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12:17
Arqueólogos Contra Produções Televisivas de Péssimo Gosto
Escrito por William Santos | sábado, 9 de janeiro de 2016 | 12:17
A TV quase sempre teve uma inclinação para o sensacionalismo e a apelação. Tudo pela audiência! Aqui no Brasil não importa muito se é moralmente aceitável explorar determinadas coisas. Se atrai público, atrai publicidade e grana. É assim que se financia um canal e é assim que a TV brasileira tem se transformado num circo dos horrores, mesclado a trivialidades e todo o tipo de porcaria apelativa.
Já foi pior. Houve uma época em que o brasileiro tinha quase nenhuma opção. Canais abertos são terríveis, mas é o que chega à maioria das antenas. Anos atrás, os canais abertos tinham ainda mais força para ocupar o espaço de mídia entre os brasileiros. E ali, entre as piores produções, tinha-se de tudo: Tragédias eram exploradas até a última gota de sangue, bundas estavam nos programas de auditórios em finais de semana, todo o tipo de vulgaridade -- mesmo para quem não é dado ao puritanismo -- se tornava assunto principal nas telas, debatido por pessoas de mentes vazias propagando tolices com toda pompa. Hoje podemos dizer que se a TV continua como antes, não é mais tão grave, pois o acesso a outras mídias está ocupando cada vez mais o espaço da TV. Francamente, nem sei como anda a programação, acredito que possa até ter descido ainda mais o nível, pois na guerra por uma audiência, que a cada ano é menor em todos os canais, deve fazer com que as apelações se intensifiquem. O fato é que não estamos mais diante da TV, não importa mais.
Felizmente o modelo de transmissão de TV no Brasil, que copia o norte-americano, não é o único no mundo. Existem lugares onde os canais não são financiados apenas por publicidade e não precisam se preocupar unicamente em ter telespectadores diante da tela para atrair capital. Nestes lugares, a exemplo da Inglaterra, quem compra um aparelho de TV paga uma pequena taxa pelo acesso ao sinal, isto financia os canais, que usam a publicidade como complemento. O que possibilita que cada canal trabalhe sem a pressão de conseguir telespectadores a todo custo. Com isto, os ingleses acostumaram-se a programação de alta qualidade na TV. Alta qualidade se compararmos a nós, claro. Mesmo assim, ainda nos dias de hoje, vez por outra algum canal tem ideias infelizes por lá. É o caso do Channel 5 com uma série que mescla reality show com documentário. Intitulado de Battlefield Recovery, o programa é feito por uma produtora independente que colocou entusiastas da Segunda Guerra Mundial em busca de souvenirs oriundos das batalhas enterrados em solo europeu. Seria uma série pautada por arqueologia, mas ninguém na equipe é arqueólogo e este é só um dos problemas menores nesta história.
Com amadores em campo, equipados com detectores e dispostos a tudo para encontrar artefatos enterrados e negociá-los, o programa propicia atrocidades e atos desrespeitosos, como violação de túmulos acompanhado de entusiasmos diante de restos mortais. O impacto disto diante da sociedade científica é extremamente negativo. Não, não é visto como divulgação do conhecimento. Está longe de ser um programa para envolver pessoas com fatos históricos e com ciência. É apenas apelação grotesca feita para ser vendida para TV e gerar um boa grana aos produtores.
A ideia nem é tão original. Anos atrás a National Geographic havia recebido uma proposta igual, com outro nome: Nazi War Diggers. Quase dois anos atrás, o canal tradicional no ramo de documentários cogitou colocar a produção no ar, mas voltou atrás diante de inúmeros protestos. O programa atual, que é uma releitura do fracasso anterior, foi oferecido a diversos canais que veiculam produções com a temática. Recentemente os produtores receberam outro não, desta do History Channel. Mas a proposta conseguiu ir adiante com o Channel 5 na Inglaterra, o que tem levado parte da comunidade científica, arqueólogos e telespectadores comuns, além de membros da mídia britânica, a protestarem contra a intenção de apoiar tal produção.
Mesmo assim o Channel 5 afirma que deve colocar o programa no ar. O canal considera que nenhum ato dos produtores tenha sido ilegal, e de fato não é questão de legalidade. Assim como aqui, o que é legal nem sempre é moralmente aceitável. Os produtores caminharam sobre túmulos e retiraram artefatos com o consenso de autoridades locais. É isto que os responsáveis pelo canal enxergam, apenas isto: Se não tem problema com as "autoridades", pode ir ao ar. Claro que falam em "profunda análise sobre as abordagens feitas no programa, blá, blá, blá..." Mas o fato é que reality shows do tipo tem dado audiência e este pode ser uma boa forma de atrair atenção para o canal. Olhemos pelo lado bom: Pelo menos os grandes, como History Channel e National Geographic, rejeitam tais ideias. Sem precisar apelar pela audiência, nem sobrevivendo exclusivamente com a grana de publicidade, estes canais podem se dar ao luxo de rejeitar propostas imorais, preservando o mínimo de qualidade em suas grades.
Já foi pior. Houve uma época em que o brasileiro tinha quase nenhuma opção. Canais abertos são terríveis, mas é o que chega à maioria das antenas. Anos atrás, os canais abertos tinham ainda mais força para ocupar o espaço de mídia entre os brasileiros. E ali, entre as piores produções, tinha-se de tudo: Tragédias eram exploradas até a última gota de sangue, bundas estavam nos programas de auditórios em finais de semana, todo o tipo de vulgaridade -- mesmo para quem não é dado ao puritanismo -- se tornava assunto principal nas telas, debatido por pessoas de mentes vazias propagando tolices com toda pompa. Hoje podemos dizer que se a TV continua como antes, não é mais tão grave, pois o acesso a outras mídias está ocupando cada vez mais o espaço da TV. Francamente, nem sei como anda a programação, acredito que possa até ter descido ainda mais o nível, pois na guerra por uma audiência, que a cada ano é menor em todos os canais, deve fazer com que as apelações se intensifiquem. O fato é que não estamos mais diante da TV, não importa mais.
Felizmente o modelo de transmissão de TV no Brasil, que copia o norte-americano, não é o único no mundo. Existem lugares onde os canais não são financiados apenas por publicidade e não precisam se preocupar unicamente em ter telespectadores diante da tela para atrair capital. Nestes lugares, a exemplo da Inglaterra, quem compra um aparelho de TV paga uma pequena taxa pelo acesso ao sinal, isto financia os canais, que usam a publicidade como complemento. O que possibilita que cada canal trabalhe sem a pressão de conseguir telespectadores a todo custo. Com isto, os ingleses acostumaram-se a programação de alta qualidade na TV. Alta qualidade se compararmos a nós, claro. Mesmo assim, ainda nos dias de hoje, vez por outra algum canal tem ideias infelizes por lá. É o caso do Channel 5 com uma série que mescla reality show com documentário. Intitulado de Battlefield Recovery, o programa é feito por uma produtora independente que colocou entusiastas da Segunda Guerra Mundial em busca de souvenirs oriundos das batalhas enterrados em solo europeu. Seria uma série pautada por arqueologia, mas ninguém na equipe é arqueólogo e este é só um dos problemas menores nesta história.
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| Arqueologia ou violação de túmulos? Arqueólogos questionam a produção de Battlefield Recovery |
Com amadores em campo, equipados com detectores e dispostos a tudo para encontrar artefatos enterrados e negociá-los, o programa propicia atrocidades e atos desrespeitosos, como violação de túmulos acompanhado de entusiasmos diante de restos mortais. O impacto disto diante da sociedade científica é extremamente negativo. Não, não é visto como divulgação do conhecimento. Está longe de ser um programa para envolver pessoas com fatos históricos e com ciência. É apenas apelação grotesca feita para ser vendida para TV e gerar um boa grana aos produtores.
A ideia nem é tão original. Anos atrás a National Geographic havia recebido uma proposta igual, com outro nome: Nazi War Diggers. Quase dois anos atrás, o canal tradicional no ramo de documentários cogitou colocar a produção no ar, mas voltou atrás diante de inúmeros protestos. O programa atual, que é uma releitura do fracasso anterior, foi oferecido a diversos canais que veiculam produções com a temática. Recentemente os produtores receberam outro não, desta do History Channel. Mas a proposta conseguiu ir adiante com o Channel 5 na Inglaterra, o que tem levado parte da comunidade científica, arqueólogos e telespectadores comuns, além de membros da mídia britânica, a protestarem contra a intenção de apoiar tal produção.
Mesmo assim o Channel 5 afirma que deve colocar o programa no ar. O canal considera que nenhum ato dos produtores tenha sido ilegal, e de fato não é questão de legalidade. Assim como aqui, o que é legal nem sempre é moralmente aceitável. Os produtores caminharam sobre túmulos e retiraram artefatos com o consenso de autoridades locais. É isto que os responsáveis pelo canal enxergam, apenas isto: Se não tem problema com as "autoridades", pode ir ao ar. Claro que falam em "profunda análise sobre as abordagens feitas no programa, blá, blá, blá..." Mas o fato é que reality shows do tipo tem dado audiência e este pode ser uma boa forma de atrair atenção para o canal. Olhemos pelo lado bom: Pelo menos os grandes, como History Channel e National Geographic, rejeitam tais ideias. Sem precisar apelar pela audiência, nem sobrevivendo exclusivamente com a grana de publicidade, estes canais podem se dar ao luxo de rejeitar propostas imorais, preservando o mínimo de qualidade em suas grades.
Fonte: The Guardian
Marcadores:
Arqueologia,
Ciência,
TV
12:37
A Carta de Einsten em Apoio a Marie Curie, Contra o Sensacionalismo e Falsos Moralistas
Escrito por William Santos | quarta-feira, 10 de dezembro de 2014 | 12:37
Em uma das cartas escritas por Albert Einstein, entre várias que hoje se encontram publicadas online através da Universidade de Princeton, é possível ver como o cientista se preocupava com colegas e repudiava a ação de boateiros, alguns inclusive ligados a imprensa, invadindo a privacidade e criando estórias para vender papel manchado com tinta barata ao público. Alimentada por preconceitos e até ódio, algumas manchetes sobre a vida pessoal da pesquisadora eram mais interessantes do que aquelas abordando suas contribuições para o conhecimento humano. E acabavam se reproduzindo com mais intensidade, espalhando no meio público todo tipo de estupidez em nome do sensacionalismo.
Estamos diante de uma imprensa do início do século XX, há pouco mais de cem anos atrás, mas que mantém a mesma face nos dias de hoje. Distorcendo, manipulando e criando sensacionalismo para prender a atenção do maior número de pessoas possíveis. Pouco, ou quase nenhum escrúpulo, ainda são as regras do jornalismo em nosso mundo.
Pra entender um pouco mais a respeito da fúria de Einstein sobre a boataria em torno de Marie Curie, neste caso, é importante saber que ela, a brilhante cientista de origem polonesa, se destacava muito naquela época. Chegou a dois prêmios Nobel inclusive, um feito inédito na ocasião. Em 1903 ela dividiu seu primeiro prêmio com o esposo, por descobertas no campo da radioatividade. E menos de uma década depois, em 1911, ela recebia outro Nobel, por contribuições à química com a descoberta de novos elementos, o polônio e o rádio. Cem anos atrás, portanto, uma mulher se destacava no meio acadêmico e científico com descobertas e contribuições que iriam ajudar a moldar a ciência do século XX. Seria interessante se a opinião pública e a imprensa se ocupasse em festejar estas coisas e mostrar o quanto isto era bacana. Mas, assim como hoje, alguns estavam mais interessados em trollar a senhora Marie, vasculhar sua vida pessoal, fazer julgamentos, esforçando-se para diminuir seu brilho diante da opinião pública.
As implicâncias com Marie Curie se intensificam após a trágica morte de seu marido e parceiro em pesquisas, Pierre Curie. Três anos após o primeiro Nobel dedicado aos dois, Pierre sofre um trágico acidente. Marie continua os estudos e segue com as pesquisas por conta própria. Neste meio tempo, aproxima-se de um estudante de doutorado, Paul Langevin. Esta aproximação, aos olhos da imprensa, era mais interessante do que os estudos de ambos. Paul havia sido aluno de Pierre, agora estava ao lado da viúva de seu professor. Além disso, Langevin fora casado e estava 'afastado' da esposa, mas não separado oficialmente. O relacionamento entre Curie e Langevin passou então a ser o foco das atenções. Ai entra tudo o que sabemos sobre apelos a moralismos baratos e boataria irresponsável, tentando ocultar o brilhantismo de uma grande mulher.
Eis que Einstein, já com a paciência esgotada, resolve escrever para sua colega. Na carta é possível perceber que Albert não está muito a vontade com o assunto, mas não consegue se conter e demonstra que precisa desabafar. Oferecendo apoio a Marie, ele expõe sua fúria em trechos onde não poupa xingamentos aos "répteis", almas rastejantes e frias que se alimentam da sujeira que emana dos boatos e acusações infames contra uma figura tão admirável quanto aquela mulher que se debruçava sobre estudos a respeito da radiação e empunhava duas medalhas por isso.
Tradução: Versão própria com base no conteúdo da carta [Não fiel a todas as letras]
Marcadores:
Albert Einstein,
Ciência
11:59
Stephen Hawking Faz Alertas Sobre Riscos de Destruição do Universo
Escrito por William Santos | terça-feira, 9 de setembro de 2014 | 11:59
Inteligência artificial fora de controle é uma ameaça a humanidade, e a "partícula de Deus" pode abrir caminho para a destruição do universo.
São declarações bastante sensacionalistas e seriam tratadas como puro exagero, delírio, ou coisa do tipo. Mas ditas por um gênio reconhecido de nossa época, Stephen Hawking, é bom parar pra tentar compreender os argumentos que fundamentam os pitacos dele sobre o fim de tudo.
O Bóson de Higgs é o pilar da ideia sobre a possibilidade de catástrofe universal, dando fim a tudo. Uma partícula encontrada durante um experimento no Grande Colisionador de Hádrons -- LHC -- que fica no Cern, um centro de pesquisas na fronteira entre Suíça e França, o Bóson de Higgs foi batizado em homenagem ao cientista que previu sua existência em teoria, décadas atrás -- Peter Higgs, 1964 -- Mas logo também recebeu um apelido bem sugestivo: Partícula de Deus.
Basicamente, esta partícula é a fonte para explicar por que existe massa por todos os lados em todos os objetos compostos por átomos. Desde que a teoria sobre sua existência foi formulada, a perseguição pela detecção dela começou. Só agora um colisionador gigantesco e computadores sofisticados deram a possibilidade a físicos analisarem de perto a partícula.
No campo teórico, Hawking combatia a possibilidade de a partícula existir, até que o LHC conseguiu trazê-la à luz da ciência. Stephen então passou a demonstrar uma certa frustração, chegou a declarar que a física se tornava menos interessante a partir daquela descoberta. Mas, como um gênio e inquieto, logo passou a analisar por si mesmo a tal partícula e os dados das pesquisas.
De acordo com Stephen Hawking, é possível que o Bóson de Higgs represente uma ameaça ao universo, pois a partícula pode se tornar instável sob determinadas condições. E se isto ocorrer, o universo inteiro seria destroçado em um instante.
No entanto, para tornar o Bóson de Higgs perigoso, é preciso, de acordo com Hawking, coisa de 100 bilhões de giga elétron-volts. O que não é fácil de conseguir fazer. Porém, o fato de não ser fácil hoje, não significa dizer que continuará difícil num futuro próximo. Embora seja necessário basicamente construir uma máquina semelhante ao LHC, mas com um tamanho descomunal, que equivaleria a algo um pouco maior do que o planeta Terra inteiro, o fato é que se os pitacos de Stephen tiverem sentido o universo pode ir pro beleléu caso nós venhamos a nos empenhar em descobrir como gerar 100 bilhões de GeV. Se com a tecnologia de hoje é preciso um acelerador de partículas maior do que a Terra, amanhã pode ser mais fácil fazer o mesmo com uma máquina bem menor e acessível.
Lembremos do caso da quebra do átomo. Bastaram grande guerras no século XX para que a tecnologia fosse desenvolvida e possibilitasse a construção de bombas de poder altamente estúpido. A partir disto, não podemos desacreditar de nada. Se há possibilidade de destruir coisas, a humanidade se empenhará em fazer isto em algum momento, mesmo que seja o próprio universo inteiro sob ameaça de destruição.
São declarações bastante sensacionalistas e seriam tratadas como puro exagero, delírio, ou coisa do tipo. Mas ditas por um gênio reconhecido de nossa época, Stephen Hawking, é bom parar pra tentar compreender os argumentos que fundamentam os pitacos dele sobre o fim de tudo.
O Bóson de Higgs é o pilar da ideia sobre a possibilidade de catástrofe universal, dando fim a tudo. Uma partícula encontrada durante um experimento no Grande Colisionador de Hádrons -- LHC -- que fica no Cern, um centro de pesquisas na fronteira entre Suíça e França, o Bóson de Higgs foi batizado em homenagem ao cientista que previu sua existência em teoria, décadas atrás -- Peter Higgs, 1964 -- Mas logo também recebeu um apelido bem sugestivo: Partícula de Deus.
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| O Grande Colisionador de Hádrons é esta enorme máquina enterrada na fronteira entre França e Suíça. |
Basicamente, esta partícula é a fonte para explicar por que existe massa por todos os lados em todos os objetos compostos por átomos. Desde que a teoria sobre sua existência foi formulada, a perseguição pela detecção dela começou. Só agora um colisionador gigantesco e computadores sofisticados deram a possibilidade a físicos analisarem de perto a partícula.
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| Visto por dentro, o lugar onde cientistas trouxeram a "partícula de Deus" à luz da ciência. |
No campo teórico, Hawking combatia a possibilidade de a partícula existir, até que o LHC conseguiu trazê-la à luz da ciência. Stephen então passou a demonstrar uma certa frustração, chegou a declarar que a física se tornava menos interessante a partir daquela descoberta. Mas, como um gênio e inquieto, logo passou a analisar por si mesmo a tal partícula e os dados das pesquisas.
De acordo com Stephen Hawking, é possível que o Bóson de Higgs represente uma ameaça ao universo, pois a partícula pode se tornar instável sob determinadas condições. E se isto ocorrer, o universo inteiro seria destroçado em um instante.
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Projeção por computador da colisão de partículas que revelou
o Bóson de Higgs
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Lembremos do caso da quebra do átomo. Bastaram grande guerras no século XX para que a tecnologia fosse desenvolvida e possibilitasse a construção de bombas de poder altamente estúpido. A partir disto, não podemos desacreditar de nada. Se há possibilidade de destruir coisas, a humanidade se empenhará em fazer isto em algum momento, mesmo que seja o próprio universo inteiro sob ameaça de destruição.
Fonte: Digital Trends
Marcadores:
Boson Higgs,
Ciência,
Física,
Stephen Hawking
00:41
Na Rússia - Em Aula de Ciências, as Cobaias São os Alunos
Escrito por William Santos | quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 | 00:41
Tudo pela ciência? Então lá vai. A professora pega uma faca, esteriliza o braço da estudante, depois esteriliza a faca também e finalmente traça alguns cortes até que o sangue escorra.
É, mas não é bem assim. Não escorreu sangue exatamente do braço da menina. Tudo não passa de uma demostração em uma aula de química sobre como criar "sangue" artificialmente sobre a pele. O vídeo é bem interessante e chega a ser uma pequena aula de efeitos especiais. Confira ai abaixo:
A verdade é que o produto que vai sobre a pele da menina é um tipo de solução contendo íons de Tiocianato. Na faca é passado uma solução contendo Ferro. Quando as duas substâncias se encontram, com o toque da faca sobre a pele, acabam dando origem a isto: [Fe (SCN)] 2 +, que pode ser traduzido como um "líquido avermelhado, imitando sangue".
É, mas não é bem assim. Não escorreu sangue exatamente do braço da menina. Tudo não passa de uma demostração em uma aula de química sobre como criar "sangue" artificialmente sobre a pele. O vídeo é bem interessante e chega a ser uma pequena aula de efeitos especiais. Confira ai abaixo:
A verdade é que o produto que vai sobre a pele da menina é um tipo de solução contendo íons de Tiocianato. Na faca é passado uma solução contendo Ferro. Quando as duas substâncias se encontram, com o toque da faca sobre a pele, acabam dando origem a isto: [Fe (SCN)] 2 +, que pode ser traduzido como um "líquido avermelhado, imitando sangue".

















