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12:18
Como Funciona - Medidor de Velocidade do Ar em Aviões
Escrito por William Santos | quarta-feira, 19 de novembro de 2014 | 12:18
Para medir a velocidade de um automóvel, basta contar os giros das rodas e calcular a partir do diâmetro delas. Coisa simples de fazer. Mas uma aeronave obviamente não tem contato com o solo durante o voo. E a velocidade mais importante de ser medida pelos pilotos é relativa ao vento que corta as asas, pois são elas quem dão sustentação ao avião. Se esta velocidade é baixa, complica um bocado. Se ela se eleva demais, pode comprometer a segurança também. Dependendo da direção do vento e da força com a qual ele sopra, a velocidade em relação ao solo varia. E esta velocidade em relação ao solo é calculada por outros dispositivos, um pouco mais sofisticados.
Como o "velocímetro" do avião capta o ar e converte em informação no painel?
Enquanto nos automóveis tudo se faz basicamente através de relações entre engrenagens, capturando o giro das rodas e convertendo em impulso eletromagnético que aciona um ponteiro no painel, numa aeronave a alternativa mais simples encontrada foi a de captar a pressão que o ar exerce sobre membranas. Um mecanismo simples. Tão simples que aparenta ser menos complexo do que aquele usado nos automóveis.
Claro que o que está retratado no vídeo é um dispositivo mecânico e sem tanta sofisticação. E que existem outros dispositivos com a mesma finalidade, utilizando outros mecanismos. Mas todos se baseiam no mesmo princípio. Além do mais, uma aeronave pode possuir vários medidores do mesmo tipo em seu painel. É um recurso para não voar às cegas quando um dos medidores falhar. Geralmente, estes backups possuem tecnologias distintas também. O destaque no caso deste vídeo é que este modelo apresentado é extremamente simples, prático e confiável.
00:41
Na Rússia - Em Aula de Ciências, as Cobaias São os Alunos
Escrito por William Santos | quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 | 00:41
Tudo pela ciência? Então lá vai. A professora pega uma faca, esteriliza o braço da estudante, depois esteriliza a faca também e finalmente traça alguns cortes até que o sangue escorra.
É, mas não é bem assim. Não escorreu sangue exatamente do braço da menina. Tudo não passa de uma demostração em uma aula de química sobre como criar "sangue" artificialmente sobre a pele. O vídeo é bem interessante e chega a ser uma pequena aula de efeitos especiais. Confira ai abaixo:
A verdade é que o produto que vai sobre a pele da menina é um tipo de solução contendo íons de Tiocianato. Na faca é passado uma solução contendo Ferro. Quando as duas substâncias se encontram, com o toque da faca sobre a pele, acabam dando origem a isto: [Fe (SCN)] 2 +, que pode ser traduzido como um "líquido avermelhado, imitando sangue".
É, mas não é bem assim. Não escorreu sangue exatamente do braço da menina. Tudo não passa de uma demostração em uma aula de química sobre como criar "sangue" artificialmente sobre a pele. O vídeo é bem interessante e chega a ser uma pequena aula de efeitos especiais. Confira ai abaixo:
A verdade é que o produto que vai sobre a pele da menina é um tipo de solução contendo íons de Tiocianato. Na faca é passado uma solução contendo Ferro. Quando as duas substâncias se encontram, com o toque da faca sobre a pele, acabam dando origem a isto: [Fe (SCN)] 2 +, que pode ser traduzido como um "líquido avermelhado, imitando sangue".
19:52
Tutorial - Criando Um Mural de Imagens no GIMP
Escrito por William Santos | sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 | 19:52
Este vídeo tutorial bem simples mostra como fazer um mural usando o editor de imagens GIMP, que é uma alternativa livre ao Photoshop e pode ser obtido através do site oficial: http://www.gimp.org. Além de ser livre, o GIMP roda em todos os sistemas operacionais, podendo ser usado tanto em Linux quanto em Windows (o vídeo do tutorial é feito com o Ubuntu).
Em apenas 3 minutos é possível obter conhecimentos necessários para montar várias imagens em uma só tela.
Este é o primeiro vídeo do canal Digidicas, que em breve lançará outros diversos vídeos com tutoriais e dicas. Vale a pena se inscrever nele. Segue o vídeo abaixo.
Em apenas 3 minutos é possível obter conhecimentos necessários para montar várias imagens em uma só tela.
Este é o primeiro vídeo do canal Digidicas, que em breve lançará outros diversos vídeos com tutoriais e dicas. Vale a pena se inscrever nele. Segue o vídeo abaixo.
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19:50
Gran Turismo 6 a Caminho
Escrito por William Santos | quarta-feira, 15 de maio de 2013 | 19:50
Pois é, aquela conversa feia de que a série Gran Turismo encerraria na quinta edição não durou muito tempo. A Polyphony Digital já garantiu o lançamento da sexta edição do simulador de corridas clássico para Playstation.
Desde o Playstation One o Gran Tursimo reúne fans. Considerado um dos melhores simuladores de corrida disponível em sua época de lançamento, o velho GT sempre trouxe réplicas digitais super detalhadas dos clássicos do automobilismo mundial, tanto entre os automóveis disponíveis quanto aos circuitos.
Um jogo feito para quem gosta de corridas, mas antes de tudo para quem respira automobilismo e venera máquinas. O game evoluiu explorando estas características e se tornou referência absoluta. Se você assistir ao primeiro Velozes e Furiosos, por exemplo, verá o GT lá em uma das cenas, sendo jogado por um dos pilotos durante uma festinha. Curiosamente, foi o NFS que, após ao sucesso do filme, resolveu pagar pau para a película lançando a série Undergroud. O Gran Turismo preservou sempre sua alma de simulador, sem embarcar em ondas de momento, como o xuning e preservando corridas de verdade, com carros de verdade.
Mas o tempo passa, e concorrentes surgiram no mercado a exemplo do Forza GT, que é feito para a plataforma Xbox, concorrente da Sony. No entanto, o Gran Turismo é e sempre será uma referência, principalmente por conta do seu pioneirismo.
São 15 anos de Gran Turismo, o que me faz ter noção exata de o quanto estou velho (guiei a primeira versão no PS One), e é com essa marca que a Polyphony anuncia oficialmente a vinda do GT6. Um debutante que desta vez não surge em meio a ameaças de que será o último lançamento.
Abaixo está o vídeo com o anúncio oficial. Vale a pena conferir.
Desde o Playstation One o Gran Tursimo reúne fans. Considerado um dos melhores simuladores de corrida disponível em sua época de lançamento, o velho GT sempre trouxe réplicas digitais super detalhadas dos clássicos do automobilismo mundial, tanto entre os automóveis disponíveis quanto aos circuitos.

Um jogo feito para quem gosta de corridas, mas antes de tudo para quem respira automobilismo e venera máquinas. O game evoluiu explorando estas características e se tornou referência absoluta. Se você assistir ao primeiro Velozes e Furiosos, por exemplo, verá o GT lá em uma das cenas, sendo jogado por um dos pilotos durante uma festinha. Curiosamente, foi o NFS que, após ao sucesso do filme, resolveu pagar pau para a película lançando a série Undergroud. O Gran Turismo preservou sempre sua alma de simulador, sem embarcar em ondas de momento, como o xuning e preservando corridas de verdade, com carros de verdade.

Mas o tempo passa, e concorrentes surgiram no mercado a exemplo do Forza GT, que é feito para a plataforma Xbox, concorrente da Sony. No entanto, o Gran Turismo é e sempre será uma referência, principalmente por conta do seu pioneirismo.

São 15 anos de Gran Turismo, o que me faz ter noção exata de o quanto estou velho (guiei a primeira versão no PS One), e é com essa marca que a Polyphony anuncia oficialmente a vinda do GT6. Um debutante que desta vez não surge em meio a ameaças de que será o último lançamento.
Abaixo está o vídeo com o anúncio oficial. Vale a pena conferir.
16:28
O Lendário Circuito Oval de Monza
Escrito por William Santos | sábado, 26 de janeiro de 2013 | 16:28
Houve uma época em que quebrar recordes de velocidade era muito fascinante. E, por isso, muitos circuitos tinham pistas projetadas para permitir que os carros acelerassem, acelerassem mais ainda e continuassem acelerando até a última gota de combustível no tanque se fosse necessário. Estas pistas tinham traçado quase elíptico e, nas extremidades, curvas com inclinações brutais mantinham os bólidos grudados em seu piso enquanto desenvolviam velocidades máximas. É verdade que este tipo de traçado ainda existe hoje em dia, e muitas categorias correm nelas. Mas você já deve ter percebido o quanto é chato olhar um monte de carros dando centenas de voltas em circuitos ovais. Talvez seja interessante sentir de perto a velocidade estando na arquibancada do circuito, mas pela TV é um saco.
Os circuitos ovais foram perdendo espaço para os circuitos mistos à medida em que a busca por recordes de velocidade no solo deixou de ser uma das principais atrações nos eventos e o foco em segurança foi se definindo como extremamente importante. Ver carros acelerando infinitamente passou a ser tão normal quanto chato. Então a graça numa corrida passou a se voltar às manobras, sobretudo de ultrapassagem, e ao suspense sobre quem tem a melhor estratégia pra vencer. Ultrapassagens com emoção só encontramos em circuitos mistos, me desculpem os norte americanos e suas categorias caipiras fazendo centenas de voltas em ovais. Além disto é difícil oferecer segurança em circuitos onde o acelerador de máquinas com mais de mil cavalos está o tempo todo colado no assoalho.
Um dos circuitos mais tradicionais do universo está na Itália, chama-se Monza, e detém o título de um dos templos sagrados da velocidade. Monza não é só um circuito histórico, ele também está entre os mais rápidos, mesmo em seu traçado misto. Porém, o velho Monza esconde entorno de seu lendário circuito algumas relíquias da época em que o público se amontoava para ver calhambeques com motores esguelando-se no limite e atingindo velocidades impensáveis, para a primeira metade do século passado. Devia ser um barato ver aquelas máquinas meio desajeitadas passando a uns cento e tantos quilômetros por hora. Aliás, ver automóveis já devia ser bem legal. Correndo em uma pista insana então...
Monza nasceu para isto: Derrubar qualquer limite que impedisse acelerar ao infinito. E se manteve assim ao longo de quase um século, sendo ainda um circuito impressionante pela velocidade que se atinge entre suas retas chicanes e algumas curvas. Mas ao longo de tantas décadas, Monza mudou ficou maduro, responsável e seguro. Não deixou de ser divertido, mas nada que se compare à sua infância. Dela, o circuito preservou sua reta principal. Ali era um trecho do oval de Monza, que lançava as jabiracas velozes numa curva à direita lá por trás das arquibancadas de onde hoje fica a primeira chicane. Dali em diante os calhambeques seguiam por inclinações impressionantes, de pé embaixo, para cruzar sobre o atual circuito misto, num viaduto que ainda está no mesmo lugar e retornar por outra reta na outra extremidade, que iria desembocar na entrada da reta principal, através da segunda grande curva, com o mesmo raio da primeira, coincidindo com a curva hoje conhecida como "parabólica" numa fusão já no início da reta dos boxes novamente.
Quem assiste as corridas hoje, ou quem acostumou a assistir de uns 20 anos pra cá, talvez nem desconfie que Monza esconda um circuito oval tão incrível. Mas ele está lá, abandonado entre as árvores do parque ao redor do circuito misto. Alguns trechos são visíveis, como o viaduto sobre a pista, usado para estampar placas de publicidade, e uma pontinha do oval aparece quando vemos imagens de carros saindo da parabólica, em tomadas de frente. Ele está tão esquecido e tão escondido que para uma geração inteira nunca existiu.
Porém, suas curvas inclinadas, em formato parabólico, ainda resistem ao tempo em meio ao mato. As linhas de guard rail permanecem firmemente fixadas nas laterais, um tanto enferrujadas, é verdade, mas estão todos eles ali, congelados no tempo. Em algumas partes, nos curvões, o mato começa a invadir o asfalto que resta. Na reta oposta não há mais asfalto, apenas uma trilha na mata preserva o velho traçado. O circuito oval do autódromo de Monza repousa no parque como uma relíquia de outros tempos. Suas curvas ainda impressionam pela inclinação e exibem a face oculta do templo da velocidade.
De Janeiro de 1922, quando começaram a construção do autódromo, até as últimas corridas no circuito oval, grandes nomes do automobilismo rasgaram o asfalto naquelas curvas. Uma pista que antecedeu a tudo o que temos hoje no esporte a motor. Para se ter uma ideia, a Formula 1 só viria a aparecer em 1950, 28 anos depois do início da construção do Autódromo de Monza. Já em seu primeiro ano a categoria máxima do automobilismo teve uma de suas etapas disputadas no circuito oval, por onde correu por mais de dez anos, até que um dos acidentes mais trágicos da história do automobilismo, e o pior na história da Formula 1, ceifou a vida de 14 espectadores e do piloto alemão Wolfgang Von Trips em 1961. O desastre levou a Formula 1 a abandonar o traçado oval pela grande velocidade que os carros atingiam ali, tornando qualquer acidente potencialmente fatal.
Mas o oval de Monza continuou ativo por algumas décadas, usado por outras categorias. Em 1966 ele foi cenário para o clássico Gran Prix, filme que conta o drama de um piloto de Formula 1 após um grave acidente em Mônaco, vencedor de dois Oscar em 1967, por melhor edição de som e melhor montagem.
Palco De Tragédias
Acidentes e fatalidades acompanharam Monza desde pequenino. Nele, ainda em 1928, um acidente fatal encerrou a vida de Emilio Materassi, um importante piloto italiano, natural de Mugello, que competia ao lado de lendas com sobrenomes eternizados hoje, como Giulio Masetti e Enzo Ferrari.
A tragédia teve início na tentativa de ultrapassagem que Materassi fez sobre Giulio Foresti. Eles estavam a cerca de 200 Km/h quando uma leve alteração no traçado feito por Forest, que estava à frente, levou o Talbot 700 guiado por Materassi a tocar a roda dianteira na roda traseira do Bugatti guiado por Giulio Foresti. Descontrolado, o carro de Materassi voou sobre a platéia. Ele foi lançado para fora e bateu a cabeça numa mureta, mas chegou a levantar-se sozinho e até deu alguns passos, caindo logo em seguida e vindo a falecer por conta de forte hemorragia interna, sobretudo o derrame devido ao impacto forte na cabeça.
Dezenas de espectadores foram atingidos pelo carro de Emilio Materassi, que avançou sobre uma valeta de proteção e passou por cima da mureta e a cerca de proteção, uma estrutura com algo em torno de 4 metros de altura. Vinte pessoas morreram instantaneamente, outras mais de vinte foram socorridas, muitas em estado grave.
De certo modo, naquela ocasião o circuito já indicava o quanto era arriscado liberar pilotos para acelerar infinitamente em ovais.
Os Traços do Passado
É possível enxergar partes do antigo circuito oval ao olhar atrevés de alguns pontos do circuito misto atual no Autódromo. No mapa, olhando de cima, os dois se sobrepõem claramente, mas na pista atual só em alguns trechos é possível ver alguns traços das grandes curvas e guard rails do velho Monza Oval.
Os circuitos ovais foram perdendo espaço para os circuitos mistos à medida em que a busca por recordes de velocidade no solo deixou de ser uma das principais atrações nos eventos e o foco em segurança foi se definindo como extremamente importante. Ver carros acelerando infinitamente passou a ser tão normal quanto chato. Então a graça numa corrida passou a se voltar às manobras, sobretudo de ultrapassagem, e ao suspense sobre quem tem a melhor estratégia pra vencer. Ultrapassagens com emoção só encontramos em circuitos mistos, me desculpem os norte americanos e suas categorias caipiras fazendo centenas de voltas em ovais. Além disto é difícil oferecer segurança em circuitos onde o acelerador de máquinas com mais de mil cavalos está o tempo todo colado no assoalho.Um dos circuitos mais tradicionais do universo está na Itália, chama-se Monza, e detém o título de um dos templos sagrados da velocidade. Monza não é só um circuito histórico, ele também está entre os mais rápidos, mesmo em seu traçado misto. Porém, o velho Monza esconde entorno de seu lendário circuito algumas relíquias da época em que o público se amontoava para ver calhambeques com motores esguelando-se no limite e atingindo velocidades impensáveis, para a primeira metade do século passado. Devia ser um barato ver aquelas máquinas meio desajeitadas passando a uns cento e tantos quilômetros por hora. Aliás, ver automóveis já devia ser bem legal. Correndo em uma pista insana então...
Monza nasceu para isto: Derrubar qualquer limite que impedisse acelerar ao infinito. E se manteve assim ao longo de quase um século, sendo ainda um circuito impressionante pela velocidade que se atinge entre suas retas chicanes e algumas curvas. Mas ao longo de tantas décadas, Monza mudou ficou maduro, responsável e seguro. Não deixou de ser divertido, mas nada que se compare à sua infância. Dela, o circuito preservou sua reta principal. Ali era um trecho do oval de Monza, que lançava as jabiracas velozes numa curva à direita lá por trás das arquibancadas de onde hoje fica a primeira chicane. Dali em diante os calhambeques seguiam por inclinações impressionantes, de pé embaixo, para cruzar sobre o atual circuito misto, num viaduto que ainda está no mesmo lugar e retornar por outra reta na outra extremidade, que iria desembocar na entrada da reta principal, através da segunda grande curva, com o mesmo raio da primeira, coincidindo com a curva hoje conhecida como "parabólica" numa fusão já no início da reta dos boxes novamente.
Quem assiste as corridas hoje, ou quem acostumou a assistir de uns 20 anos pra cá, talvez nem desconfie que Monza esconda um circuito oval tão incrível. Mas ele está lá, abandonado entre as árvores do parque ao redor do circuito misto. Alguns trechos são visíveis, como o viaduto sobre a pista, usado para estampar placas de publicidade, e uma pontinha do oval aparece quando vemos imagens de carros saindo da parabólica, em tomadas de frente. Ele está tão esquecido e tão escondido que para uma geração inteira nunca existiu.
Porém, suas curvas inclinadas, em formato parabólico, ainda resistem ao tempo em meio ao mato. As linhas de guard rail permanecem firmemente fixadas nas laterais, um tanto enferrujadas, é verdade, mas estão todos eles ali, congelados no tempo. Em algumas partes, nos curvões, o mato começa a invadir o asfalto que resta. Na reta oposta não há mais asfalto, apenas uma trilha na mata preserva o velho traçado. O circuito oval do autódromo de Monza repousa no parque como uma relíquia de outros tempos. Suas curvas ainda impressionam pela inclinação e exibem a face oculta do templo da velocidade.
De Janeiro de 1922, quando começaram a construção do autódromo, até as últimas corridas no circuito oval, grandes nomes do automobilismo rasgaram o asfalto naquelas curvas. Uma pista que antecedeu a tudo o que temos hoje no esporte a motor. Para se ter uma ideia, a Formula 1 só viria a aparecer em 1950, 28 anos depois do início da construção do Autódromo de Monza. Já em seu primeiro ano a categoria máxima do automobilismo teve uma de suas etapas disputadas no circuito oval, por onde correu por mais de dez anos, até que um dos acidentes mais trágicos da história do automobilismo, e o pior na história da Formula 1, ceifou a vida de 14 espectadores e do piloto alemão Wolfgang Von Trips em 1961. O desastre levou a Formula 1 a abandonar o traçado oval pela grande velocidade que os carros atingiam ali, tornando qualquer acidente potencialmente fatal.
Mas o oval de Monza continuou ativo por algumas décadas, usado por outras categorias. Em 1966 ele foi cenário para o clássico Gran Prix, filme que conta o drama de um piloto de Formula 1 após um grave acidente em Mônaco, vencedor de dois Oscar em 1967, por melhor edição de som e melhor montagem.
Palco De Tragédias
Acidentes e fatalidades acompanharam Monza desde pequenino. Nele, ainda em 1928, um acidente fatal encerrou a vida de Emilio Materassi, um importante piloto italiano, natural de Mugello, que competia ao lado de lendas com sobrenomes eternizados hoje, como Giulio Masetti e Enzo Ferrari.
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| Carro de Emilio Materassi após o acidente. A primeira grande tragédia em Monza |
Dezenas de espectadores foram atingidos pelo carro de Emilio Materassi, que avançou sobre uma valeta de proteção e passou por cima da mureta e a cerca de proteção, uma estrutura com algo em torno de 4 metros de altura. Vinte pessoas morreram instantaneamente, outras mais de vinte foram socorridas, muitas em estado grave.
De certo modo, naquela ocasião o circuito já indicava o quanto era arriscado liberar pilotos para acelerar infinitamente em ovais.
Os Traços do Passado
É possível enxergar partes do antigo circuito oval ao olhar atrevés de alguns pontos do circuito misto atual no Autódromo. No mapa, olhando de cima, os dois se sobrepõem claramente, mas na pista atual só em alguns trechos é possível ver alguns traços das grandes curvas e guard rails do velho Monza Oval.
Na imagem acima, 4 pontos foram marcados e abaixo estão imagens com a visão da pista atual onde detalhes do oval estão ainda visíveis.
Ponto A
A esquerda da imagem está a atual curva Parabólica, que traz os carros para a reta dos boxes. E a direita é possível ver a saída de uma das curvas do circuito oval que desembocava na mesma reta. Note que, seguindo a certa além da área de escape, velhos guard rails meio enferrujados adentram a floresta.
Ponto B
Ao chegar no final da reta, na entrada da chicane é possível observar em meio às arquibancadas o trajeto da enorme curva inclinada do circuito oval. Destacado na imagem acima na faixa central em cores naturais, em contraste com o tom azulado.
Ponto C
Mais uma imagem de dentro da chicane, onde é visível o trecho do Oval. Destacado com cores reais em contraste com os tons azulados.
Ponto D
Uma das melhores vistas que se tem hoje da pista antiga quando estamos assistindo corridas pela TV em Monza é esta, do viaduto sobre a reta que segue por trás do circuito. Acima dele dá pra ter uma noção exata da inclinação do curvão do circuito oval, parece uma parede passando entre as árvores na floresta.
Agora para sentir o que era dar uma volta em Monza de pé embaixo num charutinho no meio dos anos 60, só assistindo a este vídeo no Youtube, provavelmente um trecho do filme Gran Prix, de 1966.
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Wozniak Diz Que Produção Do Filme Sobre Steve Jobs Exagerou Demais
Escrito por William Santos | sexta-feira, 25 de janeiro de 2013 | 11:53
O co fundador da Apple Computers, Steve Wozniak, ficou mordido com os produtores do filme biográfico sobre a vida do lendário Steve Jobs, com quem fundou a empresa que deu origem à computação pessoal.
Isto porque a produção do filme, pelo que foi visto em um pequeno trecho divulgado, mostra um diálogo irreal sobre a criação do primeiro computador feito por eles. Segundo o Wozniak, aquele nunca foi o modo como o qual ambos se comportaram ao longo dos seus primeiros passos. O filme, ao que parece, mostra um Jobs visionário demais.
Steve Wozniak escreveu para o site Gizmodo norte americano (há uma versão brasileira também do Gizmodo) explicando que nunca tiveram aquele diálogo mostrado no trailer. Não daquela forma. A inspiração sobre computadores de uso pessoal não teria vindo direto da cabeça iluminada de Jobs, mas sim do que o Wozniak via durante eventos na faculdade.Steve Jobs encontrava meios de fazer grana com os dispositivos eletrônicos construídos e era bom com os negócios, que tinham por objetivo ajudar a construir as máquinas de Woz. Lógico que depois as coisas mudaram, e muito, principalmente quando a Intel colocou US$ 250 mil na mão deles para saírem da garagem da casa de Jobs e montarem uma linha de produção menos artesanal.
Trecho do filme jOBS, divulgado, está ai no vídeo logo abaixo:
O filme, com Ashton Kutcher representando o Steve Jobs, tem data de estréia prevista para Abril nos EUA.
[Fontes: Gizmodo US e Digital Trends]
Isto porque a produção do filme, pelo que foi visto em um pequeno trecho divulgado, mostra um diálogo irreal sobre a criação do primeiro computador feito por eles. Segundo o Wozniak, aquele nunca foi o modo como o qual ambos se comportaram ao longo dos seus primeiros passos. O filme, ao que parece, mostra um Jobs visionário demais.
Steve Wozniak escreveu para o site Gizmodo norte americano (há uma versão brasileira também do Gizmodo) explicando que nunca tiveram aquele diálogo mostrado no trailer. Não daquela forma. A inspiração sobre computadores de uso pessoal não teria vindo direto da cabeça iluminada de Jobs, mas sim do que o Wozniak via durante eventos na faculdade.Steve Jobs encontrava meios de fazer grana com os dispositivos eletrônicos construídos e era bom com os negócios, que tinham por objetivo ajudar a construir as máquinas de Woz. Lógico que depois as coisas mudaram, e muito, principalmente quando a Intel colocou US$ 250 mil na mão deles para saírem da garagem da casa de Jobs e montarem uma linha de produção menos artesanal.
Trecho do filme jOBS, divulgado, está ai no vídeo logo abaixo:
O filme, com Ashton Kutcher representando o Steve Jobs, tem data de estréia prevista para Abril nos EUA.
[Fontes: Gizmodo US e Digital Trends]
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19:38
Cyberpunk 2077
Escrito por William Santos | quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 | 19:38
Em 2077 os implantes de componentes eletrônicos e a cibernética embarcada no corpo humano serão tão comuns que se tornarão um problema semelhante aos das drogas hoje em dia. Evidente que muitos vão ultrapassar muito os limites, fazendo uso ilegal destes recursos e se transformando em monstros cibernéticos perigosos, ou apenas lindas moças com facas embutidas nos braços.
Assassinos frios, não apenas se revoltam contra sua própria estrutura biológica, mas passam a perseguir e matar os “pacotes de carne”, apelido que eles mesmos dão aos humanos que ainda preservam a maior parte de suas estruturas de carne e osso.
A Cidade da Noite (Night City) é onde estes conflitos entre humanos e ciborgues são mais intensos. Violência, opressão, sujeira e jogos de interesses políticos, corporações inescrupulosas e crime organizado, completam o cenário do inferno –que nada. Quem pensou nisto não deve conhecer Bayeux, cidade onde eu moro. Night City parece ser tranquila do ponto de vista daqui – e é lá que você terá que viver a trama de um dos jogos mais legais que devem surgir nos próximos... anos? O game em questão é o Cyberpunk 2077. Sua produção está rolando já há um tempinho e pouco se sabe a respeito de quando deve estrear. Já rolaram informações de que só em 2015 ele será posto a venda.
Por enquanto, temos um belo teaser e algumas imagens do making of. Além disto, também se sabe que seus desenvolvedores trabalham duro para construir uma cidade virtual completa, cheia de detalhes e sem nenhuma restrição para que o jogador possa fazer o que der na telha quando decidir sair pra dar um passeio. Algo no estilo GTA, mas ainda mais aberto e muito mais amplo.
Para qual plataforma será o jogo? Também não há informação segura ainda, mas há quase certeza de que ele deve sair para PCs.
Abaixo dá pra conferir o teaser do jogo que, se não tem uma estória muito empolgante pra contar, pelo menos oferece imagens com qualidade impressionante e promete ser muito bacana a medida que traz um "mundo aberto" por onde perambular nos momentos de tédio.
Assassinos frios, não apenas se revoltam contra sua própria estrutura biológica, mas passam a perseguir e matar os “pacotes de carne”, apelido que eles mesmos dão aos humanos que ainda preservam a maior parte de suas estruturas de carne e osso.
A Cidade da Noite (Night City) é onde estes conflitos entre humanos e ciborgues são mais intensos. Violência, opressão, sujeira e jogos de interesses políticos, corporações inescrupulosas e crime organizado, completam o cenário do inferno –
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| No estúdio, a atriz real preparando-se para ser escaneada e transformada num dos personagens do jogo visto no teaser |
Por enquanto, temos um belo teaser e algumas imagens do making of. Além disto, também se sabe que seus desenvolvedores trabalham duro para construir uma cidade virtual completa, cheia de detalhes e sem nenhuma restrição para que o jogador possa fazer o que der na telha quando decidir sair pra dar um passeio. Algo no estilo GTA, mas ainda mais aberto e muito mais amplo.
Para qual plataforma será o jogo? Também não há informação segura ainda, mas há quase certeza de que ele deve sair para PCs.
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| A imagem real da atriz recebe elementos de computação gráfica 3D, adicionando armas afiadas aos seus braços |
13:49
Os pilantras estão em apuros. Com a justiça brasileira disposta a fazer alguma coisa, muitos políticos enfrentam problemas que os incomodam bastante. Mas isto por si só não é o suficiente para impedir que a picaretagem reine no poder público, levada por porcos que dominam, ainda, o cenário político no Brasil. É preciso ocupar os espaços após as quedas de cada um deles.
Por isso pessoas realmente capazes de entender o que é cidadania e dispostas a construir uma nação limpa, justa e próspera, precisa aproximar-se mais da política neste momento. Do contrário seremos apenas um monte de bundão reclamando de tudo e praticando sofativismo, compartilhando frases de efeito em redes sociais e fingindo indignação enquanto somos roubados e abusados por canalhas que ainda reinam na nossa política.
Aproveite o momento que o país vive, não espere que a Globo mande você fazer algo simbólico e ineficaz, levante dai e procure um meio de enfiar o bedelho na vida política da sua cidade.
Recomendo assistir a este vídeo do Rafinha Bastos e refletir sobre o que você pode fazer pra não permitir que este momento passe em branco. Garanto que no futuro você só vai se arrepender se não tiver agido agora.
Rafinha Bastos - Para Tirar o País Das Mãos Dos FDP
Escrito por William Santos | sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 | 13:49
Por isso pessoas realmente capazes de entender o que é cidadania e dispostas a construir uma nação limpa, justa e próspera, precisa aproximar-se mais da política neste momento. Do contrário seremos apenas um monte de bundão reclamando de tudo e praticando sofativismo, compartilhando frases de efeito em redes sociais e fingindo indignação enquanto somos roubados e abusados por canalhas que ainda reinam na nossa política.
Aproveite o momento que o país vive, não espere que a Globo mande você fazer algo simbólico e ineficaz, levante dai e procure um meio de enfiar o bedelho na vida política da sua cidade.
Recomendo assistir a este vídeo do Rafinha Bastos e refletir sobre o que você pode fazer pra não permitir que este momento passe em branco. Garanto que no futuro você só vai se arrepender se não tiver agido agora.
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15:27
As máquinas já começaram a dominar os palcos. Robôs similares aos usados em linhas de produção nas fábricas, construídos com atuadores hidráulicos e controlados por instruções fornecidas por computador, tocam cover de músicas de bandas consagradas de rock. Estes robôs são feitos para realizar funções específicas, sendo cada um projetado para manipular um instrumento musical. Esta é a Compressorhead!
Androides Metaleiros Dão Show de Tecnologia
Escrito por William Santos | terça-feira, 8 de janeiro de 2013 | 15:27

O baterista foi a primeira máquina construída na banda e possui 4 braços para dar conta de acionar todos os tambores e pratos de sua bateria, além de dois pés com os quais ele aciona os chutes. Não é nem de longe um androide com feições humanas. E também não é capaz de fazer nada que não envolva a atividade para a qual foi projetado. Mesmo assim ele é fascinante quando quando ligado obedecendo aos comandos digitais que recebe do computador. As instruções dos programadores são efetuadas com precisão impressionante pelo Stickboy -- nome bem apropriado que recebeu em seu batismo -- tocando a bateria como os grandes artistas de carne e osso.
O segundo integrante da banda é um guitarrista que, para reproduzir o talento humano, possui 78 dedos dispostos sobre o instrumento. Assim como o Stickboy, ele não consegue fazer nada além daquilo para o qual foi projetado; mas quando está em ação, garante o espetáculo com sua guitarra soando acordes precisos. Seu nome é Fingers, em homenagem aos 78 atuadores acionados por pressão hidráulica que compõe seus dedos.
Já o baixista, Bones, é um simpático robô com membros que lembram mãos, com cinco dedos. Ele usa seus dedos articulados para manipular o baixo em performances no palco. Sua exatidão vem da programação feita em computador, assim como acontece com os demais membros da banda.
A tecnologia por trás destes robôs são até comuns hoje em dia dentro de galpões de fábricas em produção de diversos bens manufaturados. Suas performances permitem que as pessoas vejam como a engenharia mecânica avançou nos últimos anos, permitindo que máquinas reproduzam movimentos humanos requintados, como os que possibilitam tocar instrumentos.
O próximo passo imaginado é o de evoluir no campo lógico, através dos softwares que rodam nos computadores que controlam a banda. Estes programas, com avanço da inteligência artificial, pode um dia possibilitar que tais máquinas componham suas próprias músicas. Claro que isto é uma especulação e talvez a evolução das máquinas não siga por este caminho, mas que esta possibilidade existe e é real, sim, ela existe.
Dai então teremos a velha ideia sobre a indústria musical levada ao pé da letra, com bandas construídas em laboratórios, através de estudos científicos precisos, capazes de compôr músicas originais e, ainda por cima, realizar shows ao vivo com performances no palco. Tudo isto feito da mesma forma como se faz qualquer automóvel hoje em dia, com alguns técnicos, um monte de computadores e robôs colocando a mão na massa.
Tudo bem que a banda é controlada por computadores operando máquinas de alta precisão mecânica, mas isto não tira o brilho de um show ao vivo. Eles tocam os instrumentos de verdade, o som que vem do palco é originado nos instrumentos, sem nenhum playback. Além disso, a performance dos robôs no palco é um show à parte, imitando gestos bastante clichês de metaleiros em êxtase.
A banda Compressorhead (uma forma de parodiar o nome da banda britânica Motorhead) atualmente só toca cover de bandas de metal. Seu repertório é formado por músicas da própria Motorhead e também de outras bandas, como é o caso da banda Pantera, visto abaixo no vídeo.
Para acessar o site oficial deles, o endereço é este aqui: http://compressorheadband.com/. Lá existem mais informações (em inglês), vídeos e imagens dos robôs metaleiros.
Para acessar o site oficial deles, o endereço é este aqui: http://compressorheadband.com/. Lá existem mais informações (em inglês), vídeos e imagens dos robôs metaleiros.
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Filme - O Voo
Escrito por William Santos | domingo, 6 de janeiro de 2013 | 03:16
Filme bom a caminho, com assinatura do mesmo diretor de O Naufrago, Robert Zemeckis, -- que, por acaso, também dirigiu o épico Forrest Gump -- e exibindo Denzel Washington no papel principal.
O drama envolve um um comandante de linha aérea com sérios problemas relacionados ao abuso de álcool e drogas. Não é difícil imaginar as confusões em que um piloto profissional com um perfil destes possa se meter, e os riscos que causaria na vida real. Mas o surpreendente no filme é que o comandante Whip Whitaker, vivido na tela por Denzel Washington, realiza um pouso impossível com sua aeronave completamente fora de controle.
Suas manobras salvam centenas de vidas a bordo e ele é levado ao status de herói, enquanto ao mesmo tempo torna-se alvo de investigação e se vê diante da possibilidade de ir parar na cadeia.
O filme promete ser bacana a medida em que coloca este dilema onde o herói tem falhas graves e pode ter sido o causador de toda a situação trágica vivida por pessoas inocentes naquele voo. Ao mesmo tempo, ele é o único que deve receber o mérito por colocar a aeronave em solo de uma forma como nenhum outro teria sido capaz. Mesmo quando as investigações apontam para falhas mecânicas como a causa principal do acidente, o comandante Whitaker ainda permanece sob a pressão da opinião pública após a exposição de seus problemas com drogas.
A estréia de O Voo no Brasil está marcada para o dia 8 de Fevereiro nos cinemas. Nos EUA, onde estreou no final do ano passado, o filme teve que disputar com a produção da Disney, Detona Ralph, mas ainda assim manteve uma ótima bilheteria, alcançando a marca de US$ 24,9 milhões em sua estréia ficando com o segundo posto de maior bilheteria na ocasião.
No elenco, além de Denzel Washington, estão: Don Cheadle, Kelly Reilly, John Goodman e outros.
Este é um filme que traz um drama do mundo real, embora seja inteiro baseado em ficção. Heróis do mundo real tem seus defeitos, são humanos e carregados de falhas. No mínimo ele nos permite algumas sérias reflexões, indo além de sequências de ação, destruição e pirotecnia.
Ao lado estão duas versões dos cartazes lançados nos EUA e abaixo segue o trailer publicado no Youtube.
O drama envolve um um comandante de linha aérea com sérios problemas relacionados ao abuso de álcool e drogas. Não é difícil imaginar as confusões em que um piloto profissional com um perfil destes possa se meter, e os riscos que causaria na vida real. Mas o surpreendente no filme é que o comandante Whip Whitaker, vivido na tela por Denzel Washington, realiza um pouso impossível com sua aeronave completamente fora de controle.
Suas manobras salvam centenas de vidas a bordo e ele é levado ao status de herói, enquanto ao mesmo tempo torna-se alvo de investigação e se vê diante da possibilidade de ir parar na cadeia.
O filme promete ser bacana a medida em que coloca este dilema onde o herói tem falhas graves e pode ter sido o causador de toda a situação trágica vivida por pessoas inocentes naquele voo. Ao mesmo tempo, ele é o único que deve receber o mérito por colocar a aeronave em solo de uma forma como nenhum outro teria sido capaz. Mesmo quando as investigações apontam para falhas mecânicas como a causa principal do acidente, o comandante Whitaker ainda permanece sob a pressão da opinião pública após a exposição de seus problemas com drogas.
A estréia de O Voo no Brasil está marcada para o dia 8 de Fevereiro nos cinemas. Nos EUA, onde estreou no final do ano passado, o filme teve que disputar com a produção da Disney, Detona Ralph, mas ainda assim manteve uma ótima bilheteria, alcançando a marca de US$ 24,9 milhões em sua estréia ficando com o segundo posto de maior bilheteria na ocasião.
No elenco, além de Denzel Washington, estão: Don Cheadle, Kelly Reilly, John Goodman e outros.
Este é um filme que traz um drama do mundo real, embora seja inteiro baseado em ficção. Heróis do mundo real tem seus defeitos, são humanos e carregados de falhas. No mínimo ele nos permite algumas sérias reflexões, indo além de sequências de ação, destruição e pirotecnia.
Ao lado estão duas versões dos cartazes lançados nos EUA e abaixo segue o trailer publicado no Youtube.
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12:04
Uma coisa é certa: nosso sistema eleitoral é péssimo. Em meio a tanto esforço para barrar políticos com passado sujo, ainda vemos alguns deles desafiarem até mesmo a justiça em busca de cargos. A certeza de que a população é desinformada e despolitizada também auxilia na manutenção de certos cretinos no poder.
Voto Distrital
Escrito por William Santos | sábado, 5 de janeiro de 2013 | 12:04
O movimento em prol do voto distrital está na web coletando assinaturas e, neste momento, já estão próximos de 200 mil adesões.
Embora estampem a esperança de que tal mudança reduza a corrupção, os autores reconhecem que esta simples alteração no sistema não é capaz de resolver todos os (piores) problemas que enfrentamos com nossos representantes políticos.
Não sei se o voto distrital seria a solução para tudo o que o movimento em torno dele acredita ser. Acho que é muita utopia acreditar que o sistema reduziria a corrupção eleitoral por exemplo, ou aproximasse tanto os representantes de seus eleitores, mas certamente permitiria simplificar bastante o processo eleitoral e talvez incentivasse muitos cidadãos de bem a participar da política indo além do depósito de um voto na urna. A longo prazo, quem sabe, as coisas mudariam com o sistema de voto distrital.
É Preciso Mais do Que isto
Não há solução mágica para o Brasil. Só políticos vendem esta ideia de que uma medida resolverá todos os males do país numa só tacada, do dia pra noite. Falam como se fossem gênios capazes de elaborar planos infalíveis durante as campanhas, depois passam o tempo todo pedindo paciência e, no fim, saem reclamando das pressões que sofrem ao longo do mandato e ridicularizando o próprio eleitor por ter acreditado em suas promessas. Numa campanha que visa aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro não se pode cometer o mesmo pecado dos próprios políticos. O voto distrital me parece ser uma boa ideia, mas precisamos debater mais soluções, algumas delas podem se integrar para construir novos recursos capazes de dificultar o acesso de bandidos na política, e não o de cidadãos de bem como acontece hoje em dia.
Voto Facultativo
Retirar a obrigatoriedade do voto, na minha opinião, é muito importante também. O voto tem que ser encarado como um compromisso, um exercício de cidadania e não como uma obrigação que, se desobedecida, renderá multa e diversas outras punições. Coagir eleitores a votar não é a forma mais inteligente de construir um estado democrático. O voto é livre, na marra? Tsc... O direito ao voto deve ser absoluto. Ninguém pode ser impedido de votar, esteja onde estiver. Dificultar o acesso de cidadãos a uma cabine de votação deve continuar sendo crime. Mas se o cidadão simplesmente não quiser ir votar, ele tem todo o direito de se abster. Esta coisa de obrigar pessoas a irem votar soa semelhante a regimes autoritários e só tem servido para disseminação de currais eleitorais pelo país inteiro.
É bom conhecer as propostas de alterações em nosso sistema eleitoral e participar dos movimentos que exigem mudanças. Não é nada inteligente se acomodar acreditando que está tudo bem do modo como está.
Aqui está o link para a página do movimento pelo voto distrital [ http://www.euvotodistrital.org.br/ ]. Aproveite para conhecer melhor a ideia. Veja o vídeo abaixo, muito bem feito e bastante didático, produzido por eles:
E ai, o que acha do voto distrital e voto facultativo? Use os comentários para expôr sua opinião, com toda a liberdade à qual nós temos direito.
11:15
Volvo - O Indestrutível
Escrito por William Santos | sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 | 11:15
Que os carros da marca sueca são referência quando se fala em segurança, todos sabemos. Mas ver uma station wagon quadradona fabricada entre 1994 e 1995 sendo usada como máquina de destruição em massa, aniquilando compactos europeus aos amassar feito latinhas de alumínio enquanto se mantém praticamente intacta, nos dá uma ideia melhor de até onde vai, não só a segurança, mas também a resistência dos carros fabricados pela Volvo há quase vinte anos atrás.
Considerem que carros nacionais fabricados na mesma época andam se desmanchando sozinhos. E esta velha perua quadradona da Volvo arrebenta tudo, compacta a lataria de dois outros carros -- incluindo o que parece ser um Fiat Panda, o equivalente distante ao nosso Fiat Uno na Europa -- capota, voa arrancando tetos de outros carrinhos, e continua funcionando perfeitamente. Quando penso que meu carro precisa de um alinhamento todo ano por conta dos inevitáveis buracos, e esta Volvo faz tudo isto e não para de funcionar, imagino que, mesmo com seus 20 anos, seria melhor eu comprar uma perua destas.
Volvo 850
O modelo usado no vídeo é um Volvo 850, que nunca chegou a ser um bom exemplo do melhor design dos anos 90. Era quadradão até mesmo para a época. Mas ainda assim não deixavam de ser carros respeitáveis, principalmente por conta da segurança, luxo e resistência mecânica -- ninguém imaginaria tanta resistência de sua mecânica a impactos também -- a perua (Ou station wagon, como preferir) deriva de um elegante sedã que traz o mesmo nome, com a numeração 850, diferenciando-se apenas pelo modelo.

No auge, este modelo de station wagon da Volvo disputou campeonatos de turismo pela Europa, sobretudo na Inglaterra, ganhando esportividade em sua alma, provavelmente pra abater o aspecto quadradão. Não dá pra dizer que, com todo seu apelo esportivo, a perua da Volvo fosse páreo para outras station wagon, a exemplo da Audi Avant RS, super preparada pelos alemães da Audi e com um design de tirar o fôlego. Mas se ela não tinha um corpinho perfeito e charme, pelo menos resistência a sueca tinha de sobra, e o vídeo postado aqui prova muito bem isto.
Considerem que carros nacionais fabricados na mesma época andam se desmanchando sozinhos. E esta velha perua quadradona da Volvo arrebenta tudo, compacta a lataria de dois outros carros -- incluindo o que parece ser um Fiat Panda, o equivalente distante ao nosso Fiat Uno na Europa -- capota, voa arrancando tetos de outros carrinhos, e continua funcionando perfeitamente. Quando penso que meu carro precisa de um alinhamento todo ano por conta dos inevitáveis buracos, e esta Volvo faz tudo isto e não para de funcionar, imagino que, mesmo com seus 20 anos, seria melhor eu comprar uma perua destas.
Volvo 850
O modelo usado no vídeo é um Volvo 850, que nunca chegou a ser um bom exemplo do melhor design dos anos 90. Era quadradão até mesmo para a época. Mas ainda assim não deixavam de ser carros respeitáveis, principalmente por conta da segurança, luxo e resistência mecânica -- ninguém imaginaria tanta resistência de sua mecânica a impactos também -- a perua (Ou station wagon, como preferir) deriva de um elegante sedã que traz o mesmo nome, com a numeração 850, diferenciando-se apenas pelo modelo.

No auge, este modelo de station wagon da Volvo disputou campeonatos de turismo pela Europa, sobretudo na Inglaterra, ganhando esportividade em sua alma, provavelmente pra abater o aspecto quadradão. Não dá pra dizer que, com todo seu apelo esportivo, a perua da Volvo fosse páreo para outras station wagon, a exemplo da Audi Avant RS, super preparada pelos alemães da Audi e com um design de tirar o fôlego. Mas se ela não tinha um corpinho perfeito e charme, pelo menos resistência a sueca tinha de sobra, e o vídeo postado aqui prova muito bem isto.
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20:59
Propaganda agressiva por décadas nos leva a acreditar em um sistema frágil e arcaico de votação eletrônica. Presos na primeira geração de equipamentos usados em eleições, estamos arriscando nosso futuro em máquinas frágeis e falhas. Sem a possibilidade de auditar resultados de eleições, o Brasil é o único país no mundo onde eleitores não sabem o que ocorre com seu próprio voto após acionar um botão na urna. Nenhum registro físico do voto é guardado como backup, para caso o sistema eletrônico falhe, ou seja manipulado. Vítimas do autoritarismo da justiça e envolvidos por campanhas pesadas em torno da segurança da urna eletrônica brasileira, estamos sob grande risco.
A propaganda do TSE sobre a urna eletrônica brasileira fala que somos exemplo pro resto do mundo. Mas se você pesquisar verá que o único país que usa o modelo de urna com a mesma tecnologia que a nossa é a Índia. Isto te faz supor duas coisas: Ou nossa urna eletrônica é ruim pra zaralho, ou as outras nações no globo estão tão atrasadas tecnologicamente em relação a nós que até hoje não sabem como construir uma urna eletrônica tão sofisticada e segura. É nesta segunda dedução que o TSE deseja que você acredite. Então considere o seguinte: além de nós, só a Índia, e não os EUA, ou a Alemanha, ou ainda o Japão, nem mesmo a Coréia, muito menos a China, usa este modelo de urna. Então, nós e os indianos somos os mais phodões do planeta quando o assunto é urna eletrônica segura, certo? Acredite no que você quiser, mas tire suas conclusões a partir de dados reais, e não da propaganda do TSE.
Gerações
É bom saber que, ao contrário do que parece pelas propagandas que vemos sobre nosso sistema eleitoral eletrônico, não somos, junto com a Índia, as únicas duas nações a ter um sistema destes em atividade a cada eleição. Nos EUA também se faz eleições com urnas eletrônicas, na Venezuela e na Argentina os cidadãos votam por meio de urnas eletrônicas. Quando o Brasil implantou o sistema de votação através do voto eletrônico, diversos países enviaram técnicos e representantes para ver como nos saiamos com tal tecnologia, que na Índia já era experimentada desde 1990, e na Holanda, em 1991 também foram feitos experimentos. Boa parte voltou para seus países e determinaram que o que estávamos fazendo aqui não era interessante, ainda. O atraso na difusão do sistema de votação eletrônico em diversos lugares se deve a isto: cautela. Então as urnas eletrônicas evoluíram, melhorias foram implantadas e elas avançaram 3 gerações, até serem adotadas por diversos países. Mas não se anime com isto, pois as urnas de segunda e terceira geração nunca foram usadas aqui.
Sim, estamos com as mesmas urnas de 1996. Na prática é isto, urnas que usam a mesma base tecnológica de quase 20 anos atrás. E que na época de seu “lançamento”, foi considerada incapaz de assegurar uma eleição segura em diversos países. Por isso o Brasil se manteve praticamente solitário como país onde as eleições eram feitas em urnas eletrônicas por vários anos. Estas urnas só chegaram a alguns países recentemente, quando a terceira geração foi lançada, com aperfeiçoamentos gigantescos, principalmente em relação às nossas de primeira geração. Neste meio tempo fomos ultrapassados por todos os países que adoram eleições por meio desta ferramenta digital, até mesmo a Índia, onde ainda se faz eleição com urnas com a mesma tecnologia que a nossa – primeira geração – já está realizando a transição para as urnas de segunda geração.
Questão de opção
Evoluir para a segunda geração ou direto para a terceira geração de urnas eletrônicas, seria simples, não fosse, segundo alguns especialistas no assunto, pela insistência do TSE em manter-se na primeira geração. A sugestão de adotarmos urnas de segunda geração teria sido rejeitada através de manobras no judiciário. O argumento principal para recusar as urnas de segunda geração está no registro impresso do voto, que permite auditoria após as eleições, caso algum problema seja registrado. O tribunal desconfia de que tal registro impresso possa fragilizar o sigilo do voto.
Sem auditoria
A impossibilidade de auditoria é o Calcanhar de Aquiles de nossas urnas atuais, da primeira geração. A segunda geração de urnas eletrônicas imprime o voto e o deposita em uma urna física após a confirmação do eleitor. Ou seja: você vota, como sempre votou na urna que conhece, mas precisa confirmar duas vezes. Na primeira confirmação ela imprime seu voto e você o confere no visor da impressora. Se estiver de acordo com o voto realizado na tela, então faz-se a segunda confirmação, que marca o voto como válido e ele é depositado imediata e automaticamente na urna física. Caso contrário, o voto é marcado como inválido pelo próprio eleitor e é descartado numa futura auditoria.
Em certos países onde estas urnas foram adotadas, a contagem dos votos se dá de forma eletrônica, agilizando o processo de apuração e o tornando tão rápido quanto o nosso. Mas em seguida uma auditoria abre as urnas físicas e verifica, em uma apuração paralela, se um determinado percentual dos votos impressos bate com a apuração eletrônica. Em alguns dias a auditoria publica o resultado, confirmando a validade da eleição e excluindo qualquer chance de falhas ou erros, seja nos registros dos votos eletrônicos, ou na contagem dos mesmos. Um fato curioso sobre as urnas de segunda geração é que ela foi posta em prática pela primeira vez na Venezuela, como uma imposição da OEA sob o temor de que o Hugo Chavez usasse parte do seu poder para manipular eleições, corrompendo sistemas de urnas eletrônicas de primeira geração.
A Argentina tem um sistema de votação elogiável
A terceira geração de urnas eletrônicas é o mais próximo da perfeição que se pode chegar atualmente. Na Argentina elas já estrearam e apresentaram ao mundo uma eleição onde o eleitor podia votar da forma como bem entendesse, conferir o voto eletrônico, voltar atrás se achasse necessário e ter certeza de que o voto foi registrado exatamente como ele votou.
Usando telas de mais de vinte polegadas, com tecnologia touch screen, o eleitor votava pelo nome do candidato na tela, tocando sobre a foto (em cores) do candidato, na logomarca do partido, ou de qualquer forma, sem a necessidade de decorar, ou anotar, vários números para digitar. Além disso, não precisava seguir uma (para muitos ainda complicada) sequencia exata durante a votação. Ele poderia votar na ordem que bem entendesse, para presidente e deputado, ou vice versa, tanto faz. Tudo isto simplifica o processo de votação e torna fácil a compreensão do eleitor sobre como está sendo seu voto.
O eleitor recebe, no início da votação uma cédula em forma de cartão que insere na máquina para começar a votar. Ao concluir seu voto, ele o retira da máquina, contendo o seu voto registrado num chip e também impresso no verso da cédula. O eleitor precisa depositá-la depois numa urna física, mas antes pode passar o cartão num sensor de verificação que lhe mostra o resumo de seus votos gravados naquele chip. Ele confere tudo e, se algo estiver errado, ou se ele se arrepender, basta que rasgue o cartão neste momento. Em seguida ele receberá outro cartão do mesário para ir votar novamente. Só após confirmar que seu voto eletrônico, registrado no chip e impresso no verso do cartão cartão pela urna eletrônica, é o que ele realmente realizou, então o argentino deposita o cartão com o chip na urna física. Este ato, de depositar o cartão na urna, faz com que a urna eletrônica valide e encerre o processo de votação daquele eleitor, impedindo que ocorra duplicação de votos.
A urna eletrônica argentina tem os registros digitais de cada voto. Estes registros são usados para agilizar o processo de apuração, como feito aqui no Brasil. Mas se for necessário uma auditoria, os votos impressos são consultados, e os chips, onde foram gravados os votos eletrônicos idênticos aos registrados pela urna digitalmente, usados na apuração eletrônica, apontarão exatamente onde ocorreu alguma falha, caso haja incoerência entre as duas apurações, e servirão para apurar fraudes ou eventuais problemas.
No Brasil, coisas bizarras acontecem
Não é de hoje que surgem casos onde há suspeitas sobre apuração de votos e até mesmo registros incoerentes nas urnas pelo Brasil a fora. A realidade, infelizmente, não é nada animadora quando buscamos por processos de apuração destes casos. Na real, ao que parece é que os tribunais depositam uma confiança irracional sobre os aparelhos adotados no Brasil e rejeitam analisar a fundo qualquer denúncia, ou suspeita de fraudes ou falhas.
De acordo com uma entrevista do engenheiro Amílcar Brunazo Filho publicada no Youtube [você pode assistir ao vídeo no final deste post], num dos casos, em 2006 um candidato de Alagoas tentou acionar o tribunal após ter constatado problemas na contagem, de acordo com arquivos de log das urnas, entregues aos partidos justamente para que observem e ajudem o tribunal eleitoral a identificar falhas. Mas o candidato acabou sendo obrigado a desistir da ação, pois o tribunal exigiu que ele arcasse com os custos da auditoria, desembolsando R$ 2 milhões para isto. E ainda o condenou posteriormente por ter entrado com o recurso pedindo a verificação sobre o resultado e não ter aceitado pagar pela auditoria. A postura do tribunal pode parecer absurda, mas entenda que entrar com processo no TSE questionando falhas nas eleições envolve acusar o próprio TSE, que é o administrador das eleições, de falha. O tribunal é o administrador e ao mesmo tempo aquele que julga. Portanto, na prática não há como questioná-lo.
Urnas defeituosas
O defeito nas urnas foi constatado não só em Alagoas no ano de 2006. No Maranhão, no mesmo ano, as urnas apresentaram problemas parecidos com os ocorridos no estado de Alagoas. Isto colocou em xeque a confiabilidade das urnas. O TSE teria recolhido 6 mil unidades na ocasião e as deixou de fora de eleições seguintes, enquanto o processo de verificação rolava. Porém, nos EUA, onde o mesmo fabricante das urnas brasileiras, a empresa Diebold, fornecia urnas para eleições em diversos estados, falhas semelhantes também já haviam sido constatadas. Estas falhas levaram os EUA a banirem as urnas fornecidas por este fabricante por lá. Mas no Brasil, o TSE retirou as urnas que estavam envolvidas na suspeita de falhas, e encomendou outras milhares de urnas do mesmo fabricante para substituí-las.
Ou seja: defeitos que levam a punição do fabricante nos EUA, aqui no Brasil premiam o fabricante com encomendas milionárias.
Testes de integridade? Só sob controle
Todos vimos que o TSE convocou diversos “hackers” para tentarem invadir o sistema da urna brasileira, mas poucos sabem que o tal teste, onde as urnas se mostraram invioláveis, na real esteve sob rigoroso controle do próprio tribunal. Os “hackers” convidados não puderam usar ferramentas próprias, tiveram que tentar a invasão com softwares comerciais e licenciados, realizando ataques apenas em áreas pre determinadas pelo tribunal. Enfim, é como se cada hacker tivesse recebido um manual sobre o que fazer nas tentativas de invasão para [não] conseguir invadir a urna. Assim, terminados os testes, a propaganda do TSE foi divulgada com o máximo de orgulho afirmando que a urna brasileira era a mais segura do universo.
Sendo uma máquina de votar de primeira geração, a urna usada no Brasil, por si só, não pode garantir de forma alguma a segurança do voto. Em todos os países que realizam eleições por meio de urnas eletrônicas e realizam testes de invasão nas máquinas, sempre há sucesso, mesmo em máquinas modernas, de segunda e terceira gerações, hackers testando-as de forma livre conseguem invadir os sistemas. Mas estas máquinas de gerações posteriores possuem mecanismos que possibilitam a auditoria, checando se seus sistemas se mantiveram íntegros ou não durante a eleição. E caso algum indício de fraude ou falha seja levantado, o voto impresso permite chegar ao resultado real das eleições.
Na Alemanha é inconstitucional
Os alemães verificaram que sua constituição já torna as urnas de primeira geração ilegais. Isto porque ela não permitem averiguar a contagem dos votos por qualquer cidadão. Ou seja, ela não possibilita auditoria. E não é o único país a agir assim. Aqui do lado, no Paraguai, nossas urnas foram usadas, emprestadas pelo TSE, num teste realizado durante uma eleição. No fim, o Paraguai decidiu abolir o uso destas máquinas por lá, e hoje caminha para a adoção de urnas de segunda geração. Na Holanda, o segundo país a experimentar voto eletrônico, ainda em 1991, as máquinas de primeira geração, como a usada no Brasil, estão proibidas desde 2008, também por ser impossível auditar seu funcionamento.
Para acreditarmos que temos o melhor sistema eleitoral do planeta é preciso muita propaganda e bastante comodismo. Não é apenas um caso de urnas velhas e ultrapassadas, mas também de falta de todo um sistema melhor estruturado. Só no Brasil a justiça é quem executa o processo, analisa e julga. A justiça eleitoral brasileira, por melhor que seja e por mais que se esforça em sua função, acumula responsabilidades demais e acaba causando insegurança. Mas estas questões só poderão ser resolvidas um dia quando reformas profundas, incluindo a reforma política, ocorrer no Brasil. Porém, sabemos que estamos distantes de reformas deste tipo.
Para se aprofundar melhor no assunto, seguem sugestões:
Este vídeo, de 1h20min, traz uma entrevista do engenheiro Amílcar Brunazo Filho a respeito de questões levantadas neste post. Ele foi a principal inspiração para todo o texto acima.
O site Voto Seguro [Em: http://www.votoseguro.org/ ] contém muitos dados também a respeito de tudo relacionado a voto eletrônico.
Votos Inseguros
Escrito por William Santos | sábado, 29 de dezembro de 2012 | 20:59
Propaganda agressiva por décadas nos leva a acreditar em um sistema frágil e arcaico de votação eletrônica. Presos na primeira geração de equipamentos usados em eleições, estamos arriscando nosso futuro em máquinas frágeis e falhas. Sem a possibilidade de auditar resultados de eleições, o Brasil é o único país no mundo onde eleitores não sabem o que ocorre com seu próprio voto após acionar um botão na urna. Nenhum registro físico do voto é guardado como backup, para caso o sistema eletrônico falhe, ou seja manipulado. Vítimas do autoritarismo da justiça e envolvidos por campanhas pesadas em torno da segurança da urna eletrônica brasileira, estamos sob grande risco.
A propaganda do TSE sobre a urna eletrônica brasileira fala que somos exemplo pro resto do mundo. Mas se você pesquisar verá que o único país que usa o modelo de urna com a mesma tecnologia que a nossa é a Índia. Isto te faz supor duas coisas: Ou nossa urna eletrônica é ruim pra zaralho, ou as outras nações no globo estão tão atrasadas tecnologicamente em relação a nós que até hoje não sabem como construir uma urna eletrônica tão sofisticada e segura. É nesta segunda dedução que o TSE deseja que você acredite. Então considere o seguinte: além de nós, só a Índia, e não os EUA, ou a Alemanha, ou ainda o Japão, nem mesmo a Coréia, muito menos a China, usa este modelo de urna. Então, nós e os indianos somos os mais phodões do planeta quando o assunto é urna eletrônica segura, certo? Acredite no que você quiser, mas tire suas conclusões a partir de dados reais, e não da propaganda do TSE.
Gerações
É bom saber que, ao contrário do que parece pelas propagandas que vemos sobre nosso sistema eleitoral eletrônico, não somos, junto com a Índia, as únicas duas nações a ter um sistema destes em atividade a cada eleição. Nos EUA também se faz eleições com urnas eletrônicas, na Venezuela e na Argentina os cidadãos votam por meio de urnas eletrônicas. Quando o Brasil implantou o sistema de votação através do voto eletrônico, diversos países enviaram técnicos e representantes para ver como nos saiamos com tal tecnologia, que na Índia já era experimentada desde 1990, e na Holanda, em 1991 também foram feitos experimentos. Boa parte voltou para seus países e determinaram que o que estávamos fazendo aqui não era interessante, ainda. O atraso na difusão do sistema de votação eletrônico em diversos lugares se deve a isto: cautela. Então as urnas eletrônicas evoluíram, melhorias foram implantadas e elas avançaram 3 gerações, até serem adotadas por diversos países. Mas não se anime com isto, pois as urnas de segunda e terceira geração nunca foram usadas aqui.
Sim, estamos com as mesmas urnas de 1996. Na prática é isto, urnas que usam a mesma base tecnológica de quase 20 anos atrás. E que na época de seu “lançamento”, foi considerada incapaz de assegurar uma eleição segura em diversos países. Por isso o Brasil se manteve praticamente solitário como país onde as eleições eram feitas em urnas eletrônicas por vários anos. Estas urnas só chegaram a alguns países recentemente, quando a terceira geração foi lançada, com aperfeiçoamentos gigantescos, principalmente em relação às nossas de primeira geração. Neste meio tempo fomos ultrapassados por todos os países que adoram eleições por meio desta ferramenta digital, até mesmo a Índia, onde ainda se faz eleição com urnas com a mesma tecnologia que a nossa – primeira geração – já está realizando a transição para as urnas de segunda geração.
Questão de opção
Evoluir para a segunda geração ou direto para a terceira geração de urnas eletrônicas, seria simples, não fosse, segundo alguns especialistas no assunto, pela insistência do TSE em manter-se na primeira geração. A sugestão de adotarmos urnas de segunda geração teria sido rejeitada através de manobras no judiciário. O argumento principal para recusar as urnas de segunda geração está no registro impresso do voto, que permite auditoria após as eleições, caso algum problema seja registrado. O tribunal desconfia de que tal registro impresso possa fragilizar o sigilo do voto.
Sem auditoria
A impossibilidade de auditoria é o Calcanhar de Aquiles de nossas urnas atuais, da primeira geração. A segunda geração de urnas eletrônicas imprime o voto e o deposita em uma urna física após a confirmação do eleitor. Ou seja: você vota, como sempre votou na urna que conhece, mas precisa confirmar duas vezes. Na primeira confirmação ela imprime seu voto e você o confere no visor da impressora. Se estiver de acordo com o voto realizado na tela, então faz-se a segunda confirmação, que marca o voto como válido e ele é depositado imediata e automaticamente na urna física. Caso contrário, o voto é marcado como inválido pelo próprio eleitor e é descartado numa futura auditoria.
Em certos países onde estas urnas foram adotadas, a contagem dos votos se dá de forma eletrônica, agilizando o processo de apuração e o tornando tão rápido quanto o nosso. Mas em seguida uma auditoria abre as urnas físicas e verifica, em uma apuração paralela, se um determinado percentual dos votos impressos bate com a apuração eletrônica. Em alguns dias a auditoria publica o resultado, confirmando a validade da eleição e excluindo qualquer chance de falhas ou erros, seja nos registros dos votos eletrônicos, ou na contagem dos mesmos. Um fato curioso sobre as urnas de segunda geração é que ela foi posta em prática pela primeira vez na Venezuela, como uma imposição da OEA sob o temor de que o Hugo Chavez usasse parte do seu poder para manipular eleições, corrompendo sistemas de urnas eletrônicas de primeira geração.
A Argentina tem um sistema de votação elogiável
A terceira geração de urnas eletrônicas é o mais próximo da perfeição que se pode chegar atualmente. Na Argentina elas já estrearam e apresentaram ao mundo uma eleição onde o eleitor podia votar da forma como bem entendesse, conferir o voto eletrônico, voltar atrás se achasse necessário e ter certeza de que o voto foi registrado exatamente como ele votou.
Usando telas de mais de vinte polegadas, com tecnologia touch screen, o eleitor votava pelo nome do candidato na tela, tocando sobre a foto (em cores) do candidato, na logomarca do partido, ou de qualquer forma, sem a necessidade de decorar, ou anotar, vários números para digitar. Além disso, não precisava seguir uma (para muitos ainda complicada) sequencia exata durante a votação. Ele poderia votar na ordem que bem entendesse, para presidente e deputado, ou vice versa, tanto faz. Tudo isto simplifica o processo de votação e torna fácil a compreensão do eleitor sobre como está sendo seu voto.
O eleitor recebe, no início da votação uma cédula em forma de cartão que insere na máquina para começar a votar. Ao concluir seu voto, ele o retira da máquina, contendo o seu voto registrado num chip e também impresso no verso da cédula. O eleitor precisa depositá-la depois numa urna física, mas antes pode passar o cartão num sensor de verificação que lhe mostra o resumo de seus votos gravados naquele chip. Ele confere tudo e, se algo estiver errado, ou se ele se arrepender, basta que rasgue o cartão neste momento. Em seguida ele receberá outro cartão do mesário para ir votar novamente. Só após confirmar que seu voto eletrônico, registrado no chip e impresso no verso do cartão cartão pela urna eletrônica, é o que ele realmente realizou, então o argentino deposita o cartão com o chip na urna física. Este ato, de depositar o cartão na urna, faz com que a urna eletrônica valide e encerre o processo de votação daquele eleitor, impedindo que ocorra duplicação de votos.A urna eletrônica argentina tem os registros digitais de cada voto. Estes registros são usados para agilizar o processo de apuração, como feito aqui no Brasil. Mas se for necessário uma auditoria, os votos impressos são consultados, e os chips, onde foram gravados os votos eletrônicos idênticos aos registrados pela urna digitalmente, usados na apuração eletrônica, apontarão exatamente onde ocorreu alguma falha, caso haja incoerência entre as duas apurações, e servirão para apurar fraudes ou eventuais problemas.
No Brasil, coisas bizarras acontecem
Não é de hoje que surgem casos onde há suspeitas sobre apuração de votos e até mesmo registros incoerentes nas urnas pelo Brasil a fora. A realidade, infelizmente, não é nada animadora quando buscamos por processos de apuração destes casos. Na real, ao que parece é que os tribunais depositam uma confiança irracional sobre os aparelhos adotados no Brasil e rejeitam analisar a fundo qualquer denúncia, ou suspeita de fraudes ou falhas.
De acordo com uma entrevista do engenheiro Amílcar Brunazo Filho publicada no Youtube [você pode assistir ao vídeo no final deste post], num dos casos, em 2006 um candidato de Alagoas tentou acionar o tribunal após ter constatado problemas na contagem, de acordo com arquivos de log das urnas, entregues aos partidos justamente para que observem e ajudem o tribunal eleitoral a identificar falhas. Mas o candidato acabou sendo obrigado a desistir da ação, pois o tribunal exigiu que ele arcasse com os custos da auditoria, desembolsando R$ 2 milhões para isto. E ainda o condenou posteriormente por ter entrado com o recurso pedindo a verificação sobre o resultado e não ter aceitado pagar pela auditoria. A postura do tribunal pode parecer absurda, mas entenda que entrar com processo no TSE questionando falhas nas eleições envolve acusar o próprio TSE, que é o administrador das eleições, de falha. O tribunal é o administrador e ao mesmo tempo aquele que julga. Portanto, na prática não há como questioná-lo.
Urnas defeituosas
O defeito nas urnas foi constatado não só em Alagoas no ano de 2006. No Maranhão, no mesmo ano, as urnas apresentaram problemas parecidos com os ocorridos no estado de Alagoas. Isto colocou em xeque a confiabilidade das urnas. O TSE teria recolhido 6 mil unidades na ocasião e as deixou de fora de eleições seguintes, enquanto o processo de verificação rolava. Porém, nos EUA, onde o mesmo fabricante das urnas brasileiras, a empresa Diebold, fornecia urnas para eleições em diversos estados, falhas semelhantes também já haviam sido constatadas. Estas falhas levaram os EUA a banirem as urnas fornecidas por este fabricante por lá. Mas no Brasil, o TSE retirou as urnas que estavam envolvidas na suspeita de falhas, e encomendou outras milhares de urnas do mesmo fabricante para substituí-las.
Ou seja: defeitos que levam a punição do fabricante nos EUA, aqui no Brasil premiam o fabricante com encomendas milionárias.
Testes de integridade? Só sob controle
Todos vimos que o TSE convocou diversos “hackers” para tentarem invadir o sistema da urna brasileira, mas poucos sabem que o tal teste, onde as urnas se mostraram invioláveis, na real esteve sob rigoroso controle do próprio tribunal. Os “hackers” convidados não puderam usar ferramentas próprias, tiveram que tentar a invasão com softwares comerciais e licenciados, realizando ataques apenas em áreas pre determinadas pelo tribunal. Enfim, é como se cada hacker tivesse recebido um manual sobre o que fazer nas tentativas de invasão para [não] conseguir invadir a urna. Assim, terminados os testes, a propaganda do TSE foi divulgada com o máximo de orgulho afirmando que a urna brasileira era a mais segura do universo.
Sendo uma máquina de votar de primeira geração, a urna usada no Brasil, por si só, não pode garantir de forma alguma a segurança do voto. Em todos os países que realizam eleições por meio de urnas eletrônicas e realizam testes de invasão nas máquinas, sempre há sucesso, mesmo em máquinas modernas, de segunda e terceira gerações, hackers testando-as de forma livre conseguem invadir os sistemas. Mas estas máquinas de gerações posteriores possuem mecanismos que possibilitam a auditoria, checando se seus sistemas se mantiveram íntegros ou não durante a eleição. E caso algum indício de fraude ou falha seja levantado, o voto impresso permite chegar ao resultado real das eleições.
Na Alemanha é inconstitucional
Os alemães verificaram que sua constituição já torna as urnas de primeira geração ilegais. Isto porque ela não permitem averiguar a contagem dos votos por qualquer cidadão. Ou seja, ela não possibilita auditoria. E não é o único país a agir assim. Aqui do lado, no Paraguai, nossas urnas foram usadas, emprestadas pelo TSE, num teste realizado durante uma eleição. No fim, o Paraguai decidiu abolir o uso destas máquinas por lá, e hoje caminha para a adoção de urnas de segunda geração. Na Holanda, o segundo país a experimentar voto eletrônico, ainda em 1991, as máquinas de primeira geração, como a usada no Brasil, estão proibidas desde 2008, também por ser impossível auditar seu funcionamento.
Para acreditarmos que temos o melhor sistema eleitoral do planeta é preciso muita propaganda e bastante comodismo. Não é apenas um caso de urnas velhas e ultrapassadas, mas também de falta de todo um sistema melhor estruturado. Só no Brasil a justiça é quem executa o processo, analisa e julga. A justiça eleitoral brasileira, por melhor que seja e por mais que se esforça em sua função, acumula responsabilidades demais e acaba causando insegurança. Mas estas questões só poderão ser resolvidas um dia quando reformas profundas, incluindo a reforma política, ocorrer no Brasil. Porém, sabemos que estamos distantes de reformas deste tipo.
Para se aprofundar melhor no assunto, seguem sugestões:
Este vídeo, de 1h20min, traz uma entrevista do engenheiro Amílcar Brunazo Filho a respeito de questões levantadas neste post. Ele foi a principal inspiração para todo o texto acima.
O site Voto Seguro [Em: http://www.votoseguro.org/ ] contém muitos dados também a respeito de tudo relacionado a voto eletrônico.
20:36
Filmes de ação se faz é na Índia
Escrito por William Santos | segunda-feira, 30 de abril de 2012 | 20:36
Provavelmente você já tenha assistido a algum trailer de filme indiano de ação no Youtube. Mas resolvi juntar vários dos *melhores deles para postar aqui.
O título do vídeo diz tudo
Capitão nascimento? No cinema indiano há policiais mais phodões.
Se humanos são assim no cinema indiano, imagine os robôs do que são capazes... (Não, você não será capaz de imaginar)
E pra finalizar, mais um quebra pau ao melhor estilo indiano. E com todo o respeito às leis da física, claro.
O título do vídeo diz tudo
Capitão nascimento? No cinema indiano há policiais mais phodões.
Se humanos são assim no cinema indiano, imagine os robôs do que são capazes... (Não, você não será capaz de imaginar)
E pra finalizar, mais um quebra pau ao melhor estilo indiano. E com todo o respeito às leis da física, claro.
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21:23
Você pode ajudar o Oziel
Escrito por William Santos | sexta-feira, 20 de abril de 2012 | 21:23
Felipe Neto dedicou um de seus vídeos a uma campanha muito importante que todos nós devemos participar. Ajude o Oziel a fazer sua cirurgia e recuperar seu rosto. Somos capazes de em pouco tempo acionar milhares de vezes um botão "Gostei", "+1", "Curtir". Precisamos apenas doar uma pequena quantia, qualquer trocadinho, para uma vaquinha online em prol da cirurgia do Oziel. O link para as doações é este: http://vaka.me/133424
Assista ao vídeo do Felipe Neto e entenda o caso do Oziel:
Tenho certeza de que em pouco tempo, com a participação de todos nesta campanha, conseguiremos mais uma vez provar o poder da web em realizar coisas bacanas. Conseguimos aprovar projetos de lei importantes, como o da Ficha Limpa (que neste ano já está barrando um monte de picaretas da política). Agora é hora de ajudar ao garoto Oziel. Faça sua contribuição e não deixe de compartilhar e incentivar mais pessoas a participarem desta campanha.
Somos uma nova sociedade, com muito mais poderes para fazer o bem.
Assista ao vídeo do Felipe Neto e entenda o caso do Oziel:
Tenho certeza de que em pouco tempo, com a participação de todos nesta campanha, conseguiremos mais uma vez provar o poder da web em realizar coisas bacanas. Conseguimos aprovar projetos de lei importantes, como o da Ficha Limpa (que neste ano já está barrando um monte de picaretas da política). Agora é hora de ajudar ao garoto Oziel. Faça sua contribuição e não deixe de compartilhar e incentivar mais pessoas a participarem desta campanha.
Somos uma nova sociedade, com muito mais poderes para fazer o bem.
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20:14
Depois de fotos de satélite, vídeos em tempo real
Escrito por William Santos | sábado, 7 de abril de 2012 | 20:14
Direto do espaço, pendurada na Estação Espacial Internacional que orbita nosso planeta (ISS), câmeras poderão em breve fornecer vídeos em tempo real, em alta definição da superfície de nosso planeta.
A visão privilegiada poderá ser contemplada por várias pessoas, através da web, mais ou menos assim como o Google Maps, que fornece imagens estáticas a partir de fotos de satélites. Não será o mesmo que acessar um Maps em vídeo ao invés de foto, pelo menos não por enquanto, mas permitirá assistir em tempo real a vida em alguns lugares do planeta, como algumas metrópoles e regiões que estejam ao alcance da câmera. Pelo visto também será possível ter acesso a vídeos gravados de certos locais.
A visão privilegiada poderá ser contemplada por várias pessoas, através da web, mais ou menos assim como o Google Maps, que fornece imagens estáticas a partir de fotos de satélites. Não será o mesmo que acessar um Maps em vídeo ao invés de foto, pelo menos não por enquanto, mas permitirá assistir em tempo real a vida em alguns lugares do planeta, como algumas metrópoles e regiões que estejam ao alcance da câmera. Pelo visto também será possível ter acesso a vídeos gravados de certos locais.
O site do projeto, que se chama UrtheCast, já está no ar.
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| Captura de tela do site http://urthecast.com/ |
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14:28
A propósito, de 1912 pra cá os computadores sairam da primeira geração e saltaram para a quinta num intervalo de pouco mais de meio século. Naquela época em que o Titanic ia pro fundo do Atlântico, a computação era mecânica. 50 anos depois, estávamos saindo das válvulas para os transistores e dali a não mais que vinte anos já estávamos na mesma era em que nos encontramos hoje, com computadores que usam microprocessadores em seus cérebros digitais, a quinta geração destas máquinas.
Os microprocessadores nos trouxeram a multiplicação de dispositivos eletrônicos capazes de computar. Computadores de várias formas, modelos, tamanhos e para todo o tipo de aplicações invadiram nosso cotidiano. E daqui por diante veremos estas maquinas se fragmentarem cada vez mais, adquirindo funcionalidades cada dia mais impressionantes. Entre as novidades que devem surgir em breve, algumas merecem destaque por se tratar de tecnologias em avançado estágio de desenvolvimento e grandes promessas de utilidade para todos nós.
O’LED
Telas ultra finas, sem iluminação de fundo, podendo ser translúcidas e exibindo imagens com altíssima definição já estão prontas e tem sido mostradas aos montes em diversos eventos, como feiras e congressos tecnológicos pelo mundo à fora. São telas O’LED, sobre as quais eu fiz uma breve introdução no post anterior. Elas serão capazes de levar imagens em movimento para locais que você nunca imaginou. Poderão transformar os Tablets em uma espécie de “papiro digital”, que é enrolado e reduzido a um cilindro. Telas O’LED são maleáveis, e isto já está proporcionando o uso de aplicativos que compreendem gestos como o de afastar o zoom ao curvar a tela para dentro, e aproximar o zoom ao curvá-la para fora, entre outras coisas bacanas de se fazer em uma tela dobrável. Uma das grandes vantagens sobre as telas LED tradicionais está o fato de não precisar de iluminação de fundo para exibir a imagem. A tecnologia, que usa diodos orgânicos emissores de luz no lugar dos diodos convencionais, consome menos energia. Logo, poupará nossas baterias e será ainda mais econômica do que uma tela LCD atual.
O custo de produção de telas O’LED ainda é astronômico. Os Japas estão conseguindo produzir modelos de TVs com elas, mas não estão prontos para comercializá-los. São protótipos para serem mostrados em eventos, como congressos de tecnologia e suas produções, bem como boa parte das pesquisas e do desenvolvimento, contam ainda com subsídios do governo da terra do Jaspion. Mas certamente esta tecnologia vai invadir o mercado em poucos anos. Em escala menor, na forma de tela de aparelhos celulares, ela já chegou a alguns lugares, como nos EUA, e está começando a ensaiar seus primeiros passos por aqui. Ainda é muito caro produzir O’LED. Mas isto é: ainda...
Imagens de satélite? Mapeamento tridimensional é o futuro
A suéca SAAB é um ícone em tecnologia que afundou recentemente deixando a indústria automobilística um tanto órfã. Por aqui ela esteve ligada à Scania, que ainda fabrica caminhões pesados bastante populares e chassi para ônibus (ruins). Tirando o fato de que os ônibus Scania não prestam, os caminhões até que são legaizinhos e que seus automóveis, mais comuns na Europa, não empolgavam tanto, a SAAB costumava lucrar alto com equipamentos bélicos. As origens da empresa estão na aviação e seu forte é a aviação militar. Assim, quando a divisão automobilística foi para o limbo, poucos deram alguma importância, ela já estava nas mãos da GM mesmo haviam anos. Mas o fim da SAAB significou a oportunidade de muitas empresas de tecnologia botar as mãos em coisas que eram desenvolvidas nos laboratórios suecos para fins militares. E um destes tesouros é um software de mapeamento em 3D que a SAAB desenvolveu para embarcar em suas aeronaves.
Meio que na surdina, a Apple comprou o software e, agora, ela pode pôr em prática (se é que já não está fazendo isto) um mapeamento do mundo em 3 dimensões. Se você já se impressiona com as imagens do Google Maps, feitas por satélite, com alto grau de fidelidade em alguns pontos, espere até poder sobrevoar paisagens em três dimensões com o mapeamento feito pelo software da Apple. Mas a coisa pode não se restringir a apenas isto. Com os dados tridimensionais de nossas cidades e cada lugarejo em nosso globo, somado a uma guerra entre Apple e Google, poderemos, num futuro, próximo ver aplicações diversas para estes mapas tridimensionais. Por exemplo: uso para composição de cenários realísticos em filmes, games e simulações diversas. Em resumo, daqui a alguns anos as locações de certas filmagens podem ser feitas inteiramente dentro de um computador, sem precisar de filmagens externas. E ficará tão realístico quanto ser filmado em plena via pública. Games vão utilizar elementos reais em seus cenários e diversas simulações poderão ser feitas, desde auto escolas, usando estes cenários reais para treinar alunos, a pilotos de avião em seus já tradicionais simuladores, agora com maior definição. Desastres naturais também poderão ser simulados e medidas de prevenção melhor estudadas com tal tecnologia. (Veja mais detalhes aqui: http://youtu.be/CNemPTHOKWg )
Dirigir, só por esporte
Essa vai fazer o nosso amigo Adalberon chorar, de felicidade. No dia em que os ensaios do Google com seus carros autônomos estiverem prontos, a tecnologia vai se expandir como numa explosão e imediatamente ela estará à disposição em todos os automóveis no mundo inteiro. Isto porque tal tecnologia não necessita de mudanças drásticas na infraestrutura de ruas e estradas, ela requer basicamente equipamentos dispostos apenas no próprio veículo. É possível imaginar como vão surgir kits de transformação para qualquer jabiraca virar um carro autônomo sendo vendido em zilhões de prestações. Será acessível a todos. Com isto, podemos prever donos de empresas de ônibus tirando até o motorista da função pra obter melhores lucros (e trocando todos por cobradores, num sentido inverso ao atual, pagando menos). Na prática, os veículos autônomos vão conduzir com segurança pessoas para todos os lugares. E serão capazes de atender pessoas com limitações, como deficientes visuais que finalmente poderão ter um veículo, sem a necessidade de contratar um motorista.
E não pense que isto é uma projeção fantasiosa. Carros autônomos do Google já estão rodando nos EUA, em estados onde ele já possui licença para transitar sem motorista. Ainda exige instalação de equipamentos esquisitos sobre o teto e em torno da lataria, mas é impressionante, em todo caso, a forma precisa como circula pelas ruas, estaciona e manobra. (Veja um dos vídeos que mostram um deles conduzindo um deficiente visual pela cidade: http://youtu.be/cdgQpa1pUUE e outro numa apresentação em 2011 na TED http://youtu.be/oMdcWHnbhsw )
Celular? Ele continuará a existir, mas não será essa coisa que levamos no bolso. Smartphones, idem. Eles estarão em outro formato, os levaremos na cara para todos os lugares. Serão uma espécie de óculos. Não exatamente como um óculos com lentes, mas sim um dispositivo disposto em uma armação que projetará imagens diretamente em nossa retina. Será capaz de obedecer a comandos de voz e fará tudo o que um Smartphone faz hoje em dia, com a diferença de que você terá as informações todas diante dos seus olhos o tempo todo (enquanto estiver com o dispositivo sobre suas fuças).
O nome do troço é Google Glasses. Numa tradução tosca: Óculos Google. Seu conceito parece esquisito ainda, mas ele funciona e está em estágio avançado de desenvolvimento, podendo ter seu lançamento anunciado a qualquer instante. Como reúne funções de Smartphones, é fácil prever do que será capaz. O vídeo de divulgação postado no Youtube (aqui: http://youtu.be/14rmYBIT_5Q e o vídeo já sacaneando o projeto também: http://youtu.be/t3TAOYXT840 ) permitem imergir na ideia e ter uma pequena experiência da coisa.
Estas coisas tem 90% de chances de estarem em nosso cotidiano antes do fim da década. Algumas podem surgir em metade deste tempo e já chegarem lá em versões atualizadas. Podem não parecer grandes coisas, mas, entre as inovações palpáveis, são as mais bacanas que pude relacionar aqui.
Futuro - As Melhores Promessas Para Logo Mais
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| As telas de nossos dispositivos serão flexíveis com tecnologia O'LED. Mas isto não será tudo |
Todos os clichês cabem neste texto, então elaborá-lo não seria uma tarefa fácil. Falar em tecnologia hoje em dia sem recorrer a clichês nunca foi fácil mesmo, seja hoje ou em 1912.
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A Google, por um momento, ficará para trás com o Maps. E a Apple
trará tecnologias desenvolvidas pela SAAB para mapear o mundo em
três dimensões.
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Os microprocessadores nos trouxeram a multiplicação de dispositivos eletrônicos capazes de computar. Computadores de várias formas, modelos, tamanhos e para todo o tipo de aplicações invadiram nosso cotidiano. E daqui por diante veremos estas maquinas se fragmentarem cada vez mais, adquirindo funcionalidades cada dia mais impressionantes. Entre as novidades que devem surgir em breve, algumas merecem destaque por se tratar de tecnologias em avançado estágio de desenvolvimento e grandes promessas de utilidade para todos nós.
O’LED
Telas ultra finas, sem iluminação de fundo, podendo ser translúcidas e exibindo imagens com altíssima definição já estão prontas e tem sido mostradas aos montes em diversos eventos, como feiras e congressos tecnológicos pelo mundo à fora. São telas O’LED, sobre as quais eu fiz uma breve introdução no post anterior. Elas serão capazes de levar imagens em movimento para locais que você nunca imaginou. Poderão transformar os Tablets em uma espécie de “papiro digital”, que é enrolado e reduzido a um cilindro. Telas O’LED são maleáveis, e isto já está proporcionando o uso de aplicativos que compreendem gestos como o de afastar o zoom ao curvar a tela para dentro, e aproximar o zoom ao curvá-la para fora, entre outras coisas bacanas de se fazer em uma tela dobrável. Uma das grandes vantagens sobre as telas LED tradicionais está o fato de não precisar de iluminação de fundo para exibir a imagem. A tecnologia, que usa diodos orgânicos emissores de luz no lugar dos diodos convencionais, consome menos energia. Logo, poupará nossas baterias e será ainda mais econômica do que uma tela LCD atual.
O custo de produção de telas O’LED ainda é astronômico. Os Japas estão conseguindo produzir modelos de TVs com elas, mas não estão prontos para comercializá-los. São protótipos para serem mostrados em eventos, como congressos de tecnologia e suas produções, bem como boa parte das pesquisas e do desenvolvimento, contam ainda com subsídios do governo da terra do Jaspion. Mas certamente esta tecnologia vai invadir o mercado em poucos anos. Em escala menor, na forma de tela de aparelhos celulares, ela já chegou a alguns lugares, como nos EUA, e está começando a ensaiar seus primeiros passos por aqui. Ainda é muito caro produzir O’LED. Mas isto é: ainda...
Imagens de satélite? Mapeamento tridimensional é o futuro
A suéca SAAB é um ícone em tecnologia que afundou recentemente deixando a indústria automobilística um tanto órfã. Por aqui ela esteve ligada à Scania, que ainda fabrica caminhões pesados bastante populares e chassi para ônibus (ruins). Tirando o fato de que os ônibus Scania não prestam, os caminhões até que são legaizinhos e que seus automóveis, mais comuns na Europa, não empolgavam tanto, a SAAB costumava lucrar alto com equipamentos bélicos. As origens da empresa estão na aviação e seu forte é a aviação militar. Assim, quando a divisão automobilística foi para o limbo, poucos deram alguma importância, ela já estava nas mãos da GM mesmo haviam anos. Mas o fim da SAAB significou a oportunidade de muitas empresas de tecnologia botar as mãos em coisas que eram desenvolvidas nos laboratórios suecos para fins militares. E um destes tesouros é um software de mapeamento em 3D que a SAAB desenvolveu para embarcar em suas aeronaves.
Meio que na surdina, a Apple comprou o software e, agora, ela pode pôr em prática (se é que já não está fazendo isto) um mapeamento do mundo em 3 dimensões. Se você já se impressiona com as imagens do Google Maps, feitas por satélite, com alto grau de fidelidade em alguns pontos, espere até poder sobrevoar paisagens em três dimensões com o mapeamento feito pelo software da Apple. Mas a coisa pode não se restringir a apenas isto. Com os dados tridimensionais de nossas cidades e cada lugarejo em nosso globo, somado a uma guerra entre Apple e Google, poderemos, num futuro, próximo ver aplicações diversas para estes mapas tridimensionais. Por exemplo: uso para composição de cenários realísticos em filmes, games e simulações diversas. Em resumo, daqui a alguns anos as locações de certas filmagens podem ser feitas inteiramente dentro de um computador, sem precisar de filmagens externas. E ficará tão realístico quanto ser filmado em plena via pública. Games vão utilizar elementos reais em seus cenários e diversas simulações poderão ser feitas, desde auto escolas, usando estes cenários reais para treinar alunos, a pilotos de avião em seus já tradicionais simuladores, agora com maior definição. Desastres naturais também poderão ser simulados e medidas de prevenção melhor estudadas com tal tecnologia. (Veja mais detalhes aqui: http://youtu.be/CNemPTHOKWg )
Dirigir, só por esporte
Essa vai fazer o nosso amigo Adalberon chorar, de felicidade. No dia em que os ensaios do Google com seus carros autônomos estiverem prontos, a tecnologia vai se expandir como numa explosão e imediatamente ela estará à disposição em todos os automóveis no mundo inteiro. Isto porque tal tecnologia não necessita de mudanças drásticas na infraestrutura de ruas e estradas, ela requer basicamente equipamentos dispostos apenas no próprio veículo. É possível imaginar como vão surgir kits de transformação para qualquer jabiraca virar um carro autônomo sendo vendido em zilhões de prestações. Será acessível a todos. Com isto, podemos prever donos de empresas de ônibus tirando até o motorista da função pra obter melhores lucros (e trocando todos por cobradores, num sentido inverso ao atual, pagando menos). Na prática, os veículos autônomos vão conduzir com segurança pessoas para todos os lugares. E serão capazes de atender pessoas com limitações, como deficientes visuais que finalmente poderão ter um veículo, sem a necessidade de contratar um motorista.
E não pense que isto é uma projeção fantasiosa. Carros autônomos do Google já estão rodando nos EUA, em estados onde ele já possui licença para transitar sem motorista. Ainda exige instalação de equipamentos esquisitos sobre o teto e em torno da lataria, mas é impressionante, em todo caso, a forma precisa como circula pelas ruas, estaciona e manobra. (Veja um dos vídeos que mostram um deles conduzindo um deficiente visual pela cidade: http://youtu.be/cdgQpa1pUUE e outro numa apresentação em 2011 na TED http://youtu.be/oMdcWHnbhsw )
Um óculos, é tudo de que você precisará
Celular? Ele continuará a existir, mas não será essa coisa que levamos no bolso. Smartphones, idem. Eles estarão em outro formato, os levaremos na cara para todos os lugares. Serão uma espécie de óculos. Não exatamente como um óculos com lentes, mas sim um dispositivo disposto em uma armação que projetará imagens diretamente em nossa retina. Será capaz de obedecer a comandos de voz e fará tudo o que um Smartphone faz hoje em dia, com a diferença de que você terá as informações todas diante dos seus olhos o tempo todo (enquanto estiver com o dispositivo sobre suas fuças).
Estas coisas tem 90% de chances de estarem em nosso cotidiano antes do fim da década. Algumas podem surgir em metade deste tempo e já chegarem lá em versões atualizadas. Podem não parecer grandes coisas, mas, entre as inovações palpáveis, são as mais bacanas que pude relacionar aqui.
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