Últimas Postagens

Por Mais Atraente Que Seja a Teoria da Conspiração

Escrito por William Santos | sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 | 11:41


Na boa, se essa ideia de que aviões que caem em aproximação podem ter sido sabotados, então temos sabotadores nada espertos. O pior momento pra encobrir um crime de sabotagem aérea deve ser no curso de aproximação, quando geralmente as aeronaves estão em contato por rádio com controladores ou sob cobertura de radares, voando baixo com a possibilidade de serem acompanhadas por testemunhas em solo, etc. o que ajuda um bocado nas investigações, mesmo quando não há registros de caixas pretas.

Se algum sabotador quer realmente cometer um crime perfeito, dá um jeito de derrubar a aeronave durante a fase de voo de cruzeiro, numa área remota, longe de eventuais testemunhas oculares da queda inclusive. Como ocorrem na maioria dos casos de atentados. Ainda mais se a aeronave não é equipada com caixas pretas. Msm assim, dificultar a investigação não significa impedir que elas ocorram. No fim, sempre surgem os indícios do crime.

No momento só lembro de um único atentado contra um voo que culminou na queda da aeronave próximo ao instante de aproximação, que foi aquele do Egypt Air 804 no ano passado, mas tô com preguiça de pesquisar detalhes. De qualquer forma, parece que alguém a bordo teria provocado os eventos que levaram a queda, e não teria sido uma sabotagem da aeronave antes da partida por exemplo (corrijam, por favor, isto nos comentários?).

Sabotadores a Bordo

Para as teorias da conspiração sobre os casos do Campos e do Teori fazerem algum sentido, tem que considerar que alguém a bordo possa ter, de alguma forma, jogado as aeronaves no chão. E, diga-se, escolheu o momento mais inadequado pra fazer isso. Até porque, mesmo em casos assim conhecidos, as coisas costumam ocorrer em pleno voo de cruzeiro. O PSA 1771, em 1987 e o Germanwings 9525, em 2015 são exemplos disso.

Ministro do Interior do México

Já casos de acidentes envolvendo autoridades em que aeronaves caem momentos antes da aproximação por conta de falhas da tripulação não são tão incomuns. Um dos mais conhecidos é o do Ministro do Interior mexicano, Juan Camilo, ocorrido em 2008. O jatinho também caiu sobre uma área urbana, atingindo prédios e ferindo pessoas em solo, de forma bem semelhante ao ocorrido com Eduardo Campos.

Comitiva Presidencial da Polônia

Outro caso ainda mais grave que dizimou quase todos os membros do poder na Polônia ocorreu durante uma aproximação para o pouso em 2010 (A imagem do cenário da tragédia ilustra este post inclusive). Era evidente que o piloto tentava uma aproximação muito arriscada ao aeroporto o que culminou no desastre, sendo assim, mais uma vez erro da tripulação.

Suspeito Sim, Mas Cedo Demais Pra Conclusões

Claro que o caso recente, com um ministro do Supremo que cuidava da relatoria de uma operação histórica para o país, levantando dados sobre crimes de corrupção e expondo figuras importantes da república, além de enviar gente poderosa para a cadeia, gera uma enorme suspeita. Mas não é tão fácil assim considerar que uma sabotagem na aeronave culminasse em sua queda durante o curso de aproximação, como ocorreu. De qualquer forma, é preciso aguardar que as investigações esclareçam os fatos.

Segurança Aérea

Já há um tempo venho acompanhando, por meio de redes sociais, em grupos relacionados a aviação, o espanto de algumas pessoas com tantos casos de acidentes envolvendo aeronaves particulares no Brasil. Não tenho dados precisos pra fazer comparativos e tirar qualquer conclusão sobre isso. Pode ser apenas impressão de algumas pessoas e pode ser que estas impressões estejam um tanto exageradas por conta do acesso amplo a notícias sobre tais acidentes. Mas é um fato a ser considerado e uma questão bem relevante pode ser levantada a partir dai, principalmente com autoridades e celebridades se tornando vítimas de acidentes e incidentes constantemente, o que amplia a cobertura e o acompanhamento por parte da opinião pública: Será que nosso país está cuidando da segurança aérea como deveria? No caso da aviação comercial, parece que sim, as coisas estão em ordem. Já na aviação privada, não sei se o que vemos é tão normal.

Este é o Monza, Não o "Novo Monza"

Escrito por William Santos | domingo, 24 de abril de 2016 | 19:59

Embora o assunto seja velho, às vezes se topa com versões equivocadas sobre este conceito da Opel de alguns anos atrás. É o Monza, mas não aquele que você imagina que seja. Este é inédito no mundo, sem qualquer vínculo com o que rodou pelas ruas brasileiras nos anos 1980 e 1990. A Opel, que deixou de ser a plataforma para os carros da GM no Brasil (embora o Corsa ainda esteja na linha, desde 1994, com o atual Classic), continua produzindo automóveis decentes na Europa. Em 2013, durante o Salão de Frankfurt, a montadora apresentou ao mundo o  tal Monza. Um concept car que, como todo carro conceito visto em salões, era apenas uma demonstração dos traços que os futuros lançamentos da marca receberiam.

Passou longe da Opel a intenção de relançar o Ascona. Isto é nítido pelo próprio conceito apresentado, que se aplica sobre uma carroceria nitidamente superesportiva, bem diferente do carro mediano, para famílias, que um dia foi o velho Ascona. A confusão sobre um "novo Monza" surge apenas por aqui, no Brasil e justamente por conta de termos convivido com o Ascona em nossa terra batizado por Monza. Lá fora o Monza Concept é um carro extravagante com a intenção de antecipar o que a Opel preparava para o futuro, mas aqui soou como o renascimento de uma lenda (sim, tá cheio de sedanzinhos médios lendários em nosso mercado. Até as Opaletas "mitam" por aqui...)

Além do mais, mesmo que o Ascona ressurgisse como um carrão daqueles, não chegaria por aqui. A Chevrolet, que representa a GM em nosso mercado, tá empenhada em vender uma linha produzida exclusivamente para "países emergentes". Entenda isto como: Carros que nunca entrariam em muitos países europeus, não apenas por não cumprirem todos os requisitos que muitos governos impõe sobre segurança, emissões, etc., mas também porque os consumidores simplesmente ririam da tentativa de alguém tentar vendê-los. Tente imaginar um Onix no mercado britânico, por exemplo (com crise européia braba e tudo o mais). Difícil né?

Bom, poderíamos ter a Opel no Brasil, ou a GM poderia importar e trocar as logomarcas (já fizeram isso com muitos outros modelos nos anos 90), pra parecer que é Chevrolet. Acho difícil. Pior ainda ao saber que aquele conceito, que não foi feito na intenção de ser o Monza brasileiro, devia custar pra lá de 200 mil contos se chegasse ao mercado.

Por fim, se o Monza renascer ele vai trazer de volta seu nome original alemão, como já citado anteriormente: Ascona. E ai sim, talvez, um relançamento poderia acontecer. Mas isso levaria décadas à frente (com umas 4 gerações de atraso), quando a GM do Brasil voltasse (se é que volta) a trazer da Europa alguns carros de verdade. Nada disso tem relação com o Monza Concept de 2013. Um "novo Ascona" seria outro projeto, outro carro, fazendo jus a um sedã médio urbano, não aquela espaçonave pousada no estande da Opel em Frankfurt em 2013.

Afinal, que fim levou o Ascona/Monza/Cavalier (nomes que o modelo recebeu em cada uma das marcas que o produziu: Opel, Chevrolet e Vauxhall, respectivamente)?

A resposta começa em idos de 1993/1994 e a história do fim do modelo no mundo coincide com um período empolgante para quem curte cultura automotiva no Brasil. Depois que Collor chamou de carroças [mal] motorizadas a produção nacional e abriu o mercado pra importação de máquinas de verdade, as montadoras nacionais ficaram espertas. No fim dos anos 1980 havia tanto atraso na atualização de modelos que a GM não conseguiu alinhar o Chevette ao seu correspondente europeu, o Kadett. Resultado: O Kadett entrou no mercado como um novo modelo e o Chevette passou por um facelift bem cretino, que o deixou com as fuças do Monza. Assim tivemos um Chevette próprio em nosso mercado, que fingia ser um mini Monza, e outro Chevette europeu que nos vendiam como se fosse de outra categoria.

Opel Calibra - O carro conceito que em 1990 foi para o mercado e revolucionou o design em sua década.
Nos início dos anos 1990, um belíssimo carro conceito da Opel apareceu em salões europeus. Ele teria grande importância para 1994, quando o Ascona seria aposentado (e sumiria para sempre). Era o Calibra. Suas linhas limpas influenciaram todo o design da Opel naquele período. Na Europa, a Opel
Vectra - Na Europa já substituía o Ascona (Monza), no
Brasil ele teve que conviver com o velho Monza por longos
anos ainda.
preparava o lançamento do Vectra, substituto natural do Ascona, com traços fortemente baseados no Calibra (faróis retos, grade frontal com abertura sem divisões -- exceto pela logomarca no centro -- lanternas traseiras e outros detalhes ao longo da carroceria do sedã seguiam os traços do conceito). Mas antes da concepção do Vectra, o desenho do Calibra já afetava os lançamentos da Opel e GM (A mini Van Lumina, por exemplo) e o sucessor do Opala (que no Brasil estava atendendo pelo vulgo Diplomata, naquela época -- e já servia a várias prefeituras como ambulância, em sua versão station wagon, enquanto o sedã fazia rondas na PM ), teria os traços limpos do Calibra. Assim a GM apresentou o Omega, o primeiro carrão brasileiro capaz de peitar Mercedes e BMW no nosso mercado em seu tempo. Como o Omega tinha um pouco do DNA do Calibra e a GM não tava afim de tirar o Monza de linha, resolveram então pegar o que podiam do Omega e socar no nariz e na busanfa do velho Monza. A lateral quase não mudou (inclusive a calha pra escoar a água do teto continuava lá, correndo sobre as janelas), mas ao receber novas frente e traseira o Monza se renovou a ponto de poder conviver com o Vectra e dividir o mercado por muitos anos aqui.

No meio da década de 1990, representando quase um zumbi entre modelos muito mais modernos, o Monza finalmente caminhava para o desaparecimento. Mas o Vectra que o sucedia na Europa tranquilamente, tinha dificuldades de fazê-lo aqui. Outra vez o atraso nas atualizações fez com que o mercado nacional não conseguisse digerir bem novos modelos. Então qual a atitude da Chevrolet? Trouxe o "novo Kadett"! (de novo???)

Sim, àquela altura até o Kadett já tinha ido pro beleléu na Europa. Lá a Opel havia colocado o Astra em seu lugar. Aqui o Kadetão reinava. Como os dias do Monza estavam contados mesmo, a Chevrolet trouxe o Astra, manteve o velho Kadett na linha e ofereceu uma alternativa pra quem considerava o Vectra (em sua segunda geração) sofisticado demais -- mentira! era só caro demais mesmo.

O Astra figurou no mercado quase como um "vice Monza", disputando popularidade com o Vectra até que as atualizações no Vectra o jogou para a faixa de luxo (facepalm) derrubando o Omega. Assim, o que começou como um Chevette, na Europa, finalmente avançou ao posto de Monza no mercado nacional no início deste século. E nada mais do velho Ascona sobrava em nosso mercado. Depois disso a Chevrolet desistiu da plataforma européia e decidiu zoar tudo de vez. Juntou partes do Corsa 94 e produziu uma tosqueira à qual, só de sacanagem, batizou de Agile. Era uma preparação para o que viria com uma nova linha puxada por Onix e outras bizarrices.

Arqueólogos Contra Produções Televisivas de Péssimo Gosto

Escrito por William Santos | sábado, 9 de janeiro de 2016 | 12:17

A TV quase sempre teve uma inclinação para o sensacionalismo e a apelação. Tudo pela audiência! Aqui no Brasil não importa muito se é moralmente aceitável explorar determinadas coisas. Se atrai público, atrai publicidade e grana. É assim que se financia um canal e é assim que a TV brasileira tem se transformado num circo dos horrores, mesclado a trivialidades e todo o tipo de porcaria apelativa.

Já foi pior. Houve uma época em que o brasileiro tinha quase nenhuma opção. Canais abertos são terríveis, mas é o que chega à maioria das antenas. Anos atrás, os canais abertos tinham ainda mais força para ocupar o espaço de mídia entre os brasileiros. E ali, entre as piores produções, tinha-se de tudo: Tragédias eram exploradas até a última gota de sangue, bundas estavam nos programas de auditórios em finais de semana, todo o tipo de vulgaridade -- mesmo para quem não é dado ao puritanismo -- se tornava assunto principal nas telas, debatido por pessoas de mentes vazias propagando tolices com toda pompa. Hoje podemos dizer que se a TV continua como antes, não é mais tão grave, pois o acesso a outras mídias está ocupando cada vez mais o espaço da TV. Francamente, nem sei como anda a programação, acredito que possa até ter descido ainda mais o nível, pois na guerra por uma audiência, que a cada ano é menor em todos os canais, deve fazer com que as apelações se intensifiquem. O fato é que não estamos mais diante da TV, não importa mais.

Felizmente o modelo de transmissão de TV no Brasil, que copia o norte-americano, não é o único no mundo. Existem lugares onde os canais não são financiados apenas por publicidade e não precisam se preocupar unicamente em ter telespectadores diante da tela para atrair capital. Nestes lugares, a exemplo da Inglaterra, quem compra um aparelho de TV paga uma pequena taxa pelo acesso ao sinal, isto financia os canais, que usam a publicidade como complemento. O que possibilita que cada canal trabalhe sem a pressão de conseguir telespectadores a todo custo. Com isto, os ingleses acostumaram-se a programação de alta qualidade na TV. Alta qualidade se compararmos a nós, claro. Mesmo assim, ainda nos dias de hoje, vez por outra algum canal tem ideias infelizes por lá. É o caso do Channel 5 com uma série que mescla reality show com documentário. Intitulado de Battlefield Recovery, o programa é feito por uma produtora independente que colocou entusiastas da Segunda Guerra Mundial em busca de souvenirs oriundos das batalhas enterrados em solo europeu. Seria uma série pautada por arqueologia, mas ninguém na equipe é arqueólogo e este é só um dos problemas menores nesta história.
Arqueologia ou violação de túmulos? Arqueólogos questionam a produção de Battlefield Recovery

Com amadores em campo, equipados com detectores e dispostos a tudo para encontrar artefatos enterrados e negociá-los, o programa propicia atrocidades e atos desrespeitosos, como violação de túmulos acompanhado de entusiasmos diante de restos mortais. O impacto disto diante da sociedade científica é extremamente negativo. Não, não é visto como divulgação do conhecimento. Está longe de ser um programa para envolver pessoas com fatos históricos e com ciência. É apenas apelação grotesca feita para ser vendida para TV e gerar um boa grana aos produtores.

A ideia nem é tão original. Anos atrás a National Geographic havia recebido uma proposta igual, com outro nome: Nazi War Diggers. Quase dois anos atrás, o canal tradicional no ramo de documentários cogitou colocar a produção no ar, mas voltou atrás diante de inúmeros protestos. O programa atual, que é uma releitura do fracasso anterior, foi oferecido a diversos canais que veiculam produções com a temática. Recentemente os produtores receberam outro não, desta do History Channel. Mas a proposta conseguiu ir adiante com o Channel 5 na Inglaterra, o que tem levado parte da comunidade científica, arqueólogos e telespectadores comuns, além de membros da mídia britânica, a protestarem contra a intenção de apoiar tal produção.

Mesmo assim o Channel 5 afirma que deve colocar o programa no ar. O canal considera que nenhum ato dos produtores tenha sido ilegal, e de fato não é questão de legalidade. Assim como aqui, o que é legal nem sempre é moralmente aceitável. Os produtores caminharam sobre túmulos e retiraram artefatos com o consenso de autoridades locais. É isto que os responsáveis pelo canal enxergam, apenas isto: Se não tem problema com as "autoridades", pode ir ao ar. Claro que falam em "profunda análise sobre as abordagens feitas no programa, blá, blá, blá..." Mas o fato é que reality shows do tipo tem dado audiência e este pode ser uma boa forma de atrair atenção para o canal. Olhemos pelo lado bom: Pelo menos os grandes, como History Channel e National Geographic, rejeitam tais ideias. Sem precisar apelar pela audiência, nem sobrevivendo exclusivamente com a grana de publicidade, estes canais podem se dar ao luxo de rejeitar propostas imorais, preservando o mínimo de qualidade em suas grades.

Fonte: The Guardian

Patrick Stewart Se Dispõe a Voltar em Jornada nas Estrelas

Escrito por William Santos | sexta-feira, 8 de janeiro de 2016 | 16:52

Deem um bom roteiro e não o obrigue a cavalgar. Com estas condições, Jean-Luc Picard promete voltar ao comando da USS Enterprise. Isto se Kirk permitir, claro.

As palavras de Patrick, ao responder a um fã da série sobre seu retorno, fizeram referências ao filme Star Trek - Generations, de 1996. No episódio, que marcou a transição da antiga tripulação, comandada por James Kirk, para a nova, sob o comando de Jean-Luc, os produtores levaram o velho William Shatner, ator que viveu Kirk, montar a cavalo em algumas cenas. Um dos momentos marcantes na história de ambos os atores, tanto que estão sempre fazendo alguma referência a isto até hoje, 30 anos depois.

“Absolutely... if it were a really good script. But, the poor soul is getting old and long in the tooth. He would probably need some help mounting his horse unlike the youthful captain of 30 years ago.”

Na verdade, não é assim tão simples a volta de Jean-Luc ao comando da espaçonave que é uma das
estrelas principais da franquia Star Trek. Atualmente os produtores dedicam-se a uma nova saga, revivendo o período em que a tripulação da série clássica se aventurava pelo espaço. Com novos atores, Jornada nas Estrelas voltou ao final dos anos 60 e fez muito bem.

Patrick Stewart viveu o respeitável capitão de uma nova geração, nos anos 80. Seguindo por sete temporadas na série para TV e voltando no final dos anos 90 para uma sequência de filmes que se iniciaram numa transição até bacana, onde contracenou com atores da série clássica e ficou frente a frente com o velho James Tiberius Kirk, como mencionado ateriormente.

Em que lugar, na nova saga de Jornada nas Estrelas, se encaixaria o capitão Jean-Luc Picard? No comando da USS Enterprise seria complicado. A tripulação clássica está muito bem nas telas e dividir espaço com o capitão Kirk não seria tarefa fácil -- Spock que o diga. -- Além disso, o restante da tripulação comandada por Jean-Luc dificilmente seria reunida por completo novamente, para uma ação em paralelo com os tripulantes da série clássica. Sem nave, Jean-Luc poderia aparecer em algum posto da Frota, exercendo funções como Almirante ou qualquer coisa do tipo, mas ai não teria tanto destaque, nem graça alguma.

Uma boa ideia seria fazer reviver Locutus, numa aventura envolvendo os tripulantes da nova saga (referentes à série clássica) contra inimigos da nova geração, os Borgs. Jean-Luc Picard, em um dos episódios para TV, foi assimilado pelos Borgs, transformando-se numa entidade cujo nome era Locutus. Depois, num dos filmes com a nova geração, ele teve que enfrentar os Borgs novamente e salvar todo o planeta Terra de ser assimilado. Será que viver um vilão nesta nova saga seria interessante para Patrick Stewart?

Uma coisa é certa: Voltar ao posto de capitão na USS Enterprise; só se duas Enterprises estiverem no episódio, pois Kirk não larga sua cadeira assim, nem mesmo para um capitão de 80 nos no futuro -- tempo que separam as duas gerações -- sentar nela e salvar a nave de algum apuro. Também há sempre a possibilidade de Jean-Luc assumir outra espaçonave da Federação, em apoio aos tripulantes da Enterprise. Enfim, tudo o que os produtores precisam fazer agora é pensar no que seria melhor para Jean-Luc Picard e, com um belo roteiro em mãos (e nenhuma cena com cavalos inclusa nele), convencer Patrick Stewart a voltar à franquia.

Será que ele topa mesmo?

A notícia sobre este provável retorno não é muito segura. Trata-se de uma declaração dada pelo próprio ator, após questionado por um fã através do Facebook. Patrick pode estar apenas sendo simpático com o garoto e não ter a mínima pretensão de voltar a assumir a cadeira de capitão da Frota Estelar novamente. De qualquer forma, se a coisa for pra valer, fica a expectativa de retorno dos atores (e seus respectivos personagens) que fizeram parte da construção de todo o universo trekker.

Fonte: Blastr

That Dragon, Cancer - Um Jogo Sem Modo Fácil

Escrito por William Santos | segunda-feira, 4 de janeiro de 2016 | 11:26

Até onde um game pode avançar sobre as fronteiras do entretenimento e tocar em assuntos sérios, promovendo reflexões profundas em torno de temas complicados? Lutar contra uma doença terminal, acalentar uma criança em seus primeiros anos de vida, que está prestes a encerrar sua jornada neste mundo...

O game That Dragon, Cancer, a ser lançado na próxima semana (12 de Janeiro), é tão profundo que jogá-lo não será uma missão para pessoas de coração fraco. Pelo trailer do jogo [no final do post] já é possível sentir o drama. Envolver-se com aquele pequeno bebê virtual, de apenas 4 anos de idade, que age e reage de forma idêntica a uma criança real, sabendo que sofre com uma doença incurável que ceifará sua vida em algum momento é bem diferente de combater criaturas estranhas em tiroteios e lutas, ou das aventuras tradicionais em games com os quais estamos acostumados.

Além do tema e do empenho dos roteiristas do jogo em um ótimo trabalho na narrativa, a equipe de arte contratada pela desenvolvedora (Numinous Games) caprichou tanto na parte gráfica quanto no áudio. O conjunto promete imergir o jogador no drama, que é real para muitas pessoas, fazendo com que cada um possa sentir na pele um pouco do que á luta pela vida diante de uma enfermidade terminal. E a vida de um filho tende a valer mais para cada um de nós do que nossa própria vida.

Definitivamente, neste jogo não existe modo easy.

O lançamento será para PC nas plataformas Mac e Windows. Existe a perspectiva de que uma versão para Linux seja lançada também, mas ainda não há confirmação sobre isto.

Abaixo, o trailer oficial do jogo


Fonte: Divulgação Numinous Games

Promoção na Steam - Dicas de Games Para Linux

Escrito por William Santos | segunda-feira, 28 de dezembro de 2015 | 22:37

Aos poucos as desenvolvedoras de games estão ampliando a oferta de jogos para Linux na Steam. Neste final de ano, quando a loja faz uma grande promoção de jogos, com descontos que chegam a 80% em alguns títulos, é possível fazer boas seleções de games caprichados que possam ser instalados em máquinas Linux, principalmente Ubuntu, e ainda economizar uma bela grana.

Darei sugestões de 4 jogos bastante interessantes que estão entre os melhores em suas categorias, criados por grandes desenvolvedoras, sem deixar nada a desejar em relação a outras plataformas. Outro detalhe bacana sobre estes games é que todos possuem suporte completo para a nossa língua nativa, o português brasileiro, tanto na interface quanto nas traduções em áudio.

Cities Skylines


Desafio

Projete uma cidade, planeje tudo, construa e em seguida a faça evoluir para um grande e próspero centro urbano.

Aqui já postei sobre o Cities Skylines, desde o período anterior ao lançamento. É um belo jogo e se tornou essencial para aqueles que curtem o estilo simulador de cidades e gostam de planejar infra estruturas urbanas e cuidar de seu desenvolvimento.


Por falar em desenvolvimento, a Paradox Interactive tem dado um show no quesito. Quando lançou o Cities Skylines algumas coisas essenciais pareciam faltar, a exemplo do salvamento automático. Sair do jogo sem salvar significava perder absolutamente todo o progresso. Isto foi corrigido pouco tempo depois do lançamento oficial em um pack de atualizações. Recentemente o modo dia e noite foi inserido, dando suporte ao outro pack, desta vez a primeira extensão do game, que altera a dinâmica entre dias e noites.

Tanto o Cities Skylines quanto o pack de expansão do game, After Dark, estão em promoção na loja, oferecendo uma ótima oportunidade de aquisição por um preço camarada.



Euro Truck Simulator 2


Desafio

Assuma o volante e as finanças, monte seu caminhão e faça sua empresa prosperar enquanto viaja por toda Europa entregando fretes e contemplando belas paisagens.

Um dos jogos que mais evoluiu -- e conseguiu fazer isto seguindo com firmeza o sentido correto de evolução, sem penduricalhos desnecessários -- mostrando que a ECS, sua desenvolvedora, possui uma sinergia perfeita com os clientes da franquia Euro Truck. É impressionante como eles, os desenvolvedores, acertam a cada lançamento de packs e expansões. E como cada atualização consegue trazer ao jogo novidades e melhorias de altíssima relevância, fazendo valer muito a pena tê-lo, mesmo que seja apenas para apreciar as detalhadas paisagens europeias vez por outra numa viagem para entrega de mercadorias.

Em um ano, as atualizações no jogo são tantas e com tanto impacto que o Euro Truck Simulator 2 de hoje já é praticamente uma nova versão do game. Considerando isto, há a certeza de que sua evolução está garantida, dado este cuidado de sua desenvolvedora com o título. Sendo assim, as dinâmicas dos caminhões são cada vez mais realísticas, os gráficos são espetaculares, as duas expansões do jogo ampliaram o mapa para o oriente (Going East) e para o norte europeu (Scandinavia), colocando novas cidades, estradas vicinais e pequenas rodovias estreitas de mão dupla, coisas que exigem maior cuidado e atenção na condução.

Euro Truck Simulator 2 é um excelente simulador de trânsito e agrada aqueles que querem adquirir prática com a coisa, pois coloca o jogador diante de regras reais de condução, como obediência a sinalização, atenção às regras e planejamento antes de determinadas ações, como ultrapassagens e conversões. A diversão fica por conta do aspecto mundo aberto do jogo, que permite ir pra onde der na telha, basta marcar no mapa o local e se guiar pelo GPS. Os objetivos são traçados pelo próprio jogador e as recompensas contam com crédito para aquisição de equipamentos para o caminhão, novas garagens e novos caminhões para a empresa.

Euro Truck Simulator 2, com todos os packs de expansão e incrementos diversos ao game, está em promoção na Steam.



Alien: Isolation


Desafio

Sobreviver enquanto explora uma estação espacial imensa, com um monstro invencível e insaciável nos seus calcanhares.

Simplesmente o lançamento mais recente sobre a franquia Alien. Não bastasse isso, é também o game mais fiel ao filme, o primeiro da série, de 1979. O que isto significa? Alien: Isolation conduz o jogador a um futuro retrô -- Detalhadíssimo, diga-se de passagem -- e imerge em um clima de terror único onde, por mais durão que seja, os sustos são inevitáveis.

Os gráficos são espetaculares, ao ponto de fazer parar diante de uma das imensas janelas da estação espacial para contemplar o belo planeta que é orbitado (um gigante gasoso idêntico a Júpiter) e esquecer que tem um Alien tentando te devorar. O áudio é caprichado também, tudo ao redor produz ruídos. Rangidos perturbadores de metal se contorcendo enquanto a estação está se desintegrando (e você lá dentro, com companhias nada agradáveis) preparam o clima enquanto se tenta avançar pelos corredores escuros, dutos de ventilação e esteiras de transporte. Ficar parado em determinados locais não é boa ideia, o Alien é um caçador inteligentíssimo, difícil saber quando ele se encontra por perto e onde vai atacar. Correr? Esqueça. A menos que seja ultra mega necessário, correr é a última das opções, pois chama a atenção e logo você descobre que, por mais que corra, nunca será rápido o suficiente pra sobreviver. O tempo todo você estará convencido sobre sua situação de presa fugindo de um predador (opa! Isto é outro filme), fará movimentos sutis e silenciosos, dará preferência às sombras, esgueirando-se entre dutos e escondendo-se o tempo todo.

Esta dinâmica do jogo pode não agradar algumas pessoas, principalmente aquelas que tem a expectativa de ação constante. Alien Isolation não é um jogo de ação exatamente. Ele envolve estratégias de sobrevivência, resolução de problemas diversos e, vez por outra, é preciso matar alguma coisa pra avançar adiante.

Em certos pontos, Alien: Isolation faz relembrar bons momentos de outro game: o clássico Half Life. Impulsionando o jogador a ir adiante, tentando encontrar a salvação e ao mesmo tempo curioso sobre o que virá após cada etapa alcançada, é um jogo que envolve o jogador como um filme, transformando-nos espectadores ansiosos. Soma-se a isto o clima de terror, suspense e nostalgia que a estação espacial, cenário do jogo, proporciona muito bem.

Assim como os demais, Alien Isolation também está com preço promocional na Steam.


Grid Autosport


Desafio

Chegar na frente e vencer campeonatos nas diversas modalidades disponíveis no game.

Habemus jogo de corrida pra Linux! Vivas!!! Mas não se empolgue. Ainda não é um baita simulador, nada que se aproxime de um rFactor, ou Assetto Corsa, nem mesmo beira o clássico GTR 2. Grid Autosport é desenvolvido pela Codemaster, tradicional em games de corrida e que lança os atuais jogos da série Formula 1 para PC e consoles diversos. O jogo tem gráficos decentes, nada espetaculares, porém bem resolvidos. Traz circuitos tradicionais e modelos e marcas bacanas, como Audi, Mercedes, Honda, Ford, Chevrolet (sim, tem um Cruize-credo disponível), Jaguar, entre outras. Mas para por ai. Quem curte um jogo de corrida arcade vai se dar bem com Grid Autosport, quem quer simulador vai se decepcionar. Aqueles que já estão acostumados com outros títulos da desenvolvedora, como Formula 1, por exemplo, não vão sentir muita diferença na condução. Já quem tem a expectativa de vivenciar a realidade das pistas, esqueça Grid Autosport.

Se o propósito é ir direto ao ponto, pegar um carro qualquer, escolher um circuito, colocar na pista e correr, ele é o jogo certo. Os modos de carreira, avançando etapas em campeonatos, são opcionais. Os próprios campeonatos podem ser montados e customizados facilmente também. É um jogo descomplicado. Se tivesse mais simulação seria perfeito, mas atende bem os apaixonados por automobilismo que estão dispostos a percorrer circuitos virtuais com modelos lendários (exceções existem para o termo "lendários". E o Cruize tá lá pra mostrar isso...)

Existe a expectativa de que a Codemaster lance uma versão do Formula 1 para Linux também. Considerando que a desenvolvedora já colocou o pé neste nicho, com o Grid Autosport, a esperança de ver mais um bom título chegando para a plataforma fica reforçada.

Grid Autosport encontra-se entre os games em promoção na Steam.


E ai, curtiu algum?

Sonda Rosetta Identifica Enormes Reservas de Oxigênio Puro em Cometa

Escrito por William Santos | quarta-feira, 28 de outubro de 2015 | 21:23

A detecção de moléculas de oxigênio puro, ou O2, em corpos celestes deveria animar aqueles que procuram por vida fora da Terra, mas quando a Sonda Rosetta encontrou uma enorme quantidade do gás escapando das entranhas de um cometa acabou por lançar mais dúvidas sobre métodos de detecção de seres vivos em outros locais, que não aqui na Terra, através da análise de gases atmosféricos em ambientes extraterrestres.

Em nosso planeta, a teoria sobre a origem do oxigênio abundante na atmosfera é dada como consequência do desenvolvimento da vida. Seres anaeróbicos teriam sido os primeiros a pulsarem vida por aqui, em seguida a evolução avançou dando origem a seres que processam, entre outras coisas, gases atmosféricos. Fruto da respiração destes, o oxigênio, que antes estava misturado a outros elementos, foi sendo separado e lançado no ar de uma Terra ainda primitiva. Um processo não muito diferente do que vemos ocorrer hoje com as plantas que absorvem gás carbônico e separa dele o oxigênio, liberando-o na atmosfera.

O oxigênio não é um elemento tão raro no universo, mas em estado puro é difícil de ser encontrado, exceto se tiver passado por um processo como o realizado por seres vivos, tal como vemos aqui no nosso pequeno paraíso, a Terra. Normalmente o elemento interage com outros, formando moléculas diversas (entre elas a da água, numa combinação com o abundante hidrogênio existente no universo).

Além disso, teorias sobre a formação do nosso Sistema Solar praticamente eliminam as chances de encontrar oxigênio puro, isolado de outros elementos em moléculas por ai. Pelo menos era assim até agora.

A Agência Espacial Européia acaba de detectar indícios de ejeção de oxigênio puro, moléculas de O2, em um cometa vagando pelo espaço. Como ele se manteve isolado no interior do corpo celeste, é ainda um mistério para os cientistas, embora teorias já comecem a surgir para tentar explicar a alta quantidade do gás escapando entre as rochas e o gelo e se lançando pelo espaço.

O elemento que emerge hoje pode ter ficado aprisionado no interior do cometa (identificado por 67P) por mais de 4 bilhões de anos. Cada molécula de oxigênio detectada pela sonda espacial Rosetta seria remanescente de um Sistema Solar em gestação e esteve aprisionada por todo este tempo, isolada de outros elementos com os quais poderia reagir, até os dias atuais.

O que impressiona os cientistas é a quantidade de oxigênio detectada de uma só vez. Isto pode alterar a forma como se busca vida no universo. Considerando que o oxigênio puro em grandes quantidades é indício de vida, já que em planetas como a Terra ele seria impossível de existir em tamanha abundância na atmosfera sem um processamento que arrancasse oxigênio de outras moléculas, então um jato de oxigênio sendo lançado por um aglomerado disforme de rochas e gelo vagando pelo Sistema Solar surge e mostra que há reservas destes elemento em estado puro que sobreviveram a toda a "turbulência pós parto" do nosso Sistema.

Sendo assim, quem poderia hoje garantir que a detecção de enormes reservas de oxigênio em um planeta distante seria a prova definitiva de que ali existe, ou já existiu, vida processando o gás?

Seguidores

 
Copyright © 2014. williamVIPER - Direitos sobre o conteúdo
Serviço disponibilizado por Blogger