrais jornalísticas. Estas transmissões podiam ser facilmente interceptadas por antenas parabólicas. Uma câmera ligada e microfone aberto durante uma conversa informal entre o Rubens Ricupero e um jornalista da TV Globo, Carlos Monforte, deu ao país inteiro uma ideia de como as coisas estavam rolando atrás das persianas do planalto. No momento da chegada de um novo plano econômico -- mais um, entre tantos outros tentados entre metade dos anos 80 até aquele momento dos anos 90 -- as consequências do que dizia o ministro poderiam ser bem ruins. Para administrar a situação, o próprio Ricupero renunciou ao ministério quase que imediatamente e Itamar, junto com a mídia, cuidou de apagar os incêndios provocados por frases como: "Estou lidando com bandidos." quando o ex ministro falava sobre alguns setores produtivos e centrais sindicais que não estariam sendo "gentis" com as mudanças impostas com o Plano Real e incomodavam o governo com ameaças de greve e manifestações.
Uma das frases, entre tantas, ficou eternizada:
"Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim esconde-se."
Já ouviu coisa mais honesta do que esta na política nacional?
Paulo Maluf - Estuprar é Tolerável, Matar não.
Em um momento da campanha para a prefeitura de São Paulo, idos de 1992, o PT resgatou um áudio onde Paulo Maluf, adversário de Luiza Erundina, falava sobre o crime de estupro seguido de assassinato.
A frase:
"Se está com desejo sexual, estupra. Mas não mata!"
O próprio Paulo Maluf, em seu guia eleitoral, tratou de esclarecer o fato durante a mesma campanha e disse que se tratava de um momento em que era debatido a pena de morte, em alguma de suas palestras na longínqua década de 70. A frase infeliz é mesmo difícil de ser compreendida fora do contexto, mas um dos recursos mais utilizado por políticos e imprensa, em período eleitoral ou não, é justamente o de recortes de frases fora do contexto para atingir adversários ou promover aqueles que são apoiados.
Lula e o Queijo da Petrobras
Num ato em favor da maior estatal brasileira, o ex presidente Lula justificou os altos valores levantados nas investigações sobre os desvios na Petrobras apontando que graças ao crescimento da empresa em seu governo estes valores (roubados) hoje são tão altos.
Desvios ocorrem na empresa há muito tempo. Ricardo Boechat, jornalista e apresentador da TV Bandeirantes, costuma lembrar que ele mesmo recebeu um prêmio Esso de jornalismo nos anos 80 por uma série de reportagens sobre máfias que desviavam recursos da estatal. Acontece que os grandes escândalos ganharam muito mais foco da mídia nos últimos anos, dando a impressão de é algo bem mais grave e muito maior. Lula então resolve dar esta justificativa, usando ratos e queijo como elementos para uma metáfora bem complicada:
"Se você tem um rato em sua casa que rouba um pedacinho de queijo. Imagina se você põe um queijo inteiro?"
Embora o Lula tenha feito um longo discurso e seja possível perceber que ele esforçou-se para mostrar que graças a seu governo hoje a Petrobras é maior e por isso os escândalos cresceram (junto com a empresa), é difícil entender esta lógica torta na busca de fazer campanha a seu favor, usando a própria enxurrada de escândalos.
As declarações ocorrem ao 0:19:45 do vídeo com o discurso do Lula no evento.
Cid Gomes - Por Amor
Cid Gomes, no governo do estado do Ceará, tenta mostrar que aqueles que entram no serviço público devem ter a nobreza de colocar determinados valores, como profissional e social, acima do financeiro. As palavras se destinam a professores protestando por melhores salários. O exercício da profissão, então, deveria ser motivado pelo amor a atividade. Assim, professores não tinham do que reclamar caso os salários fossem baixos (e as condições para lecionarem, péssimas).
"Quem quer dar aula, faz isso por gosto, não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado."
No vídeo abaixo é possível ouvir ele se explicando sobre a declaração, e reiterando o que disse:
Fernando Henrique Cardoso - Aposentados Vagabundos
FHC realizou algumas pequenas reformas em alguns setores durante seus dois governos. Numa das mais polêmicas ações, ele mexeu com a previdência social. Os impactos das intervenções são sentidas até hoje em dia. Na época, uma das declarações que marcaram foi a que ele fez ao justificar o novo modelo proposto por seu governo:
"Pra que realmente aqueles que se locupletam da previdência, não se locupletem mais. Não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos num país de pobres e miseráveis."
O problema é que alguns direitos atendiam profissionais que exerciam atividades extremamente exaustivas e desgastantes. Estes podiam se aposentar mais cedo e hoje tem que trabalhar mais pra ter pleno direito. Além de tudo, das perdas, ainda foram taxados de vagabundos pelo governo.
Jean Wyllys - Deputado Ganha o Mesmo Que Um Professor no Brasil
Numa das mais impressionantes declarações de um político no país, Jean Wyllys tentou mostrar que um deputado não ganha tanto quanto parece. O problema é que ele traça uma comparação entre o seu salário e o de um professor. Durante a entrevista, o Tas, apresentador, ainda solicita que ele se explique. Dai vem a correção. Jean diz que sua comparação é com o salário de um professor universitário com 40 horas semanais e dedicação exclusiva na iniciativa privada.
"Eu ganho aquilo que eu ganhava como um professor 40 horas, praticamente. Que dá, mais ou menos, uns R$ 15 mil."
Com isto, Jean Wyllys mostra que o Cid Gomes não estava tão errado assim: Quer ganhar bem na educação? Vá pra iniciativa privada.
Jair Bolsonaro - Estupro é Apenas Pra Quem Merece
Provocado pela deputada Maria do Rosário, durante uma entrevista o Bolsonaro perdeu a noção (se é que já teve alguma) e agrediu a parlamentar com uma das frases mais infames já registradas dentro do congresso nacional:
"Olha, jamais eu ia estuprar você porque você não merece..."
Como se não bastasse, a briga se estendeu ainda mais, tudo diante das câmeras de emissoras de TV que estavam fazendo registros no local. Bolsonaro seguiu xingando e por pouco não trocou tabefes com a deputada, que acabou se retirando em prantos do local.
Lembra de mais alguma? Manda ai nos comentários?
Abaixo, alguns exemplos e as histórias por trás de algumas das declarações épicas registradas nas últimas décadas no país.
João Alves - Um Deus Bondoso e Muita Sorte na Loteria
Em meio a um escândalo gigantesco, 22 anos atrás -- sim, os escândalos políticos são antigos neste país -- um deputado investigado é levado a dar explicações no congresso sobre como enriqueceu tão rápido. Era uma investigação que envolvia parlamentares federais de pouca expressão, mas com uma capacidade enorme de obter emendas e movimentar montanhas de grana, oriundas de recursos do governo (dinheiro nosso). João Alves então se explica:
"Deus me ajudou. E eu ganhei muito dinheiro..."
Simples assim.
Simples assim.
O esquema envolveu a loteria federal para lavagem de verbas desviadas e grana ilícita. Parecia tão simples quanto a explicação de uma ação divina bondosa. O dinheiro sujo era inteiramente investido em apostas nas loterias. Milhares e milhares de bilhetes, com todas as combinações possíveis resultavam na certeza de prêmios semanais. Ao resgatar os prêmios das loterias, este dinheiro entrava limpo nas contas dos parlamentares, pois tinham uma origem lícita. Atribuindo as premiações a uma sorte divina, João Alves debochou de todos abertamente e acabou renunciando antes que o pegassem de jeito.
Rubens Ricupero - Eu não Tenho Escrúpulos
O caso envolve diretamente não um político, mas sim um ministro de governo. Desta vez as declarações tiveram consequências bem maior do que indignação popular, ou risos, até porque Ricupero fala de forma extremamente franca por muito tempo, expondo abertamente coisas que afetavam muitas relações entre governo e determinados setores produtivos. O ministro Ricupero cuidava justamente da pasta relacionada a economia no governo Itamar em 1994, durante o lançamento do Plano Real.
Na época, emissoras alugavam links de satélite da Embratel para transmitir material até as centrais jornalísticas. Estas transmissões podiam ser facilmente interceptadas por antenas parabólicas. Uma câmera ligada e microfone aberto durante uma conversa informal entre o Rubens Ricupero e um jornalista da TV Globo, Carlos Monforte, deu ao país inteiro uma ideia de como as coisas estavam rolando atrás das persianas do planalto. No momento da chegada de um novo plano econômico -- mais um, entre tantos outros tentados entre metade dos anos 80 até aquele momento dos anos 90 -- as consequências do que dizia o ministro poderiam ser bem ruins. Para administrar a situação, o próprio Ricupero renunciou ao ministério quase que imediatamente e Itamar, junto com a mídia, cuidou de apagar os incêndios provocados por frases como: "Estou lidando com bandidos." quando o ex ministro falava sobre alguns setores produtivos e centrais sindicais que não estariam sendo "gentis" com as mudanças impostas com o Plano Real e incomodavam o governo com ameaças de greve e manifestações.
Uma das frases, entre tantas, ficou eternizada:
"Eu não tenho escrúpulos; o que é bom a gente fatura, o que é ruim esconde-se."
Já ouviu coisa mais honesta do que esta na política nacional?
Paulo Maluf - Estuprar é Tolerável, Matar não.
Em um momento da campanha para a prefeitura de São Paulo, idos de 1992, o PT resgatou um áudio onde Paulo Maluf, adversário de Luiza Erundina, falava sobre o crime de estupro seguido de assassinato.
A frase:
"Se está com desejo sexual, estupra. Mas não mata!"
O próprio Paulo Maluf, em seu guia eleitoral, tratou de esclarecer o fato durante a mesma campanha e disse que se tratava de um momento em que era debatido a pena de morte, em alguma de suas palestras na longínqua década de 70. A frase infeliz é mesmo difícil de ser compreendida fora do contexto, mas um dos recursos mais utilizado por políticos e imprensa, em período eleitoral ou não, é justamente o de recortes de frases fora do contexto para atingir adversários ou promover aqueles que são apoiados.
Lula e o Queijo da Petrobras
Num ato em favor da maior estatal brasileira, o ex presidente Lula justificou os altos valores levantados nas investigações sobre os desvios na Petrobras apontando que graças ao crescimento da empresa em seu governo estes valores (roubados) hoje são tão altos.
Desvios ocorrem na empresa há muito tempo. Ricardo Boechat, jornalista e apresentador da TV Bandeirantes, costuma lembrar que ele mesmo recebeu um prêmio Esso de jornalismo nos anos 80 por uma série de reportagens sobre máfias que desviavam recursos da estatal. Acontece que os grandes escândalos ganharam muito mais foco da mídia nos últimos anos, dando a impressão de é algo bem mais grave e muito maior. Lula então resolve dar esta justificativa, usando ratos e queijo como elementos para uma metáfora bem complicada:
"Se você tem um rato em sua casa que rouba um pedacinho de queijo. Imagina se você põe um queijo inteiro?"
Embora o Lula tenha feito um longo discurso e seja possível perceber que ele esforçou-se para mostrar que graças a seu governo hoje a Petrobras é maior e por isso os escândalos cresceram (junto com a empresa), é difícil entender esta lógica torta na busca de fazer campanha a seu favor, usando a própria enxurrada de escândalos.
As declarações ocorrem ao 0:19:45 do vídeo com o discurso do Lula no evento.
Cid Gomes - Por Amor
Cid Gomes, no governo do estado do Ceará, tenta mostrar que aqueles que entram no serviço público devem ter a nobreza de colocar determinados valores, como profissional e social, acima do financeiro. As palavras se destinam a professores protestando por melhores salários. O exercício da profissão, então, deveria ser motivado pelo amor a atividade. Assim, professores não tinham do que reclamar caso os salários fossem baixos (e as condições para lecionarem, péssimas).
"Quem quer dar aula, faz isso por gosto, não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado."
No vídeo abaixo é possível ouvir ele se explicando sobre a declaração, e reiterando o que disse:
Fernando Henrique Cardoso - Aposentados Vagabundos
FHC realizou algumas pequenas reformas em alguns setores durante seus dois governos. Numa das mais polêmicas ações, ele mexeu com a previdência social. Os impactos das intervenções são sentidas até hoje em dia. Na época, uma das declarações que marcaram foi a que ele fez ao justificar o novo modelo proposto por seu governo:
"Pra que realmente aqueles que se locupletam da previdência, não se locupletem mais. Não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos num país de pobres e miseráveis."
O problema é que alguns direitos atendiam profissionais que exerciam atividades extremamente exaustivas e desgastantes. Estes podiam se aposentar mais cedo e hoje tem que trabalhar mais pra ter pleno direito. Além de tudo, das perdas, ainda foram taxados de vagabundos pelo governo.
Jean Wyllys - Deputado Ganha o Mesmo Que Um Professor no Brasil
Numa das mais impressionantes declarações de um político no país, Jean Wyllys tentou mostrar que um deputado não ganha tanto quanto parece. O problema é que ele traça uma comparação entre o seu salário e o de um professor. Durante a entrevista, o Tas, apresentador, ainda solicita que ele se explique. Dai vem a correção. Jean diz que sua comparação é com o salário de um professor universitário com 40 horas semanais e dedicação exclusiva na iniciativa privada.
"Eu ganho aquilo que eu ganhava como um professor 40 horas, praticamente. Que dá, mais ou menos, uns R$ 15 mil."
Com isto, Jean Wyllys mostra que o Cid Gomes não estava tão errado assim: Quer ganhar bem na educação? Vá pra iniciativa privada.
Jair Bolsonaro - Estupro é Apenas Pra Quem Merece
Provocado pela deputada Maria do Rosário, durante uma entrevista o Bolsonaro perdeu a noção (se é que já teve alguma) e agrediu a parlamentar com uma das frases mais infames já registradas dentro do congresso nacional:
"Olha, jamais eu ia estuprar você porque você não merece..."
Como se não bastasse, a briga se estendeu ainda mais, tudo diante das câmeras de emissoras de TV que estavam fazendo registros no local. Bolsonaro seguiu xingando e por pouco não trocou tabefes com a deputada, que acabou se retirando em prantos do local.
Lembra de mais alguma? Manda ai nos comentários?
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21:07
Talvez Esta Seja a Primeira Peça Recuperada do Malaysia MH370
Escrito por William Santos | quarta-feira, 29 de julho de 2015 | 21:07
Um dos maiores mistérios da aviação atualmente, o voo MH370 está desaparecido desde Março de 2014. Durante todo este tempo as buscas varreram milhares de quilômetros quadrados do fundo dos oceanos, sem sucesso algum. A aeronave de grande porte, com autonomia para voar por mais de uma dezena de horas, pode ter seguido operada pelo piloto automático, ou mesmo à deriva, em qualquer direção em um raio gigantesco. A área de busca é maior do que o território brasileiro e maior até mesmo do que o continente sul-americano. Topar com algum sinal do Boeing 777-200 desaparecido seria -- ou será -- um enorme golpe de sorte.
Pois parece que a sorte começa a mudar a partir desta semana. Na ilha de Madagascar, território francês, uma equipe de limpeza local, que trabalha na costa da ilha, tropeçou no que aparenta ser uma peça da asa de uma aeronave de grande porte, como um Boeing 777. As únicas certezas sobre o achado é de que se trata de parte de uma aeronave e que além disso a peça esteve no mar por um período de tempo considerável. Existem mariscos grudados na fuselagem, indicando que a peça foi arrastada pelas águas até a ilha. Se for constatado que se trata de alguma parte de um modelo de aeronave igual à que está desaparecida, então esta será uma das melhores pistas sobre o paradeiro do voo MH370, pois a partir das correntes os investigadores podem mover o foco das buscas para uma área específica e, com um pouco mais de sorte, encontrar mais peças ou até mesmo o que resta da aeronave.
Pois parece que a sorte começa a mudar a partir desta semana. Na ilha de Madagascar, território francês, uma equipe de limpeza local, que trabalha na costa da ilha, tropeçou no que aparenta ser uma peça da asa de uma aeronave de grande porte, como um Boeing 777. As únicas certezas sobre o achado é de que se trata de parte de uma aeronave e que além disso a peça esteve no mar por um período de tempo considerável. Existem mariscos grudados na fuselagem, indicando que a peça foi arrastada pelas águas até a ilha. Se for constatado que se trata de alguma parte de um modelo de aeronave igual à que está desaparecida, então esta será uma das melhores pistas sobre o paradeiro do voo MH370, pois a partir das correntes os investigadores podem mover o foco das buscas para uma área específica e, com um pouco mais de sorte, encontrar mais peças ou até mesmo o que resta da aeronave.
09:29
Mais Uma Missão da NASA Rodeada de Mistérios Vai ao Espaço
Escrito por William Santos | quarta-feira, 20 de maio de 2015 | 09:29
Aquele papo de um novo modelo de propulsor iônico desenvolvido pela NASA que revolucionaria as viagens espaciais pode estar em fase de testes e talvez esteja a bordo de um veículo espacial não tripulado neste momento a caminho da órbita da terra. O veículo é o X-37B, suas missões são sempre secretas e isto é prato cheio pra especulações e teorias da conspiração.
O Veículo
Em sua quarta missão no espaço, o veículo reutilizável parece ser um sucesso. Seu aspecto lembra os
clássicos ônibus espaciais e ele bem que poderia ser um substituto para estes. Por trás do desenvolvimento do X-37B está a Boeing, empresa tradicional na construção de aeronaves que dispensa um longo texto de apresentação, uma vez que muitas vezes o nome Boeing acaba sendo associado a aviões comerciais -- mesmo que não sejam modelos da fabricante.
O Que Ele Faz Lá Em Cima
É bastante provável que as missões envolvam pesquisas militares e por isso sejam tão secretas. O fato é que o governo norte americano está investindo uma baita grana para lançar este veículo em órbita diversas vezes, sem que nada sobre suas missões seja publicado oficialmente. O que se sabe é que as Forças Armadas estão envolvidas nas missões. O que também não quer dizer muito, pois em várias missões espaciais existe a participação do setor de defesa de alguma forma, mesmo que só acompanhando, uma vez que o desenvolvimento de pesquisas aeroespaciais sempre interessam a defesa. Porém, na fuselagem do veículo está a insignia da Força Aérea Norte Americana, indicando que a coisa tem dono.
Qual a finalidade do X-37B em suas missões, é uma uma daquelas perguntas que vão precisar esperar um tempo ainda indefinido para ser respondida. Por enquanto quase tudo sobre estas missões não passa de meras especulações, ou dados pouco relevantes, como a notícia de hoje de que a nave está decolando a bordo de um foguete Atlas V, num centro de lançamentos em uma base da Força Aérea Norte Americana, no Cabo Canaveral. Além disso, não se sabe mais nada.
O Veículo
Em sua quarta missão no espaço, o veículo reutilizável parece ser um sucesso. Seu aspecto lembra os
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Foguete Atlas V - Na ponta dele está a cápsula que leva
o X-37B da USAF em sua quarta missão secreta
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O Que Ele Faz Lá Em Cima
É bastante provável que as missões envolvam pesquisas militares e por isso sejam tão secretas. O fato é que o governo norte americano está investindo uma baita grana para lançar este veículo em órbita diversas vezes, sem que nada sobre suas missões seja publicado oficialmente. O que se sabe é que as Forças Armadas estão envolvidas nas missões. O que também não quer dizer muito, pois em várias missões espaciais existe a participação do setor de defesa de alguma forma, mesmo que só acompanhando, uma vez que o desenvolvimento de pesquisas aeroespaciais sempre interessam a defesa. Porém, na fuselagem do veículo está a insignia da Força Aérea Norte Americana, indicando que a coisa tem dono.
Qual a finalidade do X-37B em suas missões, é uma uma daquelas perguntas que vão precisar esperar um tempo ainda indefinido para ser respondida. Por enquanto quase tudo sobre estas missões não passa de meras especulações, ou dados pouco relevantes, como a notícia de hoje de que a nave está decolando a bordo de um foguete Atlas V, num centro de lançamentos em uma base da Força Aérea Norte Americana, no Cabo Canaveral. Além disso, não se sabe mais nada.
Fonte: Space.com
Imagem do veículo X-37B: Chris Hadfield - Via Twitter
Imagem do foguete Atlas V: NASA - via Wikimedia
22:40
Google Views Permite Mergulhos em Fernando de Noronha
Escrito por William Santos | terça-feira, 24 de março de 2015 | 22:40
Algumas derivações interessantes do Google Mapas às vezes passam em branco para algumas pessoas. O Google Street View e o Panoramio normalmente são vistos por aqueles que acessam o Google Mapas, pois aparecem em evidência pelos cantos da tela. Mas existe também o serviço Google Views, que é uma espécie de extensão do Street View, porém com acesso a lugares onde não existem ruas, avenidas ou estradas. E isto inclui não apenas trilhas no mato, na neve, ou desertos. Dá pra entrar em monumentos, visitar museus, lojas e até mesmo mergulhar junto com golfinhos em Fernando de Noronha.
O Google Views possui diversas galerias dependendo de cada localidade. Nelas é possível imergir em imagens com visão em 360º dos ambientes, indo além dos limites das ruas. Aqui apresento a galeria de Fernando de Noronha (clique e acesse), mas neste link: https://www.google.com/maps/views/u/0/home?gl=br dá pra ver outras galerias, do mundo todo. Assim como o Street View, o Google Views deve expandir ano a ano sua coleção de galerias, incluindo locais novos, ou novas visões sobre aqueles já existentes.
Feito Por Todos
O serviço conta com a colaboração de uma comunidade formada por pessoas comuns. Basta ter um dispositivo compatível com a "tecnologia Photo Sphere". O próprio Google fornece o aplicativo para Android e iOS, mas dá pra "converter" algumas câmeras (com recursos de foto panorâmica) em um dispositivo capaz de captar imagens em 360°. No site do Photo Sphere dá pra encontrar informações mais completas sobre como colaborar.
Faça uma experiência em um mergulho nas águas que banham Fernando de Noronha. Assim como no Google Street View, segure o clique sobre a imagem abaixo e arraste o mouse. Isto irá mudar o panorama, permitindo que visualize tudo o que está ao redor. É possível se deslocar pela região também seguindo setas que surgem próximo ao cursor.
O Google Views possui diversas galerias dependendo de cada localidade. Nelas é possível imergir em imagens com visão em 360º dos ambientes, indo além dos limites das ruas. Aqui apresento a galeria de Fernando de Noronha (clique e acesse), mas neste link: https://www.google.com/maps/views/u/0/home?gl=br dá pra ver outras galerias, do mundo todo. Assim como o Street View, o Google Views deve expandir ano a ano sua coleção de galerias, incluindo locais novos, ou novas visões sobre aqueles já existentes.
Feito Por Todos
O serviço conta com a colaboração de uma comunidade formada por pessoas comuns. Basta ter um dispositivo compatível com a "tecnologia Photo Sphere". O próprio Google fornece o aplicativo para Android e iOS, mas dá pra "converter" algumas câmeras (com recursos de foto panorâmica) em um dispositivo capaz de captar imagens em 360°. No site do Photo Sphere dá pra encontrar informações mais completas sobre como colaborar.
Faça uma experiência em um mergulho nas águas que banham Fernando de Noronha. Assim como no Google Street View, segure o clique sobre a imagem abaixo e arraste o mouse. Isto irá mudar o panorama, permitindo que visualize tudo o que está ao redor. É possível se deslocar pela região também seguindo setas que surgem próximo ao cursor.
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15:58
O Que Pode Significar a Distribuição Gratuita do Windows 10
Escrito por William Santos | quarta-feira, 18 de março de 2015 | 15:58
Primeiro a notícia de que Canonical e Microsoft firmaram uma pequena parceria, e o Ubuntu daria suporte (em servidores) a parte de um produto da Microsoft. Agora a informação de que o novo Windows será "freeware". Distribuído gratuitamente pra quem quiser usar.
De fato muita coisa está mudando na Microsoft. E boa parte destas mudanças estão relacionadas a mercado. Se por um lado o uso de software livre em servidores da empresa não é nada espetacular, pois a Microsoft também investe em Linux, através da Linux Foundation, a mudança de atitude em relação a distribuição do Windows no mercado mostra que a empresa do Bill tem acordado para os novos tempos.
O debate entre Windows e Linux é longo, entediante e pilhado de preconceitos e superficialidades. Quase nada técnico é levado em conta, o fanatismo costuma dominar. Mas quando duas notícias num curto período envolvem pilares tão fundamentais -- para os fundamentalistas -- como aproximações claras da Microsoft com empresas que crescem através de software livre e a liberação do Windows pra uso, sem a necessidade de comprar uma licença, então começamos a jogar um pouco de racionalidade à nossa frente.
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| Trollar o Windows ainda é um esporte bem ativo na web... |
Em geral se diz que Linux é questionável por ser livre e isto significaria que "ninguém poderia lucrar com ele". O que não é verdade, em relação a lucrar. A Google lucra alto com o Android, que é baseado em Linux, ícone do software livre. A Canonical é uma empresa séria que tem faturado uns bons trocados também. A Red Hat tem contratos com o governo norte americano e forças armadas, faturando uma boa nota há décadas incluindo o fornecimento de suporte a empresas que adotam software livre. Para alguns, se uma empresa desenvolve uma ferramenta e não cobra por ela, distribuindo-a gratuitamente, então esta empresa está fadada ao desastre, pois não vai conseguir se manter. A forma de financiar o desenvolvimento de software então seria uma só: vendendo licenças de uso. Acontece que está é uma das formas, mas não a única forma.
Provas de que uma empresa pode ser próspera sem necessariamente cobrar do usuário de seus serviços pelo acesso aos produtos que oferece está na Google. O carro chefe da empresa é o serviço de busca, que está entre os mais sofisticados -- dispensando um longo texto de apresentação. O usuário da ferramenta não precisa desembolsar nada pra ter acesso a ela. Mesmo assim a Google é a empresa que consegue 50 bi de Dólares anuais em seu faturamento.
A web possibilitou que modelos como o do Google se tornassem mais interessantes do que a velha forma de lucrar, com venda de chaves de licença pra uso de softwares. Reunindo dados dos usuários e investindo em outras ferramentas, que direcionam publicidade sob medida, a Google encontrou o caminho do sucesso e acabou diversificando ainda mais a gama de produtos distribuídos entre seus usuários.
Numa linha semelhante, empresas como a Canonical tem usado software livre para desenvolver sistemas operacionais de alta qualidade que chegam gratuitamente aos PCs de seus clientes. O Ubuntu, o principal produto da Canonical, traz em si serviços de oferta de produtos personalizados para os usuários. Algo bem semelhante ao Google Adwords. Além disso a empresa também presta suporte e desenvolve outras coisas. Recentemente o Ubuntu Phone foi lançado, entrando no mercado de smartphones um pouco tarde, mas com um sistema robusto e bastante honesto que certamente terá algum peso no mercado.
Vender licenças de uso já não é a forma mais inteligente e fácil de lucrar. O que a Microsoft tem feito hoje é buscar as outras formas de lucro que envolvam o aproveitamento de softwares livres, pra redução de custos e distribuição de produtos gratuitos para aumento de participação no mercado entre usuários que vão acessar serviços onde anunciantes pagam caro para aparecerem. Neste novo cenário comercial, as empresas com mais clientes são as que mais se dão bem, pois assim como as redes de TV com maior audiência vendem espaço de publicidade por valores mais altos, aquelas que conseguirem alcançar maior clientela terão seus espaços mais valorizados. E qual a melhor forma de alcançar isso se não for distribuindo ferramentas grátis, como se fossem brindes?
Demora para a Microsoft enfim se curvar a esta realidade, mas ela começa a dar passos nesta direção. Por trás da atitude da empresa parece estar o receio de perda de mercado na China. O país extremamente populoso que poderia migrar completamente de sistema operacional, largando o jurássico Windows XP e adotando Linux. Isso mesmo. A Canonical desenvolveu uma versão do Ubuntu quase exclusiva pro mercado chinês focando na dificuldade que os chineses tinham de substituir o Windows XP por versões mais atualizadas do sistema operacional da Microsoft. Como a maioria das máquinas na China rodam o WinXP pirateado, a substituição por um Linux gratuito, moderno e bem desenvolvido faz sentido. O anúncio de que o Windows 10 será dado de graça até para aqueles que tem o Windows 7 pirata, no mundo inteiro, segundo algumas publicações começa com uma proposta para a China que, tudo indica, a Microsoft resolveu estender para o resto do mundo.
Não se sabe ao certo ainda como será isso, mas já temos uma sinalização de que o Windows pode um dia se tornar realmente um sistema operacional cuja licença de uso pessoal é dada de graça. É possível que a partir dai algumas coisas se tornem mais claras aos que enxergam o software livre e gratuito como algo sem futuro. Afinal temos grandes empresas oferecendo serviços e ferramentas gratuitas e mantendo seus lucros. E temos empresas que fazem isto com software livre. Embora a distribuição gratuita de uma ferramenta não indique que esta seja livre, pois o que classifica um software como livre é a liberação total ao acesso ao seu código fonte (e isto nem o Google, nem a Microsoft permitem), geralmente o mercado de software livre é visto apenas como um mercado onde não se cobra pelas ferramentas desenvolvidas, ainda que seja perfeitamente possível cobrar por licenças de uso, mesmo com software livre. Com isso, o uso gratuito de um determinado software não o desmerecerá em relação a um cuja licença custe caríssimo (e que uma boa parcela acaba crackeando pra usar). Isto é bom para todos os lados, pois abre caminho para que pessoas comuns usem software original e com procedência, sem uso de artifícios perigosos, como keygens e cracks. Enquanto a disputa maior passa a ser pela melhor oferta de "brindes". Empresas que conquistarem maior público oferecendo suas ferramentas, terão melhores retornos. Pouco importa se o software será proprietário de uma empresa, ou livre, o que importará é o quanto ele é acessível ao grande público e útil.
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