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09:29
Mais Uma Missão da NASA Rodeada de Mistérios Vai ao Espaço
Escrito por William Santos | quarta-feira, 20 de maio de 2015 | 09:29
Aquele papo de um novo modelo de propulsor iônico desenvolvido pela NASA que revolucionaria as viagens espaciais pode estar em fase de testes e talvez esteja a bordo de um veículo espacial não tripulado neste momento a caminho da órbita da terra. O veículo é o X-37B, suas missões são sempre secretas e isto é prato cheio pra especulações e teorias da conspiração.
O Veículo
Em sua quarta missão no espaço, o veículo reutilizável parece ser um sucesso. Seu aspecto lembra os
clássicos ônibus espaciais e ele bem que poderia ser um substituto para estes. Por trás do desenvolvimento do X-37B está a Boeing, empresa tradicional na construção de aeronaves que dispensa um longo texto de apresentação, uma vez que muitas vezes o nome Boeing acaba sendo associado a aviões comerciais -- mesmo que não sejam modelos da fabricante.
O Que Ele Faz Lá Em Cima
É bastante provável que as missões envolvam pesquisas militares e por isso sejam tão secretas. O fato é que o governo norte americano está investindo uma baita grana para lançar este veículo em órbita diversas vezes, sem que nada sobre suas missões seja publicado oficialmente. O que se sabe é que as Forças Armadas estão envolvidas nas missões. O que também não quer dizer muito, pois em várias missões espaciais existe a participação do setor de defesa de alguma forma, mesmo que só acompanhando, uma vez que o desenvolvimento de pesquisas aeroespaciais sempre interessam a defesa. Porém, na fuselagem do veículo está a insignia da Força Aérea Norte Americana, indicando que a coisa tem dono.
Qual a finalidade do X-37B em suas missões, é uma uma daquelas perguntas que vão precisar esperar um tempo ainda indefinido para ser respondida. Por enquanto quase tudo sobre estas missões não passa de meras especulações, ou dados pouco relevantes, como a notícia de hoje de que a nave está decolando a bordo de um foguete Atlas V, num centro de lançamentos em uma base da Força Aérea Norte Americana, no Cabo Canaveral. Além disso, não se sabe mais nada.
O Veículo
Em sua quarta missão no espaço, o veículo reutilizável parece ser um sucesso. Seu aspecto lembra os
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Foguete Atlas V - Na ponta dele está a cápsula que leva
o X-37B da USAF em sua quarta missão secreta
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O Que Ele Faz Lá Em Cima
É bastante provável que as missões envolvam pesquisas militares e por isso sejam tão secretas. O fato é que o governo norte americano está investindo uma baita grana para lançar este veículo em órbita diversas vezes, sem que nada sobre suas missões seja publicado oficialmente. O que se sabe é que as Forças Armadas estão envolvidas nas missões. O que também não quer dizer muito, pois em várias missões espaciais existe a participação do setor de defesa de alguma forma, mesmo que só acompanhando, uma vez que o desenvolvimento de pesquisas aeroespaciais sempre interessam a defesa. Porém, na fuselagem do veículo está a insignia da Força Aérea Norte Americana, indicando que a coisa tem dono.
Qual a finalidade do X-37B em suas missões, é uma uma daquelas perguntas que vão precisar esperar um tempo ainda indefinido para ser respondida. Por enquanto quase tudo sobre estas missões não passa de meras especulações, ou dados pouco relevantes, como a notícia de hoje de que a nave está decolando a bordo de um foguete Atlas V, num centro de lançamentos em uma base da Força Aérea Norte Americana, no Cabo Canaveral. Além disso, não se sabe mais nada.
Fonte: Space.com
Imagem do veículo X-37B: Chris Hadfield - Via Twitter
Imagem do foguete Atlas V: NASA - via Wikimedia
15:44
Cassini-Huygens - Uma Década Depois do Pouso Mais Distante
Escrito por William Santos | sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 | 15:44
A missão era audaciosa e histórica. Ir até o gigante gasoso Saturno, conhecido por seus belos anéis. Lá uma sonda faria as vezes de nave mãe, orbitando não o super planeta, mas uma de suas "luas", uma das mais fascinantes delas, Titã.
Estudos sobre Titã já indicavam que o satélite natural de Saturno tinha muita coisa bacana embaixo de sua camada de nuvens. Espectroscópios revelavam compostos químicos por lá que faziam de Titã uma espécie de imagem do passado Terrestre. Muito metano, oceanos e lagos da substância, densas nuvens e quase tudo congelado pela distância em relação ao Sol. A possibilidade de vida em Titã, ou do desenvolvimento da vida por lá, assim como aconteceu por aqui, alimentou a curiosidade de muitos por décadas desde que os primeiros dados coletados desenharam a composição do satélite. Ir até lá era necessário.
Em 1982 foi dado início ao projeto de uma missão não tripulada aos confins do Sistema Solar, rumo a Titã, em busca dos lagos de metano e densas nuvens ricas em elementos fundamentais para construção de seres vivos. Só em 1997 os módulos conseguiram decolar e começaram sua jornada que, em 2004, alcançaria a espetacular acompanhante de Saturno. De Julho de 2004 a Janeiro de 2005 a sonda permaneceu coletando dados em órbita, unida ao módulo que tinha a missão mais difícil e arriscada: aterrissar em Titã. E foi no dia 14 de Janeiro que o fato ocorreu, Cassini soltou o módulo Huygens rumo a superfície. O pouso foi um passo histórico para a humanidade. Agora tínhamos nossa presença num corpo espacial a meio caminho do extremo de nosso Sistema Solar. Um artefato criado por mãos humanas não apenas alcança uma "lua" em Saturno, mas pousa lá e envia dados de sua superfície de volta para a Terra.
Huygens trabalhou por pouco mais de uma hora, coletando e transmitindo dados. Suas baterias chegaram ao fim, sem nenhuma tomada por perto, e a missão foi completada com sucesso. Até os dias atuais estes dados ainda estão em análises por inúmeros cientistas pelo mundo todo, revelando nuances sobre Titã que só é possível conhecer ao experimentar o toque no solo gélido.
A primeira imagem da superfície chegou à Terra horas depois do pouso. Nela é possível ver rochas 'lapidadas' pela ação do clima em Titã. O satélite natural de Saturno possui semelhanças com a Terra não só em compostos orgânicos, mas também em ciclos que geram alterações climáticas. Há evaporização de líquidos e precipitação, bem como ventanias. Nuvens vagam pelo céu, se formando e dissipando-se em chuvas de metano basicamente. Com isto, não só lagos e oceanos surgem, mas rios caudalosos correm e enxurradas moldam parte da superfície, criando um cenário que nos parece bem familiar.
O deserto frio visto na imagem exibe uma espécie de irmã gêmea da Terra que não se desenvolveu como nós, mais próximos do calor do Sol. Titã também pode ser "viva por dentro". Há indícios de que seu interior ainda esteja aquecido o bastante para acionar vulcões. As erupções costumam lançar gelo e alguns hidrocarbonetos pelos ares, ao invés de rochas derretidas e fogo, como temos aqui na Terra. Com estes indícios, também se sabe que água pode fluir pelas entranhas do satélite. Na superfície a água em estado sólido é triturada pela ação do clima extremo, da erosão causada pelo impacto de ondas de seus oceanos, e cria uma camada de "areia de gelo", que formam dunas gigantescas. Mas talvez abaixo do solo, preservados pelo calor interno de Titã, existam reservatórios de água líquida que explodem em vulcões em certas áreas.
A existência de um clima dinâmico, transformações ativas de elementos em sua atmosfera, líquido na superfície e água, entre outras coisas, tornam Titã um mundo interessante dentro de nosso próprio Sistema Solar. Agora, após uma década do pouso da sonda Huygens, é perceptível que a ida até lá não foi em vão.
Estudos sobre Titã já indicavam que o satélite natural de Saturno tinha muita coisa bacana embaixo de sua camada de nuvens. Espectroscópios revelavam compostos químicos por lá que faziam de Titã uma espécie de imagem do passado Terrestre. Muito metano, oceanos e lagos da substância, densas nuvens e quase tudo congelado pela distância em relação ao Sol. A possibilidade de vida em Titã, ou do desenvolvimento da vida por lá, assim como aconteceu por aqui, alimentou a curiosidade de muitos por décadas desde que os primeiros dados coletados desenharam a composição do satélite. Ir até lá era necessário.
Em 1982 foi dado início ao projeto de uma missão não tripulada aos confins do Sistema Solar, rumo a Titã, em busca dos lagos de metano e densas nuvens ricas em elementos fundamentais para construção de seres vivos. Só em 1997 os módulos conseguiram decolar e começaram sua jornada que, em 2004, alcançaria a espetacular acompanhante de Saturno. De Julho de 2004 a Janeiro de 2005 a sonda permaneceu coletando dados em órbita, unida ao módulo que tinha a missão mais difícil e arriscada: aterrissar em Titã. E foi no dia 14 de Janeiro que o fato ocorreu, Cassini soltou o módulo Huygens rumo a superfície. O pouso foi um passo histórico para a humanidade. Agora tínhamos nossa presença num corpo espacial a meio caminho do extremo de nosso Sistema Solar. Um artefato criado por mãos humanas não apenas alcança uma "lua" em Saturno, mas pousa lá e envia dados de sua superfície de volta para a Terra.
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A imagem real da superfície de Titã, capturada pelo
módulo Huygens, que por pouco mais de uma hora
enviou dados da superfície para a Terra.
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Huygens trabalhou por pouco mais de uma hora, coletando e transmitindo dados. Suas baterias chegaram ao fim, sem nenhuma tomada por perto, e a missão foi completada com sucesso. Até os dias atuais estes dados ainda estão em análises por inúmeros cientistas pelo mundo todo, revelando nuances sobre Titã que só é possível conhecer ao experimentar o toque no solo gélido.
A primeira imagem da superfície chegou à Terra horas depois do pouso. Nela é possível ver rochas 'lapidadas' pela ação do clima em Titã. O satélite natural de Saturno possui semelhanças com a Terra não só em compostos orgânicos, mas também em ciclos que geram alterações climáticas. Há evaporização de líquidos e precipitação, bem como ventanias. Nuvens vagam pelo céu, se formando e dissipando-se em chuvas de metano basicamente. Com isto, não só lagos e oceanos surgem, mas rios caudalosos correm e enxurradas moldam parte da superfície, criando um cenário que nos parece bem familiar.
O deserto frio visto na imagem exibe uma espécie de irmã gêmea da Terra que não se desenvolveu como nós, mais próximos do calor do Sol. Titã também pode ser "viva por dentro". Há indícios de que seu interior ainda esteja aquecido o bastante para acionar vulcões. As erupções costumam lançar gelo e alguns hidrocarbonetos pelos ares, ao invés de rochas derretidas e fogo, como temos aqui na Terra. Com estes indícios, também se sabe que água pode fluir pelas entranhas do satélite. Na superfície a água em estado sólido é triturada pela ação do clima extremo, da erosão causada pelo impacto de ondas de seus oceanos, e cria uma camada de "areia de gelo", que formam dunas gigantescas. Mas talvez abaixo do solo, preservados pelo calor interno de Titã, existam reservatórios de água líquida que explodem em vulcões em certas áreas.
A existência de um clima dinâmico, transformações ativas de elementos em sua atmosfera, líquido na superfície e água, entre outras coisas, tornam Titã um mundo interessante dentro de nosso próprio Sistema Solar. Agora, após uma década do pouso da sonda Huygens, é perceptível que a ida até lá não foi em vão.
Fonte NASA - JPL News | Jet Propulsion Laboratory |
17:37
NASA Divulga Imagens de Mais Um Asteroide na Vizinhança
Escrito por William Santos | terça-feira, 7 de janeiro de 2014 | 17:37
O mais recente pedregulho orbitando em nossa vizinhança cósmica, detectado pelo programa NEOWISE, da NASA é apresentado em imagens de infravermelho. Trata-se de um asteroide com pouco mais de 600 metros de diâmetro, perambulando há uns 43 milhões de quilômetros de distância da Terra, o que em "termos astronômicos" é logo ali.
Embora o potencial pra passar de raspão no nosso planeta, ou até mesmo chocar-se contra nós, seja real, o asteroide não deve nos incomodar nos próximo cem anos, calculam os cientistas. Mas considerando que o plano de sua órbita seja apenas um pouco mais inclinado do que o plano da órbita dos planetas, em média, ele tem grandes chances de acabar entrando no caminho da Terra de surpresa caso alguma perturbação lhe ocorra, como a passagem de um cometa, ou até mesmo outra pedra ainda maior nas redondezas influenciando seu passeio. Por isso a NASA promete manter os olhos nele o tempo todo, a fim de detectar qualquer mudança que venha a nos ameaçar.
O programa NEOWISE, que conta com uma sonda espacial dedicada a mapear estas ameaças, localizou o asteroide no último mês de Dezembro. Logo ele foi batizado de 2013 YP139 e passou a ser acompanhado. Agora a NASA liberou imagens que o mostram passeando pelo espaço através de seu perfil no Google Plus. Veja o post original abaixo:
![]() |
O ponto vermelho no destaque é o asteroide, que só
é visível graças ao equipamento de infravermelho da
sonda
|
O programa NEOWISE, que conta com uma sonda espacial dedicada a mapear estas ameaças, localizou o asteroide no último mês de Dezembro. Logo ele foi batizado de 2013 YP139 e passou a ser acompanhado. Agora a NASA liberou imagens que o mostram passeando pelo espaço através de seu perfil no Google Plus. Veja o post original abaixo:
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08:19
Os astronautas da ISS, orbitando a Terra, resolveram dar um passeio do lado de fora da estação (na verdade foram consertar uma bomba d'água pifada). Claro que um passeio pelo espaço tinha que ser registrado. Usando uma Nikon D2Xs, o astronauta Richard Mastracchio (mas pode chamar de Rick) fotografou o colega de missão Mike Hopikins, de quebra ainda saiu na foto, refletido no visor do capacete de Hopkins. Ao fundo, simplesmente a imensidão azul do planeta onde a humanidade se abriga.
Belíssima imagem, rica em detalhes e nitidez.
Clique nela, abaixo, para ver em tamanho ampliado, e acompanhar a postagem da NASA no Google+
Uma Imagem Para 2013
Escrito por William Santos | sábado, 28 de dezembro de 2013 | 08:19
![]() |
| Rick Mastracchio, autor da foto |
Belíssima imagem, rica em detalhes e nitidez.
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